29 julho, 2010

VIDA NOVA

Precisei sair do meu país para poder voltar a ter vida novamente, sentir que estou vivo apesar de tudo.
Tenho tido a oportunidade primeiro de rever migos muito caros que há muito tempo não via ou tinha notícias bem como também conhecer pessoas novas.
Ontem sai com meu amigo Eran, criminólogo da polícia de Tel Aviv, fomos tomar café da manhã num shopping aqui perto de casa, estou morando a duas quadras da praia, comi o pão mais delicioso que já provei na minha vida e para completar o garçon me deu um banho de café quente, passei em casa troquei de roupa e fomos passar o dia num Moshav proximo a Tel Aviv onde um churrasco me aguardava, à noite fomos jantar em Tel Aviv e depois um café no KAKAU na Rehov Rotschild. Amanhã praia em Tel Aviv.
Essa primeira semana é só de férias!
Hoje quinta-feira é o último dia útil da semana. Sexta e sábado  é fds .

27 julho, 2010

Marrocos Amazônico

Amanhã fará duzentos anos da chegada dos primeiros judeus à Amazônia, essa imigração judaico-marroquina lá nos idos de 1810 marcou profundamente a componente humana da floresta, alí os judeus norte-africanos se miscigenaram com as indias e os caboclos da Amazônia criando mais uma peça desse magnifico mosaico colorido tão parecido com o Brasil, que é o povo de Israel atualmente. Eu  estarei em Jerusalém de novo, afinal uma hora apenas separa -a de Tel Aviv, já que amanhã será aberta uma exposição fotográfica comemorativa desse evento na Grande Sinagoga de Jerusalém e como tenho afetivamente laços com a Sinagoga de Manaus, fui convidado pelo Centro Israelita do Amazonas, aqui representado  pelo meu amigo de infância David Salgado, hoje morando em Modiin.

Jerusalém

Aqui o calor derrete miolo de gente e olha que eu sei o que é passar pelo verão do Rio de Janeiro, o calor daqui é diferente mas infernal também, precisamos de uma garrafinha de mineral sempre na mão.
Agora imaginem ter que se empacotar de terno e gravata para ir a um casamento em Jerusalém, podia ter ido de trem que é supermoderno, mas resolví ir de Egged e aí descobri onde o israelense deixa de fazer parte do primeiro mundo, é um desespero para ver quem entra primeiro, para garantir um lugar, e aí não tem lei de proteção de velhinho não, estes aqui são mais educados que os daí e ficam na fila esperando a vez sem reclamar ou então aqueles mais atrevidos furam mesmo e aí podem ter certeza começa a discussão na fila, bem consegui entrar no ônibus que evidentemente tem arcondicionado funcionando e como cheguei a Jerusalém inteiro não tinha bomba a bordo.
Uma auto-estrada moderna sem buracos, sem lombadas, nem mesmo as eletrônicas, mas camera com sensor de velocidade tem sim e muitos e engarrafamentos também.
A subida para as colinas da Judeia onde está Jerusalém, vai desfilando as pequenas florestas de pinheiros mediterrâneos e entre eles as carcaças de tanques e caminhões destruídos pelos arábes na guerra da independência em 48 e lá em cima no final da estrada Jerusalém ocupando uma sucessão de colinas de pedras calcárias surgindo de dentro da terra dando lugar a uma cidade encantada, de pedras brancas que amarelam conforme a cor do sol batendo nas paredes cobertas.
Descí na Tahanat ha Merkazit (rodoviária mesmo) subi as escadas rolantes depois de passar pelo raio x e pelo detector de metais e bombas, fui até uma padaria comer uma bureka com coca-cola ainda na rodoviária/shopping center, saio pego um monit e vou ao Hotel em Ar ha Tsofim (Mount Scopus) para o casamento, são seis da noite mas como é verão parece 3 da tarde e o calorzão de Tel Aviv sumiu, mesmo com sol a pino. Jerusalém é mais amável. Da  cobertura do Hotel onde estava montada a Chupá (tenda do casamento) descortinava toda a cidade antiga com as muralhas já refletindo a cor dourada do por do sol.
Esse é um encanto que só Jerusalém proporciona!

24 julho, 2010

AINDA CANSADO

Verão no Mediterrâneo, águas cálidas como as do Atlântico central.
Fui a praia em Gash ao Norte de Tel Aviv, depois uma ida rápida a Netanya e Hertzlyya.
Terça-feira tem casamento para ir em Jerusalém.

13 julho, 2010

AMANHÃ

O telefone toca/
O telefone chama/
O telefone grita.

Mas a chuva/
Emudece/
A voz que desfalece/
Sem coragem/
De ouvir os trovões.

As desculpas .../
Retalhadas já não provocam nada/
A carne navalhada não sangra/
A gangrena conquista celula a celula/
A carne que apodrece e/
Morre.

O telefone toca/
O telefone chama/
O telefone grita!