Uma viagem muito tranquila, pouco turistica, vivendo mais o dia a dia de Tel Aviv como mais um habitante. Tel Aviv é uma cidade fantástica, cheia de contrastes em um espaço tão exiguo, decadente no sul mas ao mesmo tempo é onde a noite fervilha, onde os jovens se amontoam. Mais para o sul a parte mais pobre da cidade e mesmo assim dsejavel se concentram os 200 mil exilados mulçumanos do Sudão que nenhum país árabe quis receber, é fascinante a meio caminho da Rodoviária uma Africa no meio de Tel Aviv, além dos imigrantes temporários filipinos que vem a trabalho.
O centro uma lição para as cidades brasileiras, para o centro convergem negócios, é na Rotschild o boulevard mais charmoso de Tel Aviv onde encontra desde cafés, bares, restaurantes, gente passeando pelo calçadão central da avenida cheio de arvores, ciclovia e quiosques ao Vale do Silicone israelense, gente bonita, jovens, velhos, brancos, negros, morenos... um verdadeiro Brasil em pleno Oriente Médio.
Aos azedos petistas com lava jato instalado na cabeça e divulgadores da propaganda anti israel e anti judaica aqui racismo é palavra da imprensa mundial não faz parte do cotidiano israelense, israel é uma sociedade multi-etnica e religião predominante o judaismo. Somos brancos, somos negros, somos morenos e nos mesclamos, não temos preconceito nem marginalizamos ninguém em função da cor da pele ou da conta bancária como é no Brasil. Agora dizer que somos racistas porque somos sionistas é desconhecer o significado de sionismo (nome do movimento nacionalista judaico) se fosse assim todos os movimentos nacionalistas que culminaram na independência de suas nações seriam igualmente racistas e racismo não seria mais o preconceito por etnia. Temos problemas com árabes sim, por uma razão muito simples: eles não aceitam a nossa existência nem o território que compreendemos. Tiveram a oportunidade de ter sua própria nação em 1948 e rejeitaram a partilha, sofreram muito mais nas mãos dos próprios irmãos árabes que nos conflitos com Israel, matam-se a torto e direito por uma razão muito simples eles cultuam a morte pois é nela que o paraíso os aguardam e em nome disso cometem crimes contra a humanidade, e isto não é minha opinião não está escrito no livro agrado deles o Alcorão, nós amamos a vida, basta ver nossas cidades, nossas crianças, nossa história!
Não somos racistas apenas temos um inimigo que nos quer destruir e ocupar o nosso espaço. Provavelmente um dia após a assinatura de um acordo definitivo de paz eles começaram a pleitear novos direitos e como israelenses conhecem bem árabes, aí está o nó da questão.Ariel Sharon desmontou os assentamentos de Gaza e devolveu de mão beijada sem nada pedir e qual o resultado disso, é a partir de Gaza que os palestinos filiados ao Hamas atacam as cidades israelenses. Dá para acreditar em paz com árabes? eu acredito que sim mas os israelenses não.
Mas voltando a Tel Aviv, o centro é borbulhante aqui se trabalha, se diverte e se mora, para o Norte a Tel Aviv mais elegante, mas nova e mais cara apesar de não ter nada barato na cidade, é um dos metros quadrados mais caro do mundo.
Caminhar aqui é uma maravilha, a cidade é plana e o inverno agradavel, exceto quando chove e venta. Neve Tzedek o pequeno bairro dos artistas e intelectuais renovado, ruas estreitas e charmosas que levam até a antiga estação de trem de Tel Aviv hoje um centro de lazer e diversão, em Neve Tzedek pode-se comer carne com a qualidade das servidas no Brasil e Argentina o problema é que eles comem com apenas um pequeno acompanhamento e nunca como nós fazemos com arroz, feijão,farofa,salada, batata frita etc.
Se fosse mais jovem moraria aqui.