29 outubro, 2010
21 outubro, 2010
19 outubro, 2010
MEDEIROS
Irmão obrigado, já comprei a medicação e já estou tomando.
Amanhã deve chegar meu novo seguro!
qualquer coisa te aviso!
um abraço e lembranças Auxiliadora,Renatinha e Tânia!
Flavio
Amanhã deve chegar meu novo seguro!
qualquer coisa te aviso!
um abraço e lembranças Auxiliadora,Renatinha e Tânia!
Flavio
17 outubro, 2010
MEDEIROS URGENTE!!!!!
Medeiros meu skipe é flavio.hebron1
preciso falar com voce com urgência, me adicione.
Um abraço,
Flavio
preciso falar com voce com urgência, me adicione.
Um abraço,
Flavio
AMAN-PETRA
Quarta-feira de tarde viajo para Nazaré, já que de manhã cedinho tenho que pegar o ônibus que vai para Aman. Me hospedo mais uma vez no Fauzi Azar, a noite na sala de café bato um papinho com um casal de italianos, ela doutora em história e aí foi um prato cheio para uma conversa muito interessante de algumas horas em italiano já que não falava hebraico, entre história e viagens pois estavam a passeio falei que na manhã seguinte seguiria para Aman e Petra, foi quando se aproximou um rapaz e me perguntou se poderia viajar na minha companhia pois tinha vontade de ir a Jordânia, eu disse que sim embora não estivesse querendo muita companhia, mas como era apenas para fazer o percurso disse que sim, o cara como todo mexicano tinha cara de indio hahahahaha, mas ao longo da viagem se mostrou simpático e felizmente não era grudento. Dia seguinte, acordado desde as 6 da matina, banho, café e fechar a conta e partir de táxi até o escritório da empresa onde o ônibus iniciava a minha viagem. Não há estação rodoviária em Nazaré, pontualmente as 8 e meia partimos, uma hora e meia depois estavamos na fronteira no Rio Jordão.
Ficamos quase a metade do tempo de toda a viagem entre os postos de controle de Israel e depois da Jordânia após atravessar o Rio Jordão. A viagem dolado Israelense entre Nazaré e o posto de fronteira é uma sucessão de paisagens verdes e bem cuidadas, mas do lado Jordaniano é um choque! tudo é seco, não há árvores, não fazem jardins, mas isso é o menos grave, o que se vê a seguir é a realidade de um país pobre de terceiro mundo, as vilas são pobres embora não se veja miséria, não há saneamento básico, não há planejamento urbano, infraestrutura é um sonho aqui, quase nada existe e a sujeira impera, garrafas pet e plasticos aos montes em todos os lugares não apenas nas vilas e cidades mas na estrada, é tudo muito feio e seco, parece com um nordeste de poucos anos atrás, em todos os postes fotos do Rei Abdullah e dos candidatos ao parlamento nas eleições que estão para acontecer, logo não é difícil imaginar que tipo de eleição eles vão ter, num país onde metade do parlamento é indicada pelo Rei e a outra dividida entre os oligarcas menos importantes. Pouco depois chegamos a Irbid, a segunda maior cidade da Jordânia e confesso que ainda não havia visto lugar tão feio em toda a minha vida, Manaus é mais bonita e por sorte não ficamos mais que meia hora naquele lugar e partimos em direção a Aman e é incrivel que a única paisagem verde são algumas poucas plantações de Oliveiras que tem um tom verde platina e que pouco ajuda a melhorar o visual da aridez do deserto jordaniano.
Duas horas depois estavamos chegando em Aman que para minha surpresa é uma cidade interessante e grande dizem ter quatro milhões de habitantes e é toda branca as casas aqui como em Jerusalém são revestidas de pedra, só que numa tonalidade mais clara que a de Jerusalém. A cidade é meio desorganizada mas não chega a ser caótica, lembra um pouco a bagunça brasileira o que me fez sentir bem em Aman. A cidade é dividida por circulos que vão do primeiro o mais central até o sétimo, onde está o distrito financeiro da cidade e onde me hospedei em Al- Shmeissani e perto do escritório da Jett a empresa que faz a viagem para Petra e para onde iria no dia seguinte as seis e meia da manhã.
Meu amigo Avi de Tel Aviv me indicou a um amigo dele Jordaniano que foi me buscar no hotel e me levou para conhecer Aman de tarde e de noite, fomos a um bar livraria enorme e muito bonito frequentado por intelectuais da Jordânia, conhecí no balcão - e batemos um longo papo- O Samir, um palestino com cidadania norte-americana, culto, bem instruído e muito misterioso, eu obviamente não disse que era judeu, já que em Israel todos me alertavam que não era muito seguro para judeus viajar sózinho na Jordânia, mas bobagem os Jordanianos são amaveis, gentis e um povo extremamente cordato e segurança é algo que não falta, todos me diziam que se pode andar sozinho pelas ruas a noite pois não há assaltos nem violência, mas nos hoteis sempre tem na porta tijolões enormes de concreto fazendo barreira e controle de bagagem em máquinas de raio x e detectores de metais e explosivos para checar a tudo e todos que entram, portanto não é apenas em Israel que tem isso não hein!
Voltei para o hotel as 1:30 da madrugada sem saber que Aman está uma hora mais adiantada que Tel Aviv e por sorte pedi a recepção que me despertassem as cinco da manhã ou seja não dormi quase nada, tomei banho e descí para tomar café que solicitei e partí para Petra e mais quatro horas de ônibus pelo deserto.

Portanto, água muita água é fundamental, pois no deserto a desidratação ocorre muito rapidamente e nossos cérebros não percebem.
Cansado fiz o percurso de volta e fiquei aguardando a hora de voltar a Aman.
Às dez da noite estava de volta a Aman e Shadi o amigo do meu amigo israelense foi novamente me buscar no Hotel para mais um giro noturno em Aman, paramos num quiosque e o atendente nos trouxe dois cafés árabes deliciosos, fomos jantar por volta da meia noite, a vida noturna em Aman é intensa mas quase inteiramente masculina se vê poucas mulheres e estas sempre acompanhadas, mas nos bares se bebe alcool livremente e sem problemas e as pessoas se vestem a moda ocidental também, embora a grande maioria ainda se vista a moda árabe, voltei para o Hotel por volta das tres da madrugada, pouicas horas depois saí para comprar algumas pequenas coisas e partí para o local de onde saíria o ônibus de volta a Israel. Chegamos em Israel por volta das sete e meia da noite, após a lenta checagem nos dois postos de fronteira, em Nazare Ilit peguei um onibus da Egged e voltei a Tel Aviv, casa e final de viagem.
Minha garganta piorou e o peito cheio de secreção me leva a azitromicina e repouso.
DE VOLTA AO PASSADO
Terça-feira passada acordei e resolvi voltar ao passado, 29 anos atrás mais precisamente. Fui até Netania que é a minha escolhida para viver aqui e de lá fui ao Kibutz Haogen, passando por todas aquelas kfarim que no passado passeei de bicicleta, é como se deslocar até o Eden descrito na Biblia, é um contínuo jardim de uma beleza indescritível e aí pensei porque não em vez de Netania uma dessas kfarim que ficam não mais que dez quilometros de Netania... a pensar. Cheguei no Kibutz e sai caminhando pelas veredas por entre os jardins do kibutz, passei pelo Heder ha Ochel, por onde íamos todos os dias fazer as refeições e as vezes também trabalhar, hoje o prédio enorme e bonito continua bonito e moderno, apesar do tempo mas está fechado e não mais funciona como cozinha e refeitório, as salas adjacentes são escritórios alugados a particulares, sim é verdade para tristeza geral os Kibutzim acabaram em Israel, os sucessivos governos de direita pararam de subsidiá-los e eles faliram e foram sucessivamente sendo privatizados e o sonho que durou décadas e que ajudaram a construir o sonho de uma nação judaica morreu, é muito triste, e a propriedade das casas sequer ficou para aqueles que o construiram ao longo de gerações, estes jardins de beleza e de ideal ficaram para o Estado, aqui as terras pertecem ao Estado que as vende a particulares.
Continuando a minha visita a Haogen passei pelos prédios onde funcionavam os nossos dormitórios e a escola de hebraico, hoje alugados a moradores de fora bem como aos kibutzniks que continuaram morando em Haogen mas todos obviamente pagam aluguel ao Estado ( injustiça), pouco se produz de agricultura, a fábrica permanece funcionando com empregados contratados de fora. Mas tudo continua bonito como era. Passei por um kibutznik de idade já bem avançada e perguntei-lhe sobre o professor de hebraico Yaakov e ele me informou que Yaakov Guterman continuava no kibutz e morava a poucos metros de onde nos encontravamos, despedí-me agradecendo-lhe a informação e fui até a casa do morê, apertei a campanhia e ouço o professor perguntar quem era, aí disse-he Morê Yaakov fui seu aluno quase trinta anos atrás e em hebraico me convidou a entrar na sua casa para um café, me apresentou sua esposa que já não me lembrava mais, mas o professor envelhecido evidentemente ainda mantinha a mesma fisionomia de anos atrás.
Me perguntou se nesses anos todos falara hebraico pois falava muito bem e aí dei uma puxada de saco e disse-lhe que não que o hebraico que falava havia aprendido com ele trinta anos antes, e enquanto bebiamos o café me dizia das transformações pela qual passara o país umas muito boas outras nem tanto, me falara sobre as pessoas do kibutz, muitos evidentemente morreram mas me falou de Miriam a nossa metapelet que continuava viva já com 92 anos de idade, não deu tempo de ir visiá-la e ela evidentemente não me reconheceria ou se lembraria, falamos sobre o Brasil, os israelenses além de adorar o Brasil querem sempre saber sobre o país, a politica, a economia etc, para eles o Brasil é um país grande e poderoso, infelizmente o atual govêrno é pró-arábe. A conversa prosseguiu mas o tempo corria e a hora de voltar para Holon chegava, fizemos uma foto de lembrança e partí. 30 anos de lembranças que voltaram a viver em poucas horas, Evelyn Levy, Marco Bloch, Michelle, Corine, Alexander, David, Pablo e tantos outros.
Continuando a minha visita a Haogen passei pelos prédios onde funcionavam os nossos dormitórios e a escola de hebraico, hoje alugados a moradores de fora bem como aos kibutzniks que continuaram morando em Haogen mas todos obviamente pagam aluguel ao Estado ( injustiça), pouco se produz de agricultura, a fábrica permanece funcionando com empregados contratados de fora. Mas tudo continua bonito como era. Passei por um kibutznik de idade já bem avançada e perguntei-lhe sobre o professor de hebraico Yaakov e ele me informou que Yaakov Guterman continuava no kibutz e morava a poucos metros de onde nos encontravamos, despedí-me agradecendo-lhe a informação e fui até a casa do morê, apertei a campanhia e ouço o professor perguntar quem era, aí disse-he Morê Yaakov fui seu aluno quase trinta anos atrás e em hebraico me convidou a entrar na sua casa para um café, me apresentou sua esposa que já não me lembrava mais, mas o professor envelhecido evidentemente ainda mantinha a mesma fisionomia de anos atrás.
Me perguntou se nesses anos todos falara hebraico pois falava muito bem e aí dei uma puxada de saco e disse-lhe que não que o hebraico que falava havia aprendido com ele trinta anos antes, e enquanto bebiamos o café me dizia das transformações pela qual passara o país umas muito boas outras nem tanto, me falara sobre as pessoas do kibutz, muitos evidentemente morreram mas me falou de Miriam a nossa metapelet que continuava viva já com 92 anos de idade, não deu tempo de ir visiá-la e ela evidentemente não me reconheceria ou se lembraria, falamos sobre o Brasil, os israelenses além de adorar o Brasil querem sempre saber sobre o país, a politica, a economia etc, para eles o Brasil é um país grande e poderoso, infelizmente o atual govêrno é pró-arábe. A conversa prosseguiu mas o tempo corria e a hora de voltar para Holon chegava, fizemos uma foto de lembrança e partí. 30 anos de lembranças que voltaram a viver em poucas horas, Evelyn Levy, Marco Bloch, Michelle, Corine, Alexander, David, Pablo e tantos outros.
08 outubro, 2010
DISCUSSÕES
ESTAVA LENDO, O BLOG DO NOBLAT NO GLOBO DE HOJE, UM ARTIGO DE UMA JORNALISTA PROVAVELMENTE AMIGA DELE E MORADORA DE PARIS, ELA SEMPRE PUBLICA NOTÍCIAS DO DIA A DIA DOS PARISIENSES SEGUNDO O SEU OLHAR, E O DE HOJE FOI SOBRE COMO OS FRANCESES, DIGO OS PARISIENSES (POIS MORA E COMENTA SOBRE PARIS E SEUS HABITANTES) TRAVAM AS SUAS BANAIS E EDUCADAS DISCUSSÕES, O QUE ME DEU VONTADE DE ESCREVER SOBRE AS DAQUI, QUE SÃO DRAMÁTICAS, TERRÍVEIS E AO FINAL ENGRAÇADAS.
FICO IMAGINANDO O QUE DEVE PENSAR UMA PESSOA QUE NÃO FALA NEM ENTENDE HEBRAICO, AO VER E OUVIR UMA DISCUSSÃO ENTRE MARIDO E MULHER, OU ENTRE DUAS MULHERES OU ENTRE DOIS HOMENS AQUI NAS RUAS DE ISRAEL, POIS A LÍNGUA POR SER MUITO IMPERATIVA E OS SONS GUTURAIS, AJUDAM A PARECER QUE O MUNDO ESTÁ DESABANDO.
PARA QUEM ENTENDE TAMBÉM É MAIS OU MENOS A MESMA COISA, JÁ QUE AS DISCUSSÕES SÃO PESADÍSSIMAS, EMBORA NUNCA CHEGUEM AS VIAS DE FATO, POIS AÍ VIRA CASO DE POLÍCIA. ELES BRIGAM, ALTERAM AS VOZES, PARECE QUE VÃO SE TAPEAR E DEPOIS SE CANSAM, SE CALAM VOLTAM A CONVERSAR CIVILIZADAMENTE COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO E A PLATÉIA QUE TAMBÉM É ISRAELENSE NEM LIGA, OS FORASTEIROS FICAM DE BOCA ABERTA TENTANDO IMAGINAR O QUE HOUVE E A QUE CONCLUSÃO CHEGARAM PARA ASSIM TÃO REPENTINAMENTE COMO COMEÇARAM A DISCUSSÃO ELES A TERMINAM, PARECE ATÉ FILME FRANCÊS CUJO FINAL NEM SEMPRE TEM A VER COM O ROTEIRO DESENVOLVIDO.
ONTEM EU V´UM CASAL DE MEIA IDADE NUMA DESSAS DISCUSSÕES PESADAS, NÃO DEU PARA ACOMPANHAR E SABER TUDO POIS ESTAVAM TAMBÉM CAMINHANDO E DISCUTINDO AOS BERROS SEM SE PREOCUPAR COM OS OUVINTES E ELE GRITAVA " CHEGA PÁRA, VOCE É INSUPORTÁVEL! NÃO AGUENTO MAIS ESSA CHATICE E ELE RESPONDIA VÁ A MERDA"! AO PASSARMOS O VIADUTO DA ESTAÇÃO DE TREM DA HAGANA ESTAVAM FALANDO BAIXINHO E NOVAMENTE EM PAZ.
AQUI AO CONTRÁRIO DO BRASIL A VIOLÊNCIA URBANA É QUASE INEXISTENTE, SE CAMINHA PELAS RUAS A QUALQUER HORA DO DIA E DA NOITE SEM TER QUE OLHAR PARA TRÁS OU COM MEDO DE QUE TE ASSALTEM E NÃO HÁ OLHARES SUSPEITOSOS PARA O OUTRO COMO AÍ NO BRASIL, TAMBÉM NÃO HÁ ASSASSINATOS DO TIPO QUE OCORRE NOS ESTADOS UNIDOS OU SERIAL KILLERS E OLHA QUE GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO VIVE ARMADA E ANDA COM OS FUZIS E METRALHADORAS NA RUA E NADA ACONTECE FELIZMENTE, O QUE LEVA A SE PERGUNTAR QUAL A CAUSA DO PROBLEMA DA VIOLÊNCIA NOS EUA E NO BRASIL? CERTAMENTE NÃO ESTÁ NO USO DE ARMAS MAS EM QUEM AS USA E QUE TIPO DE INTENÇÃO ESSES INDIVÍDUOS DESENVOLVEM POIS AQUI UMA PARCELA IMENSA DA POPULAÇÃO VIVE E ANDA ARMADA NAS RUAS, NOS TRANSPORTES PÚBLICOS E SEQUER DISPAROS ACIDENTAIS OCORREM.
A VIOLÊNCIA AQUI É OUTRA E CERTAMENTE TAMBÉM COMPLICADA.
DEVE HAVER EVIDENTEMENTE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ESPECIALMENTE ENTRE OS IMIGRANTES RUSSOS QUE SÃO NOTADAMENTE OS MAIS DÍFICEIS EM ISRAEL, MAS ESTÁ LOCALIZADA DENTRE O QUE OS CRIMINÓLOGOS CHAMAM DE CIFRA NEGRA, ELA NÃO APARECE NAS ESTATÍSTICAS, OS JUDEUS RUSSOS CONSTITUEM UMA COMUNIDADE FECHADA E COESA E IMPUSERAM O IDIOMA RUSSO EM ISRAEL, AQUI SE FALA, LÊ E ESCREVE RUSSO POR TODA A PARTE, ATÉ EU UM BRASILEIRO QUE POR CULPA DO SOTAQUE SOU CONFUNDIDO COMO RUSSO, POIS É! EXISTEM RUSSOS MORENOS TAMBÉM.
FICO IMAGINANDO O QUE DEVE PENSAR UMA PESSOA QUE NÃO FALA NEM ENTENDE HEBRAICO, AO VER E OUVIR UMA DISCUSSÃO ENTRE MARIDO E MULHER, OU ENTRE DUAS MULHERES OU ENTRE DOIS HOMENS AQUI NAS RUAS DE ISRAEL, POIS A LÍNGUA POR SER MUITO IMPERATIVA E OS SONS GUTURAIS, AJUDAM A PARECER QUE O MUNDO ESTÁ DESABANDO.
PARA QUEM ENTENDE TAMBÉM É MAIS OU MENOS A MESMA COISA, JÁ QUE AS DISCUSSÕES SÃO PESADÍSSIMAS, EMBORA NUNCA CHEGUEM AS VIAS DE FATO, POIS AÍ VIRA CASO DE POLÍCIA. ELES BRIGAM, ALTERAM AS VOZES, PARECE QUE VÃO SE TAPEAR E DEPOIS SE CANSAM, SE CALAM VOLTAM A CONVERSAR CIVILIZADAMENTE COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO E A PLATÉIA QUE TAMBÉM É ISRAELENSE NEM LIGA, OS FORASTEIROS FICAM DE BOCA ABERTA TENTANDO IMAGINAR O QUE HOUVE E A QUE CONCLUSÃO CHEGARAM PARA ASSIM TÃO REPENTINAMENTE COMO COMEÇARAM A DISCUSSÃO ELES A TERMINAM, PARECE ATÉ FILME FRANCÊS CUJO FINAL NEM SEMPRE TEM A VER COM O ROTEIRO DESENVOLVIDO.
ONTEM EU V´UM CASAL DE MEIA IDADE NUMA DESSAS DISCUSSÕES PESADAS, NÃO DEU PARA ACOMPANHAR E SABER TUDO POIS ESTAVAM TAMBÉM CAMINHANDO E DISCUTINDO AOS BERROS SEM SE PREOCUPAR COM OS OUVINTES E ELE GRITAVA " CHEGA PÁRA, VOCE É INSUPORTÁVEL! NÃO AGUENTO MAIS ESSA CHATICE E ELE RESPONDIA VÁ A MERDA"! AO PASSARMOS O VIADUTO DA ESTAÇÃO DE TREM DA HAGANA ESTAVAM FALANDO BAIXINHO E NOVAMENTE EM PAZ.
AQUI AO CONTRÁRIO DO BRASIL A VIOLÊNCIA URBANA É QUASE INEXISTENTE, SE CAMINHA PELAS RUAS A QUALQUER HORA DO DIA E DA NOITE SEM TER QUE OLHAR PARA TRÁS OU COM MEDO DE QUE TE ASSALTEM E NÃO HÁ OLHARES SUSPEITOSOS PARA O OUTRO COMO AÍ NO BRASIL, TAMBÉM NÃO HÁ ASSASSINATOS DO TIPO QUE OCORRE NOS ESTADOS UNIDOS OU SERIAL KILLERS E OLHA QUE GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO VIVE ARMADA E ANDA COM OS FUZIS E METRALHADORAS NA RUA E NADA ACONTECE FELIZMENTE, O QUE LEVA A SE PERGUNTAR QUAL A CAUSA DO PROBLEMA DA VIOLÊNCIA NOS EUA E NO BRASIL? CERTAMENTE NÃO ESTÁ NO USO DE ARMAS MAS EM QUEM AS USA E QUE TIPO DE INTENÇÃO ESSES INDIVÍDUOS DESENVOLVEM POIS AQUI UMA PARCELA IMENSA DA POPULAÇÃO VIVE E ANDA ARMADA NAS RUAS, NOS TRANSPORTES PÚBLICOS E SEQUER DISPAROS ACIDENTAIS OCORREM.
A VIOLÊNCIA AQUI É OUTRA E CERTAMENTE TAMBÉM COMPLICADA.
DEVE HAVER EVIDENTEMENTE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ESPECIALMENTE ENTRE OS IMIGRANTES RUSSOS QUE SÃO NOTADAMENTE OS MAIS DÍFICEIS EM ISRAEL, MAS ESTÁ LOCALIZADA DENTRE O QUE OS CRIMINÓLOGOS CHAMAM DE CIFRA NEGRA, ELA NÃO APARECE NAS ESTATÍSTICAS, OS JUDEUS RUSSOS CONSTITUEM UMA COMUNIDADE FECHADA E COESA E IMPUSERAM O IDIOMA RUSSO EM ISRAEL, AQUI SE FALA, LÊ E ESCREVE RUSSO POR TODA A PARTE, ATÉ EU UM BRASILEIRO QUE POR CULPA DO SOTAQUE SOU CONFUNDIDO COMO RUSSO, POIS É! EXISTEM RUSSOS MORENOS TAMBÉM.
STAIV
Hoje sexta-feira e final de semana aqui cairam as primeiras chuvas de outono, já não faz calor a luz do sol mudou, agora é suave e acaricia a pele do corpo em vez de queimar como no verão, já se caminha sem ficar suado e o cheiro da terra e das plantas é deslumbrante. Foram cinco meses de calor fustigante acompanhado de uma umidade carioca e estranho porque sem chuva, não chove um único dia de verão aqui ao contrário do verão do sul e sudeste do Brasil.
Decidí muita coisa que estava pendente nesses últimos anos da minha vida, perdido com as pancadas que ela me reservou mas ao fim tudo segue e continua essa foi a mais importante lição, mas outras me bateram a porta mas não vou ficar aqui falando muito pois infelizmente tenho leitores que não precisam saber muito mais da minha vida.
A fotografia me sorrí e a mão é boa mesmo com uma simples maquineta, devo comprar em novembro uma profissional pra corrida que se segue e assim vai ser inverno cá, inverno lá!
Decidí muita coisa que estava pendente nesses últimos anos da minha vida, perdido com as pancadas que ela me reservou mas ao fim tudo segue e continua essa foi a mais importante lição, mas outras me bateram a porta mas não vou ficar aqui falando muito pois infelizmente tenho leitores que não precisam saber muito mais da minha vida.
A fotografia me sorrí e a mão é boa mesmo com uma simples maquineta, devo comprar em novembro uma profissional pra corrida que se segue e assim vai ser inverno cá, inverno lá!
DAROM
Quarta-feira de noite peguei o trem e parti para o sul, uma hora e meia de viagem até a capital do Negev - BeerSheva - onde vivi por quase dois anos.
No deserto a primeira respirada outonal, aqui de verdade se sente mais rapido quando as estações mudam e a noite já faz um pouco de frio. Beersheva lembra de certa maneira um pouco Brasilia, não nos prédios iguais mas na estrutura viária que tem largas avenidas que começam no nada e vão a lugar algum, uma certa concentração de negócios por setores como em Brasilia, mas o centro novo é o lugar perfeito para a locação de um filme de ficção científica, é simplesmente deslumbrante o conjunto de prédios e passeios que foram construídos, mas fora isso e a cidade velha que tem alguns poucos resquícios dos outrora prédios árabes construídos de pedra pouco interessante restou para se ver na cidade, nem mesmo o mercado beduíno que era uma atração aos olhos resistiu hoje parece mais um Saara de zinco cheio de produtos made in China que as antigas tendas tendas beduínas onde se podia sentar e tomar um chá a moda beduína. Mas ao redor da cidade é um show a parte... é o deserto e os inumeros acampamentos de beduínos com suas tendas, suas cabanas de metal, seus cavalos e camelos e suas mulheres vestidas de negra e cobertas dos pés à cara,belo, enigmático, atraente e perigoso, as poucas horas que empreendi uma caminhada até o shuk beduini minha pele já estava toda rachada e escamando e é preciso estar sempre com uma garrafa de água à mão pois não se percebe a desidratação rápida que o clima leva ao corpo.
Mas Beersheva não me interessava e parti para Mitzpe Ramon mais ao sul, onde se vê e se sente o deserto como ele é belo e silencioso. A cidadezinha é bonita bem mais que Beersheva, parece uma casa de bonecas e toda jardinada embora se esteja no deserto mas é tudo sonolento, não se vê gente nas ruas, apenas o barulho de crianças em uma escola por onde passei em frente. No final da cidade se inicia uma espetácular cratera, uma monstruosa e magnifica cratera originada pela queda de um meteorito há 250 milhões de anos atrás do tamanho aproximadamente de Natal, é gigantesca!
Dormi em Mitzpe Ramon e no dia seguinte percorri de Jeep a imensa cratera que está uns 500 metros abaixo da cidade, já não se sente calor mesmo no deserto o vento é suave e fresco. Depois peguei um onibus e fui a Ein Avdat uma reserva natural nacional repleta ruinas milenares de uma fortificação nabatéia o mesmo grupo que construiu e viveu em Petra e també, de cabras montesas que passeiam despreocupadas sem se assustar ao nosso lado, alí além das cabras está um campus avançado para pesquisas ambientais no deserto da Universidade Ben Gurion de Beersheva, e as tumbas do Fundador do Estado de Israel David Ben Gurion e sua esposa Pola Ben Gurion e onde diáriamente se realiza a uma cerimonia de troca de tropas feita por soldados e soldadas da Tzavah, alí ao lado tem uma grande base militar, o Negev está repleto de bases militares perdidas na imensidão marrom clara do deserto, Desci a pé o Wadi para uma caminhada no deserto de duas horas, nesse trecho tem um rio perene (pequenininho) com quedas dágua, cavernas e uma fauna e flora impressionantes. Apesar da sequidão muita gente já morreu no deserto pelas repentinas enchentes e inundações que ocorrem no deserto na época das chuvas, elas aparecem e desaparecem sem dar tempo de correr e socorrer fica apenas a marca no chão dessas passagens são como cicratizes na carne que vão marcando a cada ocorrência. Ao final do dia voltei para Beersheva e Tel Aviv.
No deserto a primeira respirada outonal, aqui de verdade se sente mais rapido quando as estações mudam e a noite já faz um pouco de frio. Beersheva lembra de certa maneira um pouco Brasilia, não nos prédios iguais mas na estrutura viária que tem largas avenidas que começam no nada e vão a lugar algum, uma certa concentração de negócios por setores como em Brasilia, mas o centro novo é o lugar perfeito para a locação de um filme de ficção científica, é simplesmente deslumbrante o conjunto de prédios e passeios que foram construídos, mas fora isso e a cidade velha que tem alguns poucos resquícios dos outrora prédios árabes construídos de pedra pouco interessante restou para se ver na cidade, nem mesmo o mercado beduíno que era uma atração aos olhos resistiu hoje parece mais um Saara de zinco cheio de produtos made in China que as antigas tendas tendas beduínas onde se podia sentar e tomar um chá a moda beduína. Mas ao redor da cidade é um show a parte... é o deserto e os inumeros acampamentos de beduínos com suas tendas, suas cabanas de metal, seus cavalos e camelos e suas mulheres vestidas de negra e cobertas dos pés à cara,belo, enigmático, atraente e perigoso, as poucas horas que empreendi uma caminhada até o shuk beduini minha pele já estava toda rachada e escamando e é preciso estar sempre com uma garrafa de água à mão pois não se percebe a desidratação rápida que o clima leva ao corpo.
Mas Beersheva não me interessava e parti para Mitzpe Ramon mais ao sul, onde se vê e se sente o deserto como ele é belo e silencioso. A cidadezinha é bonita bem mais que Beersheva, parece uma casa de bonecas e toda jardinada embora se esteja no deserto mas é tudo sonolento, não se vê gente nas ruas, apenas o barulho de crianças em uma escola por onde passei em frente. No final da cidade se inicia uma espetácular cratera, uma monstruosa e magnifica cratera originada pela queda de um meteorito há 250 milhões de anos atrás do tamanho aproximadamente de Natal, é gigantesca!
Dormi em Mitzpe Ramon e no dia seguinte percorri de Jeep a imensa cratera que está uns 500 metros abaixo da cidade, já não se sente calor mesmo no deserto o vento é suave e fresco. Depois peguei um onibus e fui a Ein Avdat uma reserva natural nacional repleta ruinas milenares de uma fortificação nabatéia o mesmo grupo que construiu e viveu em Petra e també, de cabras montesas que passeiam despreocupadas sem se assustar ao nosso lado, alí além das cabras está um campus avançado para pesquisas ambientais no deserto da Universidade Ben Gurion de Beersheva, e as tumbas do Fundador do Estado de Israel David Ben Gurion e sua esposa Pola Ben Gurion e onde diáriamente se realiza a uma cerimonia de troca de tropas feita por soldados e soldadas da Tzavah, alí ao lado tem uma grande base militar, o Negev está repleto de bases militares perdidas na imensidão marrom clara do deserto, Desci a pé o Wadi para uma caminhada no deserto de duas horas, nesse trecho tem um rio perene (pequenininho) com quedas dágua, cavernas e uma fauna e flora impressionantes. Apesar da sequidão muita gente já morreu no deserto pelas repentinas enchentes e inundações que ocorrem no deserto na época das chuvas, elas aparecem e desaparecem sem dar tempo de correr e socorrer fica apenas a marca no chão dessas passagens são como cicratizes na carne que vão marcando a cada ocorrência. Ao final do dia voltei para Beersheva e Tel Aviv.
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