Chegando em Nazaré que ao contrario das outras cidades israelenses tudo funciona, pois é uma cidade árabe de maioria cristã e o calendário obedece a tradição cristã e os finais de semana são como no Ocidente e não na sexta e no sabado como é em Israel, fui caminhando pela lateral da Igreja da Anunciação até entrar no shuk de Nazareth, nessa hora repleto de gente. O shuk de Nazaré ao contrario do de Ako é limpo, organizado e bonito sem perder as caracteristicas orientais dos shuks do oriente médio, caminhando sem rumo e sem objetivo, apenas observando e me admirando com a beleza das construções e da gente que circula alí, turistas peregrinos, mulheres arábes fazendo suas compras do dia, comerciantes tentando atrair a seus pequenos negócios os clientes que ali circulam, há de tudo, desde joalherias a lojas de panelas.
Nessa caminhada sem rumo ví a placa de um Hostel que havia visto na internet o Fauzi Azar Inn e resolvo sair do sem rumo e ir ver o hotel e aí que surpresa, um casario de dois andares árabe aparentemente precisando de cuidados mas essa é a tônica dos imoveis aqui, sempre precisando de reforma, mas essa falta de cuidados na realidade dá um charme de antiguidade, entro e sou recebido pelo Jo um voluntário cristão canadense, que me mostra o hostel e me dá algumas explicações sobre o local e Nazaré, fico alojado num apartamento privado com banheiro, o mais bonito de todos os cômodos do hotel, como voces podem ver abaixo na foto.
Escolhido o apartamento me pus a andar por Nazaré, primeiro pelas vielas do mágico shuk e depois pelas outras ruelas da cidade observando a vida e a rotina das pessoas e a geografia da cidade construidas nas várias colinas que compõe a geografia local, uma lição para urbanizar as favelas do Rio de Janeiro.
Entrei na pequena Igeja da Anunciação dos Gregos Ortodoxos de uma beleza indescritível, pequena ao contrário da Igreja da Anunciação católica e dedicada a Maria, para onde me dirigí a seguir e como senti nas vezes que fui ao Kotel também na Igreja Católica da Anunciação voltei a sentir uma energia forte, doce e amorosa que me encheram os olhos de lágrimas, eu dedico essas sensações a concentração energética nesses locais provenientes das inúmeras orações e pensamentos voltados para a Maria, Jesus e a Deidade.
A Igreja da Anunciaçã católica é grande, imensa, bela, moderna com paineis belissimos feitos em mosaicos bizantinos e ou pintados. Do primeiro andar há um grande círculo aberto que proporciona aos peregrinos observarem a Capela escavada no solo e que segundo a tradição foi o local onde Maria recebeu o anuncio da sua gravidez e da vinda do Mestre Jesus, belo tudo muito belo!
Almocei com um amigo Palestino mulçumano, o Karim, a quem enchi de perguntas sobre como se sente como árabe vivendo em Israel e outras curiosidades sobre os Palestinos especialmente os mulçumanos para quem a desconfiança reinante é maior, os árabes cristãos tem uma rotina mais absorvida à vida israelense.
A noite comi um sharmaua e fui a um café l tomar um chá com folhas de menta e fumar nargil em um café árabe no centro de Nazaré.
Dia seguinte torcendo para que houvesse ônibus em Nazaré, já que nessa sexta-feira entre os árabes se comemora o aniversário da segunda intifada, sai do hotel e fui para o centro onde por sorte havia ônibus funcionando e sigo para Tiberiades na beira do mar da galiléia ou Kineret como é chamada em Israel e onde faço uma parte da caminhada sugerida pela na trilha de Jesus, mas o calor é grande e resolvo voltar a tahanat merkazit e prosseguir de ônibus até Tzfat, centro religioso judaico e centro mundial da Kaballah, localizada no centro da Galiléia setentrional, uma cidadezinha de pedra com mais de tres mil anos de idade e centro de refúgio de inúmeros rabinos perseguidos na Europa medieval, da Espanha inquisitorial e de tantos outros lugares onde os judeus foram perseguidos no continente europeu, fiz uma caminhada por todo o vilarejo, suas sinagogas e seu jardins até chegar a rua principal onde se localizam os cafés e zona comercial da cidade, sentei e pedi um café com leite e burekas doces e salgadas.
Dalí fui a Rosh Pina uma especie israelense de Pênedo do Rio de Janeiro, resume-s a beleza da região e aos restaurantes sempre cheios, afinal comer é a grande diversão e prazer dos israelenses.Ao final do dia cansado volto para Nazaré, janto no Tishriim um restaurante árabe localizado numa casa antiga bem decorada, um serviço de garçontes jovens bonitas e simpáticas além de uma comida deliciosa em porções generosas, caro mais vale a pena.
Sábado ainda final de semana em Israel e tudo por conseguinte fechado, pego um monit sherut e volto para Tel Aviv onde chego por volta do meio dia, Eran me aguarda na rodoviária e vamos almoçar na casa dos pais dele o que pra mim foi uma maravilha pois sábado tudo ainda está fechado em Israel, chego em casa já tarde da noite. Amanhã tem eleição no Brasil e tenho que ir a embaixada justificar o voto.




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