29 setembro, 2010

O LEÃO DORME

Dez anos depois da visita de Ariel Sharon ao Har ha Bait, vem a tona fatos completamente desconhecidos até mesmo da maioria dos israelenses o que dizer então daqueles geograficamente tão distantes dessa área de conflitos permanentes.
Segundo o porta voz de Ariel , Sharom Raanam Gissim ele assim o fez não para detonar a Intifada que se seguiu a sua visita, importante dizer que Ariel Sharon tem até hoje um apartamento no quarteirão mulçumano na cidade antiga, ele sabia que Yasser Arafat vinha preparando há alguns meses uma nova onda de violência, aguardava-se apenas o final do Ramadã para detona-la. Sabendo disso Ariel Sharon que disputava a liderança do Likud ( o maior partido de direita israelense) resolve visitar com seu filho e um pequeno grupo de assessores o Har ha Bait - O Monte do Templo - e mostrar aos Palestinos que ao contrário de Ehud Barack, ele Ariel Sharon jamais consideraria a capital de Israel como moeda de negociação, em outras palavras Jerusalém é indivisivel e capital do Estado de Israel.
Embora já no dia anterior à visita de Sharon, a violência explodisse nas ruas de Jerusalém culminando com a morte de um oficial do exército de Israel, mas para Mahwan Barghouti a visita de Ariel Sharom seria  o momento propício e razão para que se detonasse não apenas em Jerusalém mas em todos os territórios ocupados e dentro de Israel principalmente a Intifada que Arafat vinha planejando a tempos, ordenando inclusive seus maiores adversários "o Hamas" a utilizar seus homens e mulheres bomba contra alvos civis israelenses, e assim se deu.
Resultado dessa história, Ariel consolidou sua posição dentro do Likud e derrotou Ehud Barack nas eleições
e tornou-se primeiro ministro, e ao assumir  o novo governo surpreendentemente determina o desmantelamento de todas as colonias e cidades israelenses e a saída de unilateral de Gaza.
Ariel Sharon está em coma até hoje, Mahwan Barghouti preso em uma prisão de segurança máxima em Israel e Arafat morto, segundo informações palestinas assassinado por gente do Hammas descontente com as iniciativas de paz que ele articulara com os israelenses, o cerco israelense a sede do governo palestino em Ramala foi sua sentença de morte.

28 setembro, 2010

7.לבכות

26 setembro, 2010

SUKOT

Esses dias comemoramos as festas de SUKOT ou das cabanas, que lembra a permanência do povo judeu vagando no Sinai logo após a saída do Egito, se preparando para a ocupação da Terra Prometida, em muitas casas, na verdade quase todas, seja nos quintais ou varandas dos apartamentos se constroem cabanas em diversos materiais e para as crianças então é uma festa, as cabana são decoradas e nelas se dorme, se come e se conversa muito.


Na sexta-feira fui com Offir e um amigo dele francês fazer um tour a pé pelo sul de Tel Aviv, que é uma das áreas mais fascinantes da cidade, embora seja a mais pobre e feia segundo uma estética burguesa. Começamos por Florentin, um bairro que é ao mesmo tempo residencial, comercial e repleto de pequenas manufaturas, cada rua tem uma especialidade de comércio, uma só de moveis, outra de lustres, outra de especiarias e aí parece que nos deslocamos para os contos das mil e uma noites. Em Floretin moram muitos artistas e estudantes por ser a área menos valorizada da cidade, o que não significa ser barato para os padrões brasileiros, o aspecto dos prédios que são baixos é de muita precariedade pois os israelenses não se preocupam com as faixadas dos edíficios, muitos quase ou já de fato caindo os rebocos. Saindo de Florentin fomos a Neve Tzedek a parte mais antiga de Tel Aviv e que recentemente foi recuperada, aqui moram ou moraram escritores famosos do país, inclusive o Nobel de Literatura, mas o lugar não é grande e logo partimos para o Shuk Carmel em pleno centro de Tel Aviv desde a Avenida Allenby, o coração comercial de Tel Aviv e também meio detonado, mas gostoso de caminhar nas calçadas largas e repletas de gente falando quase todos os idiomas que se possa  imaginar, o shuk é mágico e colorido é uma entrada num livro de ficção, barracas, portinhas e portonas, de lojas onde se vende de tudo, de uma simples e bonita Romã, as daqui são impressionantes e tem uma máquina manual que é possivel fazer suco de romã em 2 segundos, o suco é meio travoso mas delicioso, a roupas, a especiarias, a comida ou qualquer made in China que possa existir.
Os gritos em hebraico que  chega a parecer árabe quando falado por judeus provenientes de países árabes, é presença forte em todos os shuks, chamam desesperadamente pelos clientes, que param, ouvem e começam a reclamar dos preços...uma guerra! quem não entende pensa que vai sair porrada!
Para entrar no Shuk que é na verdade uma rua ou várias ruas dependendo do shuk, tem que passar primeiro pelo bloqueio da polícia, abrir as mochila ou bolsa ou o que tenha em mãos, e ser varrido eletronicamente, sim aqui é uma necessidade, pois o país vive em estado de alerta permanente contra ataques à população civil, aqui mesmo pertinho do shuk num dia feriado alguns  poucosanos atrás um terrorista se explodiu vizinho a um jardim de infância e mais de 100 crianças morreram.
Saímos do Shuk e atravessamos a Allemby para entrar na Rehov Shenkim, uma área de restaurantes e bares e lojas de design e muitas botiques.  A rua apinhada de gente, de cachorros, de bicicletas, de vespas, de carros e muitas mesas pelas calçadas transformam o lugar numa colorida paisagem e o dia ajudava pois com céu azul de brigadeiro e uma briza agradavel embora os termometros marcassem 34 graus centigrados, paramos no primeiro café onde com muita sorte uma mesa vazia nos convidava para uma geladissima, aqui bebo sempre a Stella, não muito porque dar muita dor de cabeça a conta da loura R$ 15,00 a garrafa pequena, é uma fortuna uma cerveja aqui. Os pães são uma especialidade que creio só a França consegue bater Israel, são deliciosos, aqui se toma café, se almoça e janta pão.
Continuamos após o lanche e a cerveja caminhando pela Shenkin até chegarmos a Sderot Rotschild o mais bonito boulevard de Tel Aviv, seguimos nele no calçadão central onde passamos por um grupo de israelenses que explicavam e convidavam os moradores de Tel Aviv a irem a uma manifestação de apoio aos
árabes de Jerusalém que tiveram suas propriedades desapropriadas para dar lugar a um novo bairro de
Jerusalém e aí se percebe como a sociedade israelense é dividida, os carros que passavam no Boulevard e ouviam o discurso dos esquerdistas que defendem os palestinos gritavam do carro, traídores de...., meus amigos também ficaram revoltados e creio que sobrou pra mim também, pois curioso fui conversar com um dos organizadores e peguei alguns panfletos sobre o movimento, eles Offir e o amigo diziam por que eles não se preocupam com o quase milhão de judeus que vivem na faixa da pobreza em Israel em vez de preocupar-se com árabes que querem nos matar e destruir....é muito difícil dizer algo quando há tanta dor, tanta agressão e tanta desconfiança, não dá sequer para julgar, todos tem suas razões e não conseguem ou querem dar o primeiro passo para sair desse paradigma de horror e ódio.
Depois daí passei a fazer um percurso solo pois meus amigos foram para Haifa. voltei pela Allenby e entrei novamente na Rotschild mas na parte sul e fui almoçar no Rustico um restaurante italiano muito interessante com uma comida boa, um vinho bom... mas muito caro... mas valeu a pena, após o almoço que terminou já pelas cinco da tarde, ia pegar um táxi  pois os ônibus param na sexta e no sábado (SHABAT) quando esbarrei com o Gai, um amigo que ia para Bat Yam passar o Shabat com os pais e me deu uma carona até minha casa.
Sábado, Marcelo Miler meu amigo de trinta anos veio me buscar e fomos para um parque aquático em Holon com os filhos dele e do irmão, um sábado genial de criança e a noite jantar na casa de Rami.
Domingo de SUKOT fui a Jerusalém, cheguei ao COTEL - O MURO DAS LAMENTAÇÔES - repleto de gente rindo, rezando, caminhando e novamente senti a mesma sensação da primeira vez em que estive lá, a energia das orações que ali são feitas todos esses milhares de anos transformou aquele local numa espécie de estação de energia, minha pele queimava de dentro pra fora e parecia estar tendo espasmos no corpo inteiro, não tenho palavras que possam definir o que realmente sinto quando vou ao Kotel essas são as que mais se aproximam  e são pobres para exprimir o que de fato acontece.










 Fiz minhas preces e meus pedidos e segui para a cidade antiga mas a polícia não permitia a entrada no quarteirão mulçumano onde está o HAR HA BAIT - O Monte do Templo, alí a policia só deixava entrar moradores, com o feriado judaico e os disturbios da semana passada em Jerusalém tudo era alerta máximo, mas a calma reinava dentro das muralhas, resolvi então caminhar pelo quarteirão cristão e fui até a Igreja do santo Sepulcro que é simplesmente linda e me deixou perturbado, não passei muito bem dentro da Igreja, sentia uma pressão no peito que ia e vinha como se fosse uma angina mas muito fraca, o que me tranquilizava, mas o calor também era forte e me esqueci de comprar uma garrfa de água mineral para beber, necessário aqui pois é muito seco.
 A Igreja é belissima e as missas rezadas por diversos grupos de padres de diversas correntes cristãs que entram na Igreja em procissão, acontecem seguidamente e são marcantes pois os rituais e as linguas em que são realizadas são vários, russo, grego, copta e árabe, e claro turistas muitos turistas principalmente russos!









Mas aí já estava cansado e fui para a cidade nova onde os ambientes também eram de festas, comércio parcialmente fechado atravessei a Praça Oswaldo Aranha mantida pela Confederação Israelita do Brasil e que é na realidade um antigo cemitério árabe onde ainda se vê as inumeras sepulturas por toda a praça,




obviamente que não há restos mortais alí, elas  ficaram apenas como monumentos e história da cidade, segui pela King George onde encontrei uma mesa no calçadão, sentei, descansei e tomei um sorvete de maracujá depois comprei burekas de queijo e voltei para Tahanat Merkazit embarcar para Tel Aviv e aqui estou eu em casa escrevendo.

21 setembro, 2010

BAT YAM e Jerusalem

ahhh! resolví a convite do meu amigo Ionathan Malka dar uma esticada a Londres que também não conheço, dos 6 dias que teria em Portugal ficaram três no Oporto.
Mas vou agora em outubro  à  Grécia e Chipre num cruzeiro de 4 noites, uma pechincha de US$ 300,00 e a Jordânia de carro com um amigo Palestino, o Karim, atravessaremos a fronteira norte direto para Aman e depois descemos para Petra e entramos em Israel no sul em Aqaba/Eilat.

era uma vez....

Hoje foi um dia de saudade!
Senti saudade de quando tinha treze anos, senti saudade do colégio, senti saudade de brincar, senti saudade de casa, senti saudade da minha tristeza que me acompanha desde pequeno, senti saudade de alguns sorrisos meus que deixei lá atrás no meu passado, senti saudade de amigos que se foram e não voltaram mais, senti saudade das minhas antigas viagens, senti saudade do tempo que podia ser naïve e isso não me custava caro, senti saudade de antigos sonhos, senti saudade dos meus antigos desejos, senti saudade da minha vida, dos momentos bons e ruins, exceto os muito ruins - esses não quero nem lembrar, de maneira alguma que existiram -, a esses elejo o terapeuta para guardá-los onde quiser.
Me lembro de um pequeno hall onde tenho uma lembrança triste, me lembro de algumas lágrimas descendo minhas faces, de tristeza e também de alegria, lembro-me de uma copa do mundo, de uma olimpíada, lembro de um jogo do Flamengo, de um tanque de guerra na China, em Israel e em tantos outros Jornais Nacionais.
Mas são apenas lembranças de uma vida que corre rápido e vai embora....

20 setembro, 2010

A BRIGA É POR TERRA!

Tudo em Israel é extremamente complexo, é uma sociedade plural complicada, pra tudo há correntes diversas e antagônicas de pensamento. Já imaginaram judeus ultraortodoxos e que são contra a existência de Israel enquanto Estado e que preferiam estar vivendo num Estado árabe mulçumano denominado Palestina, pois é existe isso sim? Existem Rabinos que se deslocam até a Judéia e a Samaria (Cisjordânia) para defender interesses de agricultores palestinos contra os assentamentos dos direitistas judeus religiosos que se estabeleceram alí por causa de uma suposta doação da Terra feita por Deus aos Judeus.
Entre nós tem de tudo como em qualquer lugar do planeta e grupo humano, bons e ruins, certos e equivocados, mas infelizmente o mundo hoje não gosta de ver isso e nos embrulha num saco só com o que Israel tem de pior.
Os erros de ambas as partes, israelenses e árabes, só sedimentaram esse sentimento de ódio e desconfiança mútua entre judeus e palestinos e que só existe aqui nesta parte do mundo, em qualquer outro lugar ambos quando não contaminados pelos problemas locais convivem em grande harmonia.


Terra é a questão fundamental, ambos os povos tem uma ligação profunda com a posse da Terra, ela é a coisa mais importante, mais importante que a própria vida. Israel necessita de Terra para acomodar sua crescente população, precisa de Terra para sua segurança e os Palestinos precisam de Terra para seu Estado, seus refugiados, seus agricultores, seus pés de Azeitonas que é o grande amor dessa gente. Árabes israelenses, ou seja aqueles que não obedeceram em 1948 aos lideres árabes e permaneceram em suas casas e hoje são cidadãos israelenses, que melhoraram de vida e alcançaram um padrão economico, social e cultural diverso dos árabes palestinos dos territórios ocupados e eles se auto diferenciam quando falam dos outros nos territórios, também sofrem em Israel em função da desconfiança que os israelenses judeus tem em relação a sua fidelidade ao Estado de Israel, que lhes concede cidadania, mas não há como ser diferente essa relação esquizofrênica cria toda uma série de disturbios, como se sentir bem em seu país quando ele próprio os tem de fato como cidadãos de segunda classe no dia a dia, embora pela lei tenham os mesmos direitos, difícil!
Não há no planeta algo similar, a possessividade que eles desenvolvem (ambos os grupos) em relação a terra é algo descomunal.
Mas hoje Israel tem mais responsabilidades é rico, é educado, é forte e poderoso e deveria doar um pouco de si para seus primos mais pobres talvez assim um dia acabe essa esquizofrênica relação que alimenta uma maternidade de ódio - que eu creio ser muito mais alimentada pelas elites, que para manter-se no poder precisam da guerra -, que do espirito do povo palestino e no lado israelense nada mais simples do que por na cadeia quem desrespeitar as leis quando elas disserem que é ilegal fazer o que se faz nos territórios.
Querem ver outra loucura! Os Palestinos não querem reconhecer Israel como um estado judeu porque isso poderia dar a Israel o legitimo direito de expulsar os árabes israelenses quando da fundação do Estado Palestino, ora isso não foi feito em 60 anos não o seria agora, mas os Palestinos também não querem um Estado independente com Judeus residindo nele ou com cidadania palestina, ora se existem palestinos com cidadania israelense porque não poderia haver judeus com cidadania palestina? Essa é uma pergunta fácil de ser feita e ser respondida por alguém de fora desse contexto maluco, mas quem tá dentro disso ... não quer nem pensar na possibilidade.
Eles tem sempre no bolso a foto de alguma chave!

18 setembro, 2010

Mosh Ben Ari - Lo Yodea Eh Lomar Bach

רגע גדול אייל גולן ושרית חדד ♫ (אודיו)

על חבל דק אייל גולן קליפ רשמי

שלמה ארצי - תוכיחי לי - shlomo artzi

שלמה ארצי - תתארו לכם

שלמה ארצי - תגידי - www.d-arena.co.il

דור דניאל - בין החלומות

הראל סקעת - מובן לי עכשיו

עומר אדם- תגידי כי כמעט שחכתי שיר פצצהa!

עומר אדם - מת_לחבק_ אותך ........

רינת בר אהוב שלי

מושיק עפיה - החלום המתוק

Fairouz فيروز: سنرجع

Fairouz - Shady فيروز شادي Arabic song שיר בערבית

אייל גולן - ים של דמעות

מושיק עפיה ושלומי סרנגה - פעם בחיים

מהשמיים-משה פרץ

גלעד שגב - אישה מהשמיים

קובי אפללו - מה שהלב בחר עם מילים

קובי אפללו-שיר געגועים

ADELE - 'Make You Feel My Love'

The Fugees - Ready Or Not (with Lauryn Hill)

Lauryn Hill Zion

17 setembro, 2010

YOM KIPUR

O país tá parado, não se vê um carro em movimento nas ruas e quem tenta é apedrejado(o carro evidentemente e claro por um religioso fanático). Entretanto as ruas estão cheias de bicicletas, crianças por todos os lados mesmo tarde da noite.
As sinagogas estão cheias, as calçadas ocupadas por cadeiras e vizinhos conversando, jovens deitados na grama das praças.
Fomos a Casa de Rami jantar as 5 da tarde depois conversamos com outros amigos que chegaram até bem pouco quando voltamos para casa a pé evidentemente.
Só funcionam serviços básicos e claro a Tzava (Forças de Defesa de israel que estão em alerta maximo).

16 setembro, 2010

Kineret

Quase trinta anos depois volto ao Mar da Galiléia, grandes emoções ao descer em direção a depressão do mar da Galiléia que é o segundo lugar mais profundo da superficie do planeta e aqui Jesus caminhou, viveu, pregou as reformas no Judaismo que a elite religiosa da época por cupidez e interesses políticos menores recusou. A paisagem é impressionante e unica.O mar que na realidade é um lago de agua doce formado pelos inumeros braços do Jordão que descem das montanhas do Golan é de um azul bom deixa o adjetivo pra lá porque azul é uma cor complicada, muito complicada.
Visitei a Igreja da Bem Aventurança que foi segundo a Igreja o local onde jesus realizou o milagre da multiplicação dos pães, os mosaicos bizantinos com tematica floral e da fauna local muito bem conservados e singelamente belos.
Fizemos uma volta completa ao redor do mar e pena que o tempo foi curto para subirmos ao Golan e as Vilas Drusas ficará para a próxima semana, mas esticamos até Nazare onde encontramos Karim meu amigo Palestino e fomos ao um café fumar Nargil ou Nargilê como se diz aí no Brasil e descobri que não há tabaco mas um liquido a base de maça sem alcool, mas que ao tragar duas ou tres vezes a sensação é de começar a ficar bebado, o ritual é bem interessante e certamente vou levar um Nargil quando voltar ao Brasil, o Beit Cafe muito bacana, simples mas aconchegante, cheio de poltronas e sofás e em frente a Igreja da Anunciação que seria o local onde Maria recebeu a noticia da concepção de Jesus, semana que vem venho passar uns dias na casa do Karim.
Compramos alguns doces numa confeitaria árabe e voltamos a Netanya que é a cidade mais bonita de Israel depois de Jerusalém evidentemente, pequena, tem aproximadamente 250 mil habitantes, 30 km de Tel Aviv, em frente ao Mediterrâneo parece uma casa de bonecas, cheia de jardins, boulevards, calçadas largas, linda a cidade!
Semana que vem começo a trabalhar como voluntario 2 vezes na semana no LATET (Doar em portugues), organização de amparo aos pobres daqui, pode parecer estranho mas aqui tem de tudo, pobres,pretos e prostitutas e prostitutos,gangsters,travestis e todos judeus coisa inimaginavel para um brasileiro não é? Imaginar que judeus podem ser tudo isso como qualquer outro humano no planeta!

10 setembro, 2010

Ofra Haza - Im Nin'alu (Original Version - 1984)

KADISH

KADISH PARA TODOS OS SERES HUMANOS QUE SOFREM NA QUIETUDE DAS SUAS SOLIDÕES, QUE POR NÃO SEREM CONHECIDOS NEM FAMOSOS, VIVEM SUAS TRAGÉDIAS NO SILÊNCIO DAS SUAS PRÓPRIAS VIDAS,  SÃO TANTOS E TANTAS COM SEUS DOLOROSOS  SOFRIMENTOS A DILASCERAR SUAS ALMAS DIUTURNAMENTE. KADISH PARA AS LAMURIAS, OS CHOROS, OS GRITOS DE DOR E DESESPERO DESSA MULTIDÃO SILENCIOSA QUE SOFRE NA TERRA.
KADISH!

Ofra Haza - Kaddish

Jerusalem - Yerushalayim

Sarit Hadad - Kshehalev Boche

09 setembro, 2010

CLIMA

Essa semana deu para perceber que a mudança de estação começa a acontecer embora ainda faça muito calor durante o dia já está bem melhor que a semana passasa, a temperatura não se alterou muito mas a umidade baixou consideravelmente e com ela a sensação de calor e as noites estão mais frescas e ventiladas e apareceram os primeiros lírios nas praças e parques e aqui isso significa que o outono está para chegar.
Estava agora a pouco jantando com um amigo que mora em Londres o Ionathan e que tem casa aqui em Netania 30 km ao norte de Tel Aviv, na avenida beira mar daqui em e a brisa que soprava do mar estava uma delicia. Semana que vem após Yom Kipur vamos fazer um Tiul a Galiléia e ao Golan, Nazareth,Tzfat,Tveria, Banias, Rosh ha Pina e as montanhas do Golan e as vilas Drusas nas nascentes do Jordão.
Ontem na ceia de ano novo fui a Ramat Aviv na casa de amigos comemorar a entrada do novo ano falando em português na casa do diretor do INFRAERO local que me convidou para passar em sua casa com sua família, ele foi consul no Rio de Janeiro alguns anos atrás, foi uma noite muito simpática e agradável.
Eu realmente estava precisando dessa viagem ela está me abrindo novamente portas para a vida nova!
passear, fazer novos conhecidos alguns se tornarão certamente grandes amizades, novas perpectivas de vida.
Enfim estou satisfeito, feliz de bem com a vida e enterrando o passado que tanto mal me causou.

07 setembro, 2010

SHANA TOVA

A todos meus amigos e conhecidos meus votos de um FELIZ ANO NOVO-SHANA TOVA como se diz em hebraico. 5771 próxima quarta-feira dia 8 de setembro.
Que o ano seja doce como o mel!

The times they are A-Changin'

Em Israel não se apedreja ou mata seres humanos por condição, seja racial, seja sexual, seja de opinião.
Transcrição de texto do Jerusalem Post em inglês.


The times they are A-Changin'

MUDANDO TUDO

Algo estranho no ar, é perceptível que os bastidores estão atívissimos, observa-se uma necessidade premente de resolver questões antigas que pela primeira vez tornaram-se secundários. O problema hoje chama-se Iran e é muito mais complexo do que a mídia tem reportado. Israel está preocupada, mas os países arábes estão aterrorizados com um Iran atomico com sede de tornar-se mais uma vez um império regional.
A questão nuclear para Israel é relativa pois Jordânia e Egito desenvolvem programas nucleares claramente pacíficos e isso não preocupa Israel mas com o Iran sim e é óbvio o motivo da preocupação. O Regime dos Ayatolas representado pelo presidente-ditador Ahmadinejad com seu discurso antijudaico, anti-israelense e antisemita tem como objetivo tentar trazer os países arábes para sua orbita de influência achando que este é ponto de consenso que os une, mas isso não é tão fácil e não há governos e governantes  inocentes ou ingênuos, os movimentos que o público não vê ou quando descobre nem sempre entende, nas esferas de poder são claramente compreendidos.
Historicamente judeus e persas sempre tiveram excelentes relações inclusive com o regime dos Ayatolas a quem Israel deu suporte militar na guerra contra o Iraque, a mudança se deu em função de um projeto maior dos iranianos em conquistar uma hegemonia regional como potência militar e Israel entra de duas formas nesse discurso político, primeiro como obstáculo pois Israel é a potência militar do oriente médio e segundo por acharem que a politica anti-Israel seria o ponto em comum para trazer os arábes para sua esfera mas aí defrontaram-se com os interesses norte-americanos no golfo Pérsico e  no Oriente Médio.
Os americanos então iniciaram uma forte contra ofensiva diplomatica para tentar neutralizar e isolar os iranianos e seu programa nuclear e as aspirações hegemonicas na região.
Nestas duas ultimas semanas observamos em Israel um Netanyahu que sempre se opôs a qualquer tentativa séria de paz com os palestinos, afirmar que os árabes estão finalmente prontos e maduros para a paz, um Netanyahu que mesmo sofrendo dois ataques terroristas no momento em que se iniciaram as primeiras conversas em Washington o que em vezes anteriores foi o suficiente para interromper e congelar as negociações de paz e dessa vez mesmo com os clamores da extrema direita israelense ele prossegue negociando. Por outro lado Palestinos que sempre deram tiros nos próprios pés parecem estar mais maduros e após os atentados Abbas manda sua polícia prender mais de 300 suspeitos de envolvimento com os ataques ou seja resolveu enfrentar o Hammas sem medo.
O Hammas esperneia a mando de Teheran que precisa do conflito como uma permanente realidade alimentadora do discurso do bode expiatório, o Hisbollah está aparentemete quieto e isso é preocupante.
Os americanos chamaram os Turcos pelas orelhas a Washington e deles mesmo tendo em comum com o Iran a questão curda, sabem que não podem e nem tem forças de se opor a uma coalizão mundial contra o Iran.
E o Brasil coitadinho jogou contra e se deu muito mal, não é e não vai ser tão cedo peça importante nesse tabuleiro, poderia ter sido diferente se tivesse tentado ser neutro o que teria conseguido o cartão verde dos americanos para prosseguir em uma eventual negociação com os iranianos mas entrou no jogo pela porta errada e foi defenestrado, não possui força política para entrar nesse cenário por ora é claro.
Pela primeira vez há possibilidades de um acordo de paz entre israelenses e palestinos e nisso os americanos tem pressa e as pressões sobre ambas as partes são fortes. Barak ministro da defesa de Israel comentando ser possível entregarparte de Jerusalém, os palestinos sem fazer exigências quanto ao retorno dos refugiados, o que é isso? isso chama-se URGÊNCIA NORTE-AMERICANA em por um ponto final no perigo que o Iran representa para o planeta hoje.

03 setembro, 2010

A CARA DO ÓDIO

PORQUE OS PALESTINOS PERMITEM SER USADOS POR SEUS CONFRADES ÁRABES E MULÇUMANOS COMO CAMPO DE PROVA E TESTE E NÃO PERCEBEM QUE PARA ELES NÃO PASSAM DISSO. PRIMEIRO PEDIRAM A POPULAÇÃO CIVIL ÁRABE PALESTINA QUE SAISSE DE SUAS CASAS, DE SUAS PROPRIEDADES DURANTE A GUERRA DE 1948 VENCIDA POR ISRAEL E COM ISSO CRIANDO UM CONTINGENTE DE REFUGIADOS NO LÍBANO, NA JORDÂNIA, NO EGITO, NO IRAQUE, NA ARABIA SAUDITA ETC, CONTINGENTE INICIALMENTE DE 700.000 PESSOAS QUE SE MULTIPLICARAM NA MISÉRIA DOS CAMPOS DE REFUGIADOS QUE NENHUM PAÍS ARABE QUIS CUIDAR E ABSORVER COMO ISRAEL FEZ COM OS JUDEUS EXPULSOS DE SUAS CASAS E PROPRIEDADES NO MUNDO ARABE E QUE TAMBÉM RESULTOU NUM CONTINGENTE POUCO SUPERIOR A 700.000 PESSOAS.


A CARA DO ÓDIO

 
TODAS AS TENTATIVAS DE PAZ NAUFRAGARAM PELA ABSURDA POSIÇÃO DE DAR TIRO NOS PRÓPRIOS PÉS, MUITAS VEZES FORÇADOS A FAZER ISSO PELAS PRESSÕES DAQUELES QUE OS USAM MAS NÃO OS AJUDAM.
TALVEZ PENSAR QUE COMO SÃO POBRES E DESINFORMADOS, SEM EDUCAÇÃO ADEQUADA SEUS LIDERES POR GANÂNCIA, CORRUPÇÃO E PRAZER EM TER PODER OS TEM COMO PURA MASSA DE MANOBRA.
POBRES PALESTINOS!
CEGOS PELO ÓDIO GUIADO DOS SEUS LÍDERES!

NEGOCIAÇÕES

Parece que dessa vez os norte-americanos estão efetivamente conseguindo fazer os dois lados negociar. Após a retirada do Iraque uma promessa de campanha que não pode ser cumprida no prazo prometido mas o que importa é que a administração Obama as portas da campanha para reeleição conseguiu sair do Iraque, vem conseguindo a duras penas redirecionar a campanha do Afeganistão, inclusive com troca de comando e agora traz para a mesa de negociação israelenses e palestinos. Infelizmente não tenho acesso as informações de como elas se dão, que tipo de pressão é feita para trazer principalmente Netaniahu à mesa, pois suas posições contrárias a qualquer acordo com os palestinos são conhecidas, Bibi como é conhecido em Israel é da linha dura, da quase extrema direita israelense e não troca territórios por paz, ele representa uma parcela grande da população que sabe não poder confiar nos árabes.
Os palestinos tem sido ao longo dos últimos 50 anos um inimigo chato mas incompetente bem diferente dos libaneses que compõe o Hisbollah e dos Iranianos que são hoje a grande ameaça regional, esses sim inimigos díficeis de serem enfrentados e batidos. Os iranianos financiadores do Hizbollah e do Hamas precisam da questão palestina não resolvida para que seu discurso e sua política externa se mantenham presentes no tabuleiro do Oriente Médio e do do planeta e Israel sabe disso, sabe o quão perigosos são os iranianos e sabe também que precisa dos Estados Unidos nesse enfrentamento pois mesmo com recursos para um ataque direto ao Irã, Israel tem uma posição extremamente fragilizada no cenário político internacional o que dificultaria ao Estado Judeu entrar e manter uma guerra contra os iranianos, inclusive com possibilidades de tornar-se um conflito nuclear.
Por essa razão creio que finalmente mesmo após um ataque a colonos judeus perpetrado por terroristas do Hamas em Hebron, o que por sí já seria motivo para Netaniahu retirar-se das negociações, elas seguem firmes, Netaniahu enfrentando as pressões da extrema-direita que pede seu retorno a Israel e o congelamento das negociações e pelo lado palestino uma inédita demonstração de força do primeiro-ministro palestino que ordenou as suas forças de segurança uma operação de faxina na Judeia e na Samaria ( o futuro Estado Palestino) que resultou na prisão imediata dos primeiros 250 suspeitos pelo atentado de Hebron. Israel tem medo e não sem razão um Estado Palestino as portas de Jerusalém e a 14 quilometros da area metroplitana de Tel Aviv sem a garantia de paz e um estado palestino desarmado visto que historicamente se constata que as forças de segurança da ONU sejam no Líbano ou em Gaza não constituem absolutamente garantias de real e efetivo controle para as ações terroristas e o contrabando de armas, mas a questão iraniana está falando mais alto e é possível pela primeira vez em vinte anos obter avanços.

02 setembro, 2010

STADION

ACABEI DE CHEGAR DO ESTÁDIO EM RAMAT GAN ONDE FUI VER ISRAEL X MALTA, DUAS SELEÇÕES DE PRIMEIRÍSSIMA LINHA E OBIAMENTE O JOGO NÃO PODIA SER DIFERENTE...............UMA PELADA RSRSRSRS,  MAS ISRAEL GANHOU MERECIDAMENTE POR 3X1,  MALTA É  MUITO PIOR!


O JOGO PARECIA QUE IA SER MUITO BOM, LOGO AOS DOIS MINUTOS ISRAEL FEZ UM GOL QUE FOI ANULADO PELO JUIZ ALEGANDO TER HAVIDO TOQUE DE MÃO, MAS DE FATO NÃO HOUVE NÃO, O JUIZ ERA PIOR DO QUE OS DOIS TIMES, MINUTOS DEPOIS ISRAEL ABRIA O PLACAR E MALTA EMPATAVA NO FINAL DO PRIMEIRO TEMPO.
SEGUNDO TEMPO ISRAEL CAVA UM PENALTI E 2X1 E FINALMENTE AOS 40 DO SEGUNDO TEMPO ISRAEL FAZ O TERCEIRO E LIQUIDA A PARTIDA VÁLIDA PELAS ELIMINATÓRIAS DA UEFA, PARECE QUE O GRUPO TEM AINDA GEORGIA E GRÉCIA. VOLTAR PRA CASA UMA TAREFA COMPLICADA PORQUE NADA FUNCIONA DEPOIS DAS 11:30 MAIS DEI SORTE E NÃO PRECISEI GASTAR COM TÁXI.

01 setembro, 2010

.......COMEÇO A ENTENDER....


Embora Eran tenha me alertado para não ir visitar a Marrpelá em Hebron pelos riscos que iria correr estava disposto a ir até Hebron visitar o local, mas ontem veio a resposta realmente não dá para ir aos territórios ainda mais em Hebron que é considerada uma das áreas mais criticas e perigosas dos territórios além do mais o período é complicado pois toda vez que se iniciam conversações de paz entre israelenses e palestinos, os radicais do Hamas costumam atacar para interferir no processo e provocar a interrupção das conversas é provável que outros atentados aconteçam nos próximos dias mas nos territórios em Israel a situação é diferente e tranquila, após a construção do Muro ao longo de toda a linha divisória entre Israel e os territórios e que -o mundo hipocrita e falsamente denunciou como uma maneira de Israel isolar os Palestinos-, resolveu a questão da infiltração de terroristas que vinham aqui explodir-se matando civis inocentes, recentemente vi na Televisão israelense um banqueiro saudita ser entrevistado sob a cusação que era feita na corte de Haia contra seu banco que pagava uma indenização aos familiares dos terroristas que se explodiam. Eu sou um pacifista e creio sempre na possibilidade de que um dia poderá haver paz mas começo a entender aqui de dentro a mecânica do porque a paz é díficil. Há muito ódio entre os Palestinos (não todos claro), há muita falta de educação e isso é o celeiro que os lideres da guerra palestinos se aproveitam para semear mais e mais ódio, quanto menos educação mais pobreza e a pobreza trabalha contra a paz. Quando há trabalho, quando há uma política de fomento educacional e de incentivo ao crescimento econômico certamente a resultante é menos violência por que sobra menos tempo e menos voluntários no exercito do ódio. Não há confiança entre as partes, os israelenses não confiam nos Palestinos e tem razão eles não são mesmo confiáveis, é visível, é uma sociedade que está montada sob os principios da lei de Gerson, eles querem tirar vantagem em tudo, venham a uma cidade Palestina e peguem um Táxi, é um exemplo banal mas fácil de detectar através da experiência a honestidade do homem, depois façam a mesma experiência em Israel eu fiz e me dei mal, peguei uma corrida de Holon ao norte de Tel Aviv, o motorista me disse que custaria 50 shekalim mas eu disse não, por favor ligue o taximetro resultado paguei 60 e ele o motorista riu, em Belém tive que brigar com o motorista que queria me extorquir 30 shekalim numa corrida que valia 5 paguei depois da discussão e dele perceber que eu não era trouxa 10 shekalim fui trouxa mesmo assim mas precisava do taxi para ir ao check point e paguei. Entrem em um ônibus israelense e em um palestino a diferença é grande, o israelense é limpo, os assentos conservados, a população não danifica o bem público o outro é o oposto parece que pegamos um ônibus brasileiro que faz linha para periferia sujo, riscado, danificado, o senso de público e comum ainda é incipiente, ou seja Educação e Pobreza são  problemas centrais para os palestinos resolverem.
O israelense diz como posso devolver territórios que colocariam minha capital a metros do vizinho escorregadio sem qualquer garantia de que se torne um estado desarmado e que viva em paz com Israel, ou a não mais que 16 quilometros da maior área de concentração demográfica do país que é Tel Aviv e o aglomerado de cidades que compõe a metropole israelense, os exemplos estão aí ,Israel saiu por conta e vontade própria de Gaza e o que aconteceu? o Hamas se apoderou do território implantando uma ditadura religiosa que massacrou a oposição palestina e usa o território para ataques constantes ao sul de Israel e a alvos civis, mas o mundo olha e diz pobrezinhos estão sofrendo e como os israelenses são maus! O israelense sabe que o período em que o mundo o tinha como a menina dos seus olhos, influenciado pelo pós guerra e o descortinamento da tragédia do holocausto passou e que o mundo novamente trata-os como sempre os tratou ao longo desses dois mil anos, eles sabem que o mundo não gosta de judeus e tratam de se fortalecer sempre e sempre porque aprenderam que cuidar de judeus é uma tarefa indelegável e hoje somente judeus cuidam da segurança de judeus pelo menos em Israel.