01 setembro, 2010
.......COMEÇO A ENTENDER....
Embora Eran tenha me alertado para não ir visitar a Marrpelá em Hebron pelos riscos que iria correr estava disposto a ir até Hebron visitar o local, mas ontem veio a resposta realmente não dá para ir aos territórios ainda mais em Hebron que é considerada uma das áreas mais criticas e perigosas dos territórios além do mais o período é complicado pois toda vez que se iniciam conversações de paz entre israelenses e palestinos, os radicais do Hamas costumam atacar para interferir no processo e provocar a interrupção das conversas é provável que outros atentados aconteçam nos próximos dias mas nos territórios em Israel a situação é diferente e tranquila, após a construção do Muro ao longo de toda a linha divisória entre Israel e os territórios e que -o mundo hipocrita e falsamente denunciou como uma maneira de Israel isolar os Palestinos-, resolveu a questão da infiltração de terroristas que vinham aqui explodir-se matando civis inocentes, recentemente vi na Televisão israelense um banqueiro saudita ser entrevistado sob a cusação que era feita na corte de Haia contra seu banco que pagava uma indenização aos familiares dos terroristas que se explodiam. Eu sou um pacifista e creio sempre na possibilidade de que um dia poderá haver paz mas começo a entender aqui de dentro a mecânica do porque a paz é díficil. Há muito ódio entre os Palestinos (não todos claro), há muita falta de educação e isso é o celeiro que os lideres da guerra palestinos se aproveitam para semear mais e mais ódio, quanto menos educação mais pobreza e a pobreza trabalha contra a paz. Quando há trabalho, quando há uma política de fomento educacional e de incentivo ao crescimento econômico certamente a resultante é menos violência por que sobra menos tempo e menos voluntários no exercito do ódio. Não há confiança entre as partes, os israelenses não confiam nos Palestinos e tem razão eles não são mesmo confiáveis, é visível, é uma sociedade que está montada sob os principios da lei de Gerson, eles querem tirar vantagem em tudo, venham a uma cidade Palestina e peguem um Táxi, é um exemplo banal mas fácil de detectar através da experiência a honestidade do homem, depois façam a mesma experiência em Israel eu fiz e me dei mal, peguei uma corrida de Holon ao norte de Tel Aviv, o motorista me disse que custaria 50 shekalim mas eu disse não, por favor ligue o taximetro resultado paguei 60 e ele o motorista riu, em Belém tive que brigar com o motorista que queria me extorquir 30 shekalim numa corrida que valia 5 paguei depois da discussão e dele perceber que eu não era trouxa 10 shekalim fui trouxa mesmo assim mas precisava do taxi para ir ao check point e paguei. Entrem em um ônibus israelense e em um palestino a diferença é grande, o israelense é limpo, os assentos conservados, a população não danifica o bem público o outro é o oposto parece que pegamos um ônibus brasileiro que faz linha para periferia sujo, riscado, danificado, o senso de público e comum ainda é incipiente, ou seja Educação e Pobreza são problemas centrais para os palestinos resolverem.
O israelense diz como posso devolver territórios que colocariam minha capital a metros do vizinho escorregadio sem qualquer garantia de que se torne um estado desarmado e que viva em paz com Israel, ou a não mais que 16 quilometros da maior área de concentração demográfica do país que é Tel Aviv e o aglomerado de cidades que compõe a metropole israelense, os exemplos estão aí ,Israel saiu por conta e vontade própria de Gaza e o que aconteceu? o Hamas se apoderou do território implantando uma ditadura religiosa que massacrou a oposição palestina e usa o território para ataques constantes ao sul de Israel e a alvos civis, mas o mundo olha e diz pobrezinhos estão sofrendo e como os israelenses são maus! O israelense sabe que o período em que o mundo o tinha como a menina dos seus olhos, influenciado pelo pós guerra e o descortinamento da tragédia do holocausto passou e que o mundo novamente trata-os como sempre os tratou ao longo desses dois mil anos, eles sabem que o mundo não gosta de judeus e tratam de se fortalecer sempre e sempre porque aprenderam que cuidar de judeus é uma tarefa indelegável e hoje somente judeus cuidam da segurança de judeus pelo menos em Israel.
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Um comentário:
Acho que já sei pra onde quero ir na minha próxima grande viagem ao exterior: Tel Aviv. Quero ver de perto essa questão também.
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