07 setembro, 2010

MUDANDO TUDO

Algo estranho no ar, é perceptível que os bastidores estão atívissimos, observa-se uma necessidade premente de resolver questões antigas que pela primeira vez tornaram-se secundários. O problema hoje chama-se Iran e é muito mais complexo do que a mídia tem reportado. Israel está preocupada, mas os países arábes estão aterrorizados com um Iran atomico com sede de tornar-se mais uma vez um império regional.
A questão nuclear para Israel é relativa pois Jordânia e Egito desenvolvem programas nucleares claramente pacíficos e isso não preocupa Israel mas com o Iran sim e é óbvio o motivo da preocupação. O Regime dos Ayatolas representado pelo presidente-ditador Ahmadinejad com seu discurso antijudaico, anti-israelense e antisemita tem como objetivo tentar trazer os países arábes para sua orbita de influência achando que este é ponto de consenso que os une, mas isso não é tão fácil e não há governos e governantes  inocentes ou ingênuos, os movimentos que o público não vê ou quando descobre nem sempre entende, nas esferas de poder são claramente compreendidos.
Historicamente judeus e persas sempre tiveram excelentes relações inclusive com o regime dos Ayatolas a quem Israel deu suporte militar na guerra contra o Iraque, a mudança se deu em função de um projeto maior dos iranianos em conquistar uma hegemonia regional como potência militar e Israel entra de duas formas nesse discurso político, primeiro como obstáculo pois Israel é a potência militar do oriente médio e segundo por acharem que a politica anti-Israel seria o ponto em comum para trazer os arábes para sua esfera mas aí defrontaram-se com os interesses norte-americanos no golfo Pérsico e  no Oriente Médio.
Os americanos então iniciaram uma forte contra ofensiva diplomatica para tentar neutralizar e isolar os iranianos e seu programa nuclear e as aspirações hegemonicas na região.
Nestas duas ultimas semanas observamos em Israel um Netanyahu que sempre se opôs a qualquer tentativa séria de paz com os palestinos, afirmar que os árabes estão finalmente prontos e maduros para a paz, um Netanyahu que mesmo sofrendo dois ataques terroristas no momento em que se iniciaram as primeiras conversas em Washington o que em vezes anteriores foi o suficiente para interromper e congelar as negociações de paz e dessa vez mesmo com os clamores da extrema direita israelense ele prossegue negociando. Por outro lado Palestinos que sempre deram tiros nos próprios pés parecem estar mais maduros e após os atentados Abbas manda sua polícia prender mais de 300 suspeitos de envolvimento com os ataques ou seja resolveu enfrentar o Hammas sem medo.
O Hammas esperneia a mando de Teheran que precisa do conflito como uma permanente realidade alimentadora do discurso do bode expiatório, o Hisbollah está aparentemete quieto e isso é preocupante.
Os americanos chamaram os Turcos pelas orelhas a Washington e deles mesmo tendo em comum com o Iran a questão curda, sabem que não podem e nem tem forças de se opor a uma coalizão mundial contra o Iran.
E o Brasil coitadinho jogou contra e se deu muito mal, não é e não vai ser tão cedo peça importante nesse tabuleiro, poderia ter sido diferente se tivesse tentado ser neutro o que teria conseguido o cartão verde dos americanos para prosseguir em uma eventual negociação com os iranianos mas entrou no jogo pela porta errada e foi defenestrado, não possui força política para entrar nesse cenário por ora é claro.
Pela primeira vez há possibilidades de um acordo de paz entre israelenses e palestinos e nisso os americanos tem pressa e as pressões sobre ambas as partes são fortes. Barak ministro da defesa de Israel comentando ser possível entregarparte de Jerusalém, os palestinos sem fazer exigências quanto ao retorno dos refugiados, o que é isso? isso chama-se URGÊNCIA NORTE-AMERICANA em por um ponto final no perigo que o Iran representa para o planeta hoje.

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