18 junho, 2010

ÁGUA AZUL E FRIA

Eu já me encontrava naquele espaço a algum tempo, calado observando as paredes, o mobiliário e as poucas pessoas que alí se encontravam, tudo era assepticamente branco.
Era um hospital, um estranho hospital e a minha frente uma mulher de pele muito clara deitada em uma espécie de cama que jamais havia visto, tinha cabelos louros muito curtos com uma franja reta lembrando aqueles cabelos tão usados nos anos vinte do século XX e era tão gorda que lembrava os tipos pintados nos quadros de Botero, o rosto tinha uma expressão quase mongolóide. Fazia um frio intenso naquele recinto, embora eu nada sentisse, mas a mulher deitada naquela estranha cama fez menção de pedir a um homem que se postava ao seu lado, -creio que o homem era um enfermeiro-, pois este compreende a necessidade dela e de imediato a cobre com um cobertor muito cuidadosamente, o carinho presente nos olhos daquele homem era profundo.
Minha atenção volta-se a seguir para um casal negro que chegara com o filho ferido por uma arma de fogo. O rapaz que devia ter aproximadamente uns quatorze anos é levado para a sala de cirurgia e de uma maneira muito estranha que na verdade nao sei explicar como aquilo acontecia, era como se estivesse alí e ao mesmo tempo estivesse em outro lugar mas a tudo observando, acompanhava toda a intervenção que os médicos faziam naquele jovem. Pouco tempo depois da cirurgia, eles caminhando pausadamente, mas tudo muito tranquilamente como se nada houvera acontecido, saem do hospital, -o casal e o filho que a pouco vira entrando ferido no hospital-. Eu os acompanho sem que me percebam e nos dirigimos a uma residência cujo numero jamais poderia esquecer era o 1111, uma casa de classe média bem cuidada.
Os tres adentram no imóvel e eu como se invisivel estivesse também entro e me surpreendo com o que passo a ver. Aquele casal deixa o filho cirurgiado que nesse instante desaparece e saem da casa de mãos dadas levando  o outro filho que devia ter quase a mesma idade do filho ferido, descubro alí ter sido ele o responsável pelo acidente que feriu o irmão. Na mão o pai segurava a arma com que um irmão ferira ao outro e a mãe segurava firmemente o braço do filho, a fisionomia do garoto era terrivelmente assustadora, alto, mulato, cabelos desgrenhados tipo black power, olhos esbugalhados de ódio e completamente ausentes ele definitivamente não estava alí naquele corpo, de fato a situação mostrava uma total separação entre mente e corpo, o seu lábio superior tocava ao inferior apenas nas extremidades da boca, a parte central a boca aberta mostrava os enormes dentes amarelados embora não fosse defeituosa a boca pela expressão que aquele jovem fazia parecia ter um defeito leporino, era realmente muito feia e assustadora aquela expressão facial. A mãe levava-o como um dono a seu cachorro em um passeio matinal.
Eu a tudo assistia, calado e sem ser percebido por nenhum destes personagens.

09 junho, 2010

MADE IN BRAZIL

Eu começo a perceber finalmente o que move a política externa brasileira do govêrno LULA nesse imbroglio do Irã.
A princípio não conseguia imaginar o porque do Presidente Lula expor tão negativamente o Brasil no cenário mundial, em alianças com países e governos que representam o que de pior existe no momento na Terra e por que tudo isso? Ora me parece simples agora, o Brasil adquiriu uma musculatura que antes não tinha, é uma potência economica emergente com larga influência no cenário economico mundial, tem território continental, mercado consumidor interno, imensas reservas petrolíferas, detém tecnologias de ponta em diversos setores, é industrializado, uma agricultura com elevados niveis de produtividade e produção avançada em escala mundial, mas não tem armas, falta-lhe poderio militar para garantir uma vaga permanente no Conselho de Segurança.
O governo Lula entendeu que via o Irã, ou seja apoiando o Irã na sua tática protelatória que permita alcançar a produção suficiente de urânio enriquecido para fabricar bombas atômicas, abriria o espaço e as condições para a nuclerização da America Latina, "leia-se Brasil e Argentina" (de comum acordo) e talvez no bagageiro a Venezuela do Chaves. Aí estaria completo o ciclo que tornaria o país uma potência mundial, importante parque industrial,  celeiro agricola, economia forte em escala mundial e armado até os dentes, em outras palavras também uma potência nuclear.
Mudar a Constituição é fácil, os exemplos estão aí, quando querem alteram-na e nesse caso basta um pouco de ufanismo e bingo a proibição de construir a bomba atômica brasileira sai da Carta.
O mote é: se as potências do Conselho e o mundo não conseguem controlar o Irã não nos controlarão também ainda mais que aqui não é área de conflito, torna tudo ainda mais fácil, mas tem que ter um pretexto......IRÃ.

07 junho, 2010

CISMA

O trauma do Cisma, ou seja a separação do Reino de Israel em duas entidades estatais uma ao norte Israel e outra ao sul Judá é emblemático e talvez seja o fato histórico mais importante de toda a história hebréia que viria a marcar as gerações de judeus pelos milênios seguintes.
Quando as dez tribos do Reino de Israel, o reino do norte foi conquistado pelos Assírios e toda sua população, que já era sensível a assimilação e influência da religião politeísta fenícia de Baal, foi maciçamente transferida para outras regiões do Império Assírio onde desapareceu  por assimilação. Casou pânico no sul, no reino remanescente de Judá e onde viviam as tribos de Judá e Benjamim, que temiam mais que qualquer outra coisa  a possibilidade de serem conquistados e de desaparecerem enquanto sociedade organizada, isto certamente marcou profundamente aquela geração e levou-os a criarem fortes mecanismos preventivos e como isso se deu? Pelo fortalecimento da Ortodoxia  e dogmatização da religião,  por um severo e estrito respeito e obediência das normas sociais, culturais e religiosas que prepararam o povo do sul para o desastre que se aproximava.
Não eram mais os Assírios mas seus conquistadores os Babilônios que representavam o perigo para aquele pequeno reino espremido entre as potências da época.
A conquista de Judá e o exôdo forçado para a Babilônia de toda a família real judaica, da elite religiosa, comercial  e uma considerável parcela dos Am ha Eretz ( camponeses e a gente simples) quase despovoaram a Judéia dos seus habitantes originais os judeus e os benjaminitas. O longo exílio na Babilônia e posteriormente na Pérsia que conquistara o Império Babilônio, tornou os sacerdotes  líderes e condutores do povo bem como os fiscais reguladores das severas normas de controle social dos exilados o que de fato tornou possível a coesão do tecido nacional judaíco.
Com a ascenção de Ciro os judeus são incentivados a retornarem a Judá e reconstituírem alí seu Estado Nacional, naturalmente um Estado Vassalo do Império Persa.
Do retorno da Persia à Jesus o que caracterizou a história dos Judeus foi o crescente papel da religião no Estado, não que isso fosse uma novidade afinal a Monarquia judaica desde seu surgimento sempre representou uma teócracia, ora mais forte ora mais débil mas isso sempre foi uma realidade histórica.
Após as vitórias de Alexandre e a formação do vasto império Helênico e sua posterior divisão entre os generais de Alexandre o reino de Judá orbitou entre as influências dos Ptolomeus no Egito ou dos Selêucidas na Siria. A incompatibilidade histórica entre gregos e judeus fomentada pelas diferenças religiosas e pela maneira distinta que os dois povos tinham em ver o mundo, a invasão do Templo em Jerusalém por gregos Selêucidas levaram as elites judaicas a dois caminhos intrinsicamente ligados, a rebelião dos Macabeus que culminou na expulsão dos gregos de Judá e na entrada dos Romanos no cenário como potência emergente e aliada dos judeus na guerra contra os gregos e a um processo de radicalização religiosa que culminou na aceleração das grandes transformações na antiga religião judaica. O surgimento de ínumeras seitas e grupos religiosos ( Fariseus, Saduceus e Essênios e obviamente após o surgimento de Jesus no cenário público e nacional, o grupo de seus seguidores, que após sua morte e ressurreição deram origem a Igreja de Jerusalém)cujas diferenças excetuando o grupo de Jesus, eram essencialmente aquelas ligadas as normas e rituais de pureza religiosa marcavam o período em que Jesus nasceu e viveu.
Jesus era judeu por nascimento, por educação, pela prática religião judaíca, afinal era um Rabi. O que  levou então o judaísmo posterior ao século I da era cristã a não reconhecê-lo com o papel histórico que a dissidência judaica e o mundo greco-romano lhe reservaram ?
-texto não concluído-.

06 junho, 2010

LIGMOR

GAMUR, ZÊ Ú!

01 junho, 2010

blogueira

Melhor que a Cubana que faz sucesso mundial, melhor do que qualquer marmanjo escrevedor de bobbagens adultas, melhor do que qualquer diversão futebolistica tupiniquim ou palumbista como gostam os escrevedores de fofocas locais é oblog da Estrela Mindinha Pequenina de tamanho mas cheia da grande  sabedoria inocente e mágica, como nos mundos dos contos de fada hoje quase todos eletrônicos mas fazendo com a garotada, o que as cantigas de roda faziam com as criancinhas de trinta anos atrás, crescer e se lembrar que um dia todos fomos inocentes criancianhas, bem vinda Renatina e a sua estrela mindinha!
Escreva bastante!

tio Flávio

RONI DALUMI

ESSA É UMA DAS MAIS BELAS VOZES DE ISRAEL E O CLIP FOI FILMADO AQUI NO BRASIL ENTRE SALVADOR E RIO E ELA É LINDA!!!!
VALE A PENA OUVIR!!!

roni dalumi- ten.mpeg