Eu já me encontrava naquele espaço a algum tempo, calado observando as paredes, o mobiliário e as poucas pessoas que alí se encontravam, tudo era assepticamente branco.
Era um hospital, um estranho hospital e a minha frente uma mulher de pele muito clara deitada em uma espécie de cama que jamais havia visto, tinha cabelos louros muito curtos com uma franja reta lembrando aqueles cabelos tão usados nos anos vinte do século XX e era tão gorda que lembrava os tipos pintados nos quadros de Botero, o rosto tinha uma expressão quase mongolóide. Fazia um frio intenso naquele recinto, embora eu nada sentisse, mas a mulher deitada naquela estranha cama fez menção de pedir a um homem que se postava ao seu lado, -creio que o homem era um enfermeiro-, pois este compreende a necessidade dela e de imediato a cobre com um cobertor muito cuidadosamente, o carinho presente nos olhos daquele homem era profundo.
Minha atenção volta-se a seguir para um casal negro que chegara com o filho ferido por uma arma de fogo. O rapaz que devia ter aproximadamente uns quatorze anos é levado para a sala de cirurgia e de uma maneira muito estranha que na verdade nao sei explicar como aquilo acontecia, era como se estivesse alí e ao mesmo tempo estivesse em outro lugar mas a tudo observando, acompanhava toda a intervenção que os médicos faziam naquele jovem. Pouco tempo depois da cirurgia, eles caminhando pausadamente, mas tudo muito tranquilamente como se nada houvera acontecido, saem do hospital, -o casal e o filho que a pouco vira entrando ferido no hospital-. Eu os acompanho sem que me percebam e nos dirigimos a uma residência cujo numero jamais poderia esquecer era o 1111, uma casa de classe média bem cuidada.
Os tres adentram no imóvel e eu como se invisivel estivesse também entro e me surpreendo com o que passo a ver. Aquele casal deixa o filho cirurgiado que nesse instante desaparece e saem da casa de mãos dadas levando o outro filho que devia ter quase a mesma idade do filho ferido, descubro alí ter sido ele o responsável pelo acidente que feriu o irmão. Na mão o pai segurava a arma com que um irmão ferira ao outro e a mãe segurava firmemente o braço do filho, a fisionomia do garoto era terrivelmente assustadora, alto, mulato, cabelos desgrenhados tipo black power, olhos esbugalhados de ódio e completamente ausentes ele definitivamente não estava alí naquele corpo, de fato a situação mostrava uma total separação entre mente e corpo, o seu lábio superior tocava ao inferior apenas nas extremidades da boca, a parte central a boca aberta mostrava os enormes dentes amarelados embora não fosse defeituosa a boca pela expressão que aquele jovem fazia parecia ter um defeito leporino, era realmente muito feia e assustadora aquela expressão facial. A mãe levava-o como um dono a seu cachorro em um passeio matinal.
Eu a tudo assistia, calado e sem ser percebido por nenhum destes personagens.
Era um hospital, um estranho hospital e a minha frente uma mulher de pele muito clara deitada em uma espécie de cama que jamais havia visto, tinha cabelos louros muito curtos com uma franja reta lembrando aqueles cabelos tão usados nos anos vinte do século XX e era tão gorda que lembrava os tipos pintados nos quadros de Botero, o rosto tinha uma expressão quase mongolóide. Fazia um frio intenso naquele recinto, embora eu nada sentisse, mas a mulher deitada naquela estranha cama fez menção de pedir a um homem que se postava ao seu lado, -creio que o homem era um enfermeiro-, pois este compreende a necessidade dela e de imediato a cobre com um cobertor muito cuidadosamente, o carinho presente nos olhos daquele homem era profundo.
Minha atenção volta-se a seguir para um casal negro que chegara com o filho ferido por uma arma de fogo. O rapaz que devia ter aproximadamente uns quatorze anos é levado para a sala de cirurgia e de uma maneira muito estranha que na verdade nao sei explicar como aquilo acontecia, era como se estivesse alí e ao mesmo tempo estivesse em outro lugar mas a tudo observando, acompanhava toda a intervenção que os médicos faziam naquele jovem. Pouco tempo depois da cirurgia, eles caminhando pausadamente, mas tudo muito tranquilamente como se nada houvera acontecido, saem do hospital, -o casal e o filho que a pouco vira entrando ferido no hospital-. Eu os acompanho sem que me percebam e nos dirigimos a uma residência cujo numero jamais poderia esquecer era o 1111, uma casa de classe média bem cuidada.
Os tres adentram no imóvel e eu como se invisivel estivesse também entro e me surpreendo com o que passo a ver. Aquele casal deixa o filho cirurgiado que nesse instante desaparece e saem da casa de mãos dadas levando o outro filho que devia ter quase a mesma idade do filho ferido, descubro alí ter sido ele o responsável pelo acidente que feriu o irmão. Na mão o pai segurava a arma com que um irmão ferira ao outro e a mãe segurava firmemente o braço do filho, a fisionomia do garoto era terrivelmente assustadora, alto, mulato, cabelos desgrenhados tipo black power, olhos esbugalhados de ódio e completamente ausentes ele definitivamente não estava alí naquele corpo, de fato a situação mostrava uma total separação entre mente e corpo, o seu lábio superior tocava ao inferior apenas nas extremidades da boca, a parte central a boca aberta mostrava os enormes dentes amarelados embora não fosse defeituosa a boca pela expressão que aquele jovem fazia parecia ter um defeito leporino, era realmente muito feia e assustadora aquela expressão facial. A mãe levava-o como um dono a seu cachorro em um passeio matinal.
Eu a tudo assistia, calado e sem ser percebido por nenhum destes personagens.
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