Lembro-me de Natal quando cheguei para morar nos anos 80 (83 para ser mais preciso), uma cidade horizontal, limpa, organizada, povo educado, bem diferente das similares brasileiras de então mas trinta anos se passaram e Natal piorou e muito. A população se agigantou nos números os 250 mil habitantes são hoje quase 900 mil sem contar a área metropolitana, aqueles que antes saiam do seus vilarejos e cidades interioranas em direção ao Rio de Janeiro e São Paulo inverteram a migração para a capital do estado potiguar, muitos cederam aos encantos equatoriais da tranquila e pacata capital e saíram das grandes cidades do centro sul do pais para se instalarem nessas paragens de dunas e mar verde, regada por uma fresca brisa atlântica. Tudo conspirava a favor mas faltou uma coisa, faltaram homens e mulheres de brio, de visão de futuro e Natal sofreu do pior que lhe podia acontecer, ausência de planejamento urbano para os próximos 100 anos. Tudo que natal teve no final do século XIX e inicio do XX e que lhe garantiu a beleza ainda marcante nos bairros de Petrópolis e Tirol, Alecrim, Barro Vermelho, Ribeira e Cidade Alta, faltou-lhe no final do século XX e inicio do XXI.
Verticalizaram a cidade criminosamente, escondendo a cordilheira de dunas que marca a geografia da cidade em vez de estabelecer limites de altura dos prédios que deveriam crescer em direção ao Rio mantendo preservada a paisagem e a circulação dos ventos que tornam amena a temperatura da cidade, mas o que vemos foi exatamente o oposto. Uma cidade sem calçadas transitáveis, sem arborização e onde ela existe as árvores são inapropriadas, o que fizeram desistir dos benjamins e das algarobas altaneiras, criadoras de sombras e impacto pequeno? para substituí-las por arvoretas como as acácias que não projetam sombras ideais e tem raízes agressivas que rompem o calçamento e/asfalto além de sujarem as ruas. Cadê as árvores das calçadas? como caminhar debaixo desse sol equatorial sem a proteção delas? não basta plantá-las nos canteiros centrais que sombreiam veículos e não gente e não fazê-lo também nas calçadas.
O trânsito que era pacato e ordeiro e que chegava a ser irritante, eles os Natalenses sempre preferiram dirigir em marcha lenta na faixa esquerda, culpa talvez do sistema de retornos implantados nas avenidas sempre a esquerda em recuos planejados, para saírem do sinal ao despontar a luz verde era uma novela mais esticada que as da TV Globo, mas apesar dessas e outras era uma cidade encantadora, as pessoas mais simpáticas e educadas apesar das invasões constantes de privacidade tão tipicas em cidades provincianas, mas hoje sobrou apenas o pior.
Verticalizaram a cidade criminosamente, escondendo a cordilheira de dunas que marca a geografia da cidade em vez de estabelecer limites de altura dos prédios que deveriam crescer em direção ao Rio mantendo preservada a paisagem e a circulação dos ventos que tornam amena a temperatura da cidade, mas o que vemos foi exatamente o oposto. Uma cidade sem calçadas transitáveis, sem arborização e onde ela existe as árvores são inapropriadas, o que fizeram desistir dos benjamins e das algarobas altaneiras, criadoras de sombras e impacto pequeno? para substituí-las por arvoretas como as acácias que não projetam sombras ideais e tem raízes agressivas que rompem o calçamento e/asfalto além de sujarem as ruas. Cadê as árvores das calçadas? como caminhar debaixo desse sol equatorial sem a proteção delas? não basta plantá-las nos canteiros centrais que sombreiam veículos e não gente e não fazê-lo também nas calçadas.
O trânsito que era pacato e ordeiro e que chegava a ser irritante, eles os Natalenses sempre preferiram dirigir em marcha lenta na faixa esquerda, culpa talvez do sistema de retornos implantados nas avenidas sempre a esquerda em recuos planejados, para saírem do sinal ao despontar a luz verde era uma novela mais esticada que as da TV Globo, mas apesar dessas e outras era uma cidade encantadora, as pessoas mais simpáticas e educadas apesar das invasões constantes de privacidade tão tipicas em cidades provincianas, mas hoje sobrou apenas o pior.