15 dezembro, 2009

VIAGENS BIOGRÁFICAS

FIZ DUAS VIAGENS AO BRASIL QUE ME FORAM MUITO CARAS, NUMA DELAS SAÍ DE TEL AVIV NUM AVIÃO DA LINHAS AÉREAS PARAGUAIAS QUE FAZIA MANUTENÇÃO EM ISRAEL DOS SEUS AVIÕES 707 (OLHA SÓ QUE CORAGEM RSRSRS) E DESCÍ EM MONTEVIDÉO NO URUGUAI, DAÍ SUBÍ DE CARONA ATÉ NATAL. OS DETALHES CONTO DEPOIS.
NA OUTRA SAI DE TEL AVIV DE ONIBUS AO CAIRO, FUI AO SUDÃO MAS NÃO ME PERMITIRAM A ENTRADA POIS TINHA UM CARIMBO DE ENTRADA EM ISRAEL NO MEU PASSAPORTE BRASILEIRO, VOLTEI AO CAIRO E PEGUEI UM AVIÃO ATÉ NAIROBÍ DAI FUI DESCENDO DE TREM OU ONIBUS E ATÉ CAMINHÃO, TANZÂNIA, MOÇAMBIQUE EM PLENA GUERRA CIVIL E AFRICA DO SUL, EM CAPE TOWN UMA CARONA TRABALHANDO NUM CARGUEIRO EM DIREÇÃO AO RIO DE JANEIRO.
OS DETALHES DEPOIS QUE EU SAIR DO HOSPITAL.

18 novembro, 2009

MASMORRAS INQUISITORIAIS I

"É do conhecimento geral que a cadeia perverte, deforma, avilta e embrutece. É uma fábrica de reincidência, é uma universidade às avessas, onde se diploma o profissional do crime. A prisão essa monstruosa opção, perpetua-se ante a insensibilidade da maioria como forma ancestral de castigo. Positivamente jamais se viu alguém sair do cárcere melhor do que quando entrou".
                                                                        Evandro Lins e Silva - (Revista Veja, 22/05/91)



OS MODELOS PROCEDIMENTAIS CANÔNICOS - ACUSAÇÃO, DENUNCIAÇÃO E INQUISIÇÃO - RESSOARÃO NAS LEIS PORTUGUESAS, ALCANÇANDO AS ORDENAÇÕES FILIPINAS QUE VIGORARAM NO BRASIL. E COMO ESTAS PRÁTICAS FORAM INTERNALIZADAS NO INCONSCIENTE POPULAR, MEDIANTE UM PESADO DISCURSO MORAL, QUE PERMITIU AS ELITES OLIGÁRQUICAS POTIGUARES EXERCEREM E APERFEIÇOAREM INCESSANTEMENTE UM SEVERO CONTROLE SOCIAL, EFETIVANDO ASSIM SEUS PROJETOS DE DOMINAÇÃO PERMANENTE DAS CLASSES SUBMISSAS.
ESSE MODELO DE DOMINAÇÃO SE ESTABELECEU ENTRE DOIS PÓLOS, POR UM LADO A VINGANÇA PRIVADA, E PELO OUTRO, A ELIMINAÇÃO ATRAVÉS DO CONFINAMENTO NAS MASMORRAS INQUISITORIAIS.
O DESCONTROLE POLÍTICO-ADMINISTRATIVO OBSERVADO NAS PRISÕES POTIGUARES (UM GRANDE NEGÓCIO PARA ALGUNS), PROVA A AFIRMAÇÃO DE NILO BATISTA:

" Mas a inquisição nos revela também, pela primeira vez na história, como o sistema penal pode adquirir autonomia que o desvincula do projeto político que o criou, e como essa poderosa criatura, a serviço de correntes específicas pode usar conjunturalmente suas armas prestigiadas e feroses".

A DESPREOCUPAÇÃO DOS GOVÊRNOS EM RELAÇÃO ÀS PRISÕES POR ANOS SEGUIDOS CULMINOU NO SURGIMENTO DE UM PODER ILEGAL, FIRMEMENTE ENTRONIZADO DENTRO DAS PRISÕES, REITERANDO AS PERVERSAS E CORRUPTAS RELAÇÕES ENTRE PRESOS, CARCEREIROS E DIRETORES DE UNIDADES PENAIS.
A EXCLUSÃO SOCIAL É A HERDEIRA DIRETA DO PRINCÍPIO CANÔNICO DA EXCOMUNHÃO CATÓLICA, AMBAS GERAM A DESQUALIFICAÇÃO JURÍDICA DO RÉU, CONVERTENDO-O EM UM SER DESPROVIDO DE CIDADANIA, E QUE POR SER DIFERENTE CONSTITUI-SE EM UMA AMEAÇA À ORDEM OLIGÁRQUICA.
NA EXCOMMMUNICATIO, A IGREJA EXCLUÍA O EXCOMUNGADO DA COMUNIDADE JURÍDICA DA IGREJA, ERA IMPEDIDO DE RECEBER QUALQUER SACRAMENTO, DE ENTRAR EM IGREJAS, DE SER ENTERRADO EM CEMITÉRIOS, NÃO PODIA TESTEMUNHAR NEM ACUSAR, A PRISÃO POR SEU LADO EXCLUI NÃO MAIS DAS IGREJAS QUE AGORA BUSCAM NAS PRISÕES SEUS NOVOS REBANHOS, MAS EXCLUI O PRISIONEIRO DA VIDA CIVIL, AFETANDO SUA CAPACIDADE JURÍDICA.
A PENA DO INTERDICTUM, QUE CONSISTIA NA PROIBIÇÃO DAS FUNÇÕES ECLESIAIS É ENCONTRADA EM NOSSO ORDENAMENTO, ELA RETIRA DOS PRESOS O DIREITO DE VOTAR E SER VOTADO.

"As raízes penitenciais do carcer implicavam em que para certos casos o jejum (dieta a pão e água) acompanhasse a privação da liberdade".

NÃO SE DEVE ESTRANHAR, PORTANTO A PÉSSIMA QUALIDADE DOS ALIMENTOS SERVIDOS AOS PRESOS, POIS ISSO É MAIS UM CASTIGO A ACOMPANHAR A PENA DE PRIVAÇÃO DA LIBERDADE NOS CÁRCERES DO BRASIL, ESSA PRÁTICA BÁRBARA QUE PRODUZ UM LASTIMÁVEL ESTADO DE MISÉRIA HUMANA PROVA O CARÁTER PENITENCIAL E INQUISITÓRIO, NÃO APENAS NO RIO GRANDE DO NORTE MAS EM TODA A NAÇÃO.
(CONTINUA)


TRECHOS DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO "MASMORRAS INQUISITORIAIS: da confissão à disciplina, um caso potiguar.
Flavio Henriques Hebron
2003
Defendida e aprovada em 2003 na UCAM-RIO DE JANEIRO.

11 novembro, 2009

A ARCA SAGRADA

Esse é um dos objetos mais misteriosos  que a exemplo do Graal que já motivou tantas estórias e histórias, aguçam a curiosidade humana.
Os objetos entregues a Moisés no alto do Monte Sinai seriam apenas duas tábuas de pedra lapidadas com o texto dos mandamentos?
Teria havido necessidade de um esforço herculéo de um homem já de idade quase avançada subir ao alto daquela montanha que é alta, escarpada embora não tão dificil de ser escalada por um alpinista, hoje então qualquer um com um pouco de preparo e paciência chega lá pelas trilhas que levam ao mosteiro de Santa Catarina.
Se fossem apenas pedras lapidadas é de se supor que não haveria tal necessidade, e dos poderes descritos na Torah atribuídos a Moisés, não dá para imaginar que tenha sido simplesmente mágica e hipnose aprendida nos templos egípcios, talvez quem sabe a palavra correta  fosse TECNOLOGIA.
Águas de um Mar inteiro separadas por força desconhecidas da natureza terrestre, tudo bem que pode não ter sido exatamente o Mar Vermelho como diz a história, alguns historiadores afirmam a hipótese dos hebreus terem passado no seu exôdos em direção a Terra Prometida  por uma área pantanosa ao norte da África no delta do Nilo, que era a região onde se concentravam os hebreus entao vivendo como escravos ou como uma classe servil obrigada a ocupar-se do trabalho pesado que os egípcios se negavam a fazer. Mas voltando a Arca o que seria alí guardado? Porque apenas os escolhidos por Moisés Aarão e Josué tinham acesso a ela? Como explicar a construção do Santo dos Santos no Templo de Salomão para guardar a Arca, local acessível apenas para hebreus escolhidos a dedo, geralmente Levitas (a casta sacerdotal hebreia) e os da casa de David (o poder político) que num Estado Teocrático como o era Israel na antiguidade é díficil saber onde começa e termina essa fronteira, entre o político e o espiritual.
Como um povo que no Torah  aparece descrito como frágil, pouco armado, desorganizado podia enfrentar exércitos de cidades muradas bem armadas e protegidas e destruí-las assim num passe de mágica?
Por que Hitler possuia um grupo organizado composto de arqueólogos, historiadores e outros pesquisadores embuídos de descobrir esse segredo e mais de tentar encontar pistas que levassem a  sua possível existência e localização?
Seriam os objetos guardados na ARCA armas desconhecidas da humanidade e da capacidade humana de compreender então aquilo senão como milagres do Deus Hebreu?
Não esqueçamos que em todos os embates, a ARCA era sempre levada ao palco dos confrontos, por que e para que?
E então surge a pergunta quem era esse Deus Hebreu? Porque ele desapareceu posteriormente? tornando-se apenas a mais presente forma e concepção de ser superior universal, presente hoje em todas as filosofias e religiões professadas por nós humanos da dita civilização ocidental.

10 novembro, 2009

15 de novembro de 2000

Chove!
A campanhinha toca/
Abro a porta/
Era Júlio de Castilhos/
Um novembro cheio de calores/
E de suores.

Chegastes para nunca partir/
Mesmo quando te expulso/
Mesmo quando duvidas/
Do amor que tenho por tí/
Me voltas e eu....Devagarzinho/
Me rendo/
Ao denso/
Ao tenso/
Ao intenso dos teus olhos azuis.

Aí penso/
Não há Atlântico/
Não há nada /
Não há ninguém/
A me separar/
De tí.

Com todo o meu amor

08 novembro, 2009

VIAGENS BIOGRÁFICAS

Em 1981 saímos de Haogen em um ônibus que nos levaria até Sharm El Sheik no canal de Suez, quando a Península do Sinai ainda era terrítório israelense. Era inverno e fazia frio mas estavamos todos muito excitados em descer finalmente ao deserto onde tantas histórias marcantes se sucederam ao longo destes milênios que marcam a civilização humana ocidental, afinal aquela península foi rota de tantas tragédias e de tantos épicos humanos, foi alí que Deus entregou a Moisés as tábuas da Lei, foi alí que foi forjada a ferro, fogo e fome a nação hebraica a ancestral do moderno Estado de Israel, foi alí nos inúmeros mosteiros esquecidos e escondidos nas montanhas coloridas do Sinai que se construiu parte do Cristianismo, mas também nessas terras secas e pedregosas tantos exércitos passaram em busca de poder, em busca da morte, das riquezas provenientes das conquistas territoriais, por alí passaram, faraós, reis Hititas, Sumérios, Babilônios, Medas, Persas, Israelitas, Gregos, Romanos, Árabes, Turcos Otomanos, Ingleses, Egípcios e Israelenses. E para aquele cenário estava eu indo, dentro daquele ônibus cheio de estudantes na maioria de origem americana, no ínicio parecia divertido escutar as bobagens que eles falavam, as risadas por piadas sem graça, o constante Bull Shit que eramos obrigados a ouvir. Atravessamos a planície costeira do Sharon, passamos por Tel Aviv " a bolha", uma hora depois estavamos já em pleno deserto do Neguev em direção a Beer Sheva a maior cidade do Sul de Israel, e onde mais tarde iria morar e estudar na Universidade Ben Gurion. Esse  deserto é pontilhado por ilhas de verde resultado da vontade e capacidade humana em modificar a natureza para atender sua sobrevivência, haviam trechos imensos que se estendiam por quilometros e mais quilometros de plantações de girassóis, pomares de macieiras, de abacates, de pepinos, e campos belíssimos de trigais já dourados balançando ao vento como se fossem ondas no mar. Depois de Beersheva adentramos no deserto do Aravá (do amor em hebraico) descendo mas para o Sul rumo a Eilat nas margens do Mar Vermelho e a um passo da fronteira da Jordânia naquela época em estado de guerra com Israel, ficava imaginando eu alí tão perto, em pleno palco de guerra!
O deserto do Sinai é um dos lugares mais belos deste planeta, altas montanhas que ao longe tornam-se coloridas com o bater da luz do Sol em suas escarpas secas e duras, margeando a costa recortada do mar Vermelho que é de um azul belissímo e uma estreita planície arenosa onde se formam os ínumeros acampamentos de beduínos. Passamos ao largo de Nueba que era aquela época um famoso balneário israelense e campo de nudismo, repleto de turistas descolados de toda a Europa, corpos nús, bronzeados ou avermelhados que é a palavra mais apropriada para aqueles corpos brancos de Europeus escandinavos que se deleitavam com o sol, a praia e os  cigarros de haxixe, vendidos pelos beduínos que não usavam camelos mas carrões de seis e até oito portas (os Sherutim, carros de lotação) Mercedes Benz. Aquilo para mim era impressionante, eu que havia saído de um país extremamente fechado comercialmente e onde era raro ver um Mercedes Benz de quatro portas, me deparar com esses carros fazendo lotação nas areias do deserto era algo que me fazia rir muito. Paramos num acampamento Beduíno nas margens do Mar Vermelho chamado Dahab (ouro em árabe), o lugar mais fantástico que já estive em toda a minha vida! Era simplesmente encantador poder estar alí!
Na beira da praia uma fileira imensa de pequenas cabanas construídas com folhas de palmeiras de Tâmara cortadas alí no próprio oásis e alugadas aos gringos mochileiros que lotavam aquele lugar( eu era um deles), andavamos todos nus, muitos fumavam haxixe, comíamos Pita, laranja, tâmaras e café turco. Quando alí cheguei foi amor a primeira vista, depois alí em Dahab me ocorreu mais uma outra das muitas coincidências que viví nesse período da minha vida. Falava com alguém que já não lembro mais quem era mas ao dizer-lhe que vinha do Kibutz Haogen a pessoa me dissera que havia também um casal alí que estivera nesse Kibutz e que pela descrição  de imediato descobrí tratar-se dos meus queridos amigos e irmãos Marco Bloch e Evelyn Levi, ele suiço e ela Marroquina/canadense e hoje também cidadã americana, eles são meus amigos até hoje e uma das grandes alegrias dessa minha vida,  não demoramos a nos encontrar naquele emaranhado de pequenas cabanas de palha (tinham no maximo 1.20 de altura), resolví então não seguir mais com o grupo de Haogen até Sharm El Sheik, isso era uma quarta-feira, o ônibus retornaria de Sharm na segunda-feira, combinamos então que eles na segunda-feira parariam na estrada próximo a um desfiladeiro e me aguardariam e/ou vice-versa, esse local marcado ficava seis quilometros do acampamento beduíno de Dahab onde eu estava numa daquelas choupanas na beira do Mar vermelho.
Numa dessas noites imaginando que do outro lado do Mar estava a Arábia Saudita, acendí uma vela a fixei num pequeno pedaço de madeira e deixei-a flutuando e sendo levada para dentro daquele mar calmo sem ondas e ventos, fiquei alguns minutos sentado na praia olhando a luz da vela se distanciando até não mais vê-la, magnífico!
Na segunda-feira cedo partí para o encontro combinado a poucos quilometros ví que o ônibus me aguardava, apenas uma curva e uma montanha me separavam do ônibus mas quando terminei a caminhada e cheguei ao local combinado  ônibus havia partido e eu largado no meio do deserto, sem lenço nem documento. Voltei ao acampamento no Oásis sem dinheiro, sem documentos, sem comida enfim sem nada a não ser a expectativa de mais emoções.
Fui até Di Zahav (ouro em hebraico), vilarejo israelense ao lado de Dahab onde havia uma delegacia de polícia israelense, fui até lá e expus ao policial o que acontecera, ele me ofereceu um café da manhã e disse-me para tentar carona até Nueba que de lá seria mais fácil chegar a Israel mas caso não conseguisse a carona voltasse que poderia ficar alojado na delegacia ou talvez viajar com alguma viatura policial. Fiquei alí na praia em Di zahav perto da delegacia quando me apareceu um jipe land hover,  o motorista desceu do carro e aproveitei para falar com ele, expliquei a situação e pedí-lhe carona mas ele me disse que não era possível pois tinha dois pastores alemães brabos dentro do carro, mas me ofereceu 100,00 shekalim para que eu pudesse viajar, fiquei com o endereço dele em Tel Aviv e assim que voltei pedí que me mandassem café do Brasil e dei-lhe de presente em gratidão ao que me fizera, somos amigos até hoje. Voltei a tarde à Delegacia e o policial me disse que podia viajar até Nueba no camburão da polícia, nunca foi tão bom e divertido viajar de camburão. Quando chegamos em Nueba mais uma surpresa o policial me dizia que podia dormir na Delegacia, jantar com ele e no dia seguinte seguir de Camburão até Eilat. E assim aconteceu.
Em Eilat depois dessas aventuras todas com os 100 shekalim que havia ganho do Rafi comprei dois felafelim e coca cola e uma passagem de ônibus até Tel Aviv, de lá outra para Netânia e finalmente ao Kibutz Haogen.
Hoje isso faz parte do meu tesouro.... A MINHA VIDA.

04 novembro, 2009

VIAGENS BIOGRÁFICAS

Hoje pela manhã acordei por volta das sete e meia da manhã, preparei um café, fechei as malas, tomei uma ducha morna, me vestí e fiz um check out no apartamento e partí para o Galeão. A manhã ensolarada me descortinava um Rio de Janeiro magnífico, a praia de Copacabana com seu transito intenso em direção ao centro da cidade ocupando todas as faixas da Av. Atlântica, o céu azul com um sol já escaldante e as pessoas andando, correndo, passeando com seus animais no calçadão, eu via tudo aquilo e ainda tinha que ouvir ao simpático motorista do táxi, um senhor de meia idade negro que morava em Duque de Caxias relatando seu dia a dia e eu num turbilhão mental com os olhos cheios de lágrimas e o espirito cheio de dor pensando em tudo que me ocorrera principalmente no dia anterior e o anterior a este. Estava tão perto da minha felicidade e mais uma vez ela me é usurpada assim por entre meus dedos sem que eu nada pudesse fazer, me restou uma explosão emocional para evitar mais um enfarte. Depois de uma véspera linda na companhia do ser que eu mais amo nesta vida passeando pela estradinha de Grumarí de mãos dadas vendo aquela fascinante visão da prainha, do Recreio e lá longe a Barra da Tijuca e a Pedra da Gávea já um tanto empalidecida pelas nuvens a lhe cobrir o corpo como se fosse um lençol de seda e eu alí ao lado do meu amor feliz, feliz da vida pensando no futuro que estavamos voltando a construir.
Mas voltando ao caminho do aeroporto, passamos pela enseada de Botafogo,pelo Flamengo, pela praça XV, pelo cais do porto da praça Mauá, o cemitério do Cajú e depois a linha vermelha e o aeroporto, depois do Cajú o Rio perde um pouco a graça e o encanto mas só um pouquinho!
Aguardando o vôo fiz três chamadas telefônicas e nelas todas deixei três mensagens!
Vôo lotado mas direto do Rio à Natal na janela 24F e ainda me apareceu alguém para dizer que estava sentado em sua poltrona, mas continuei lá porque também era a minha ,até nisso, na poltrona me aparecem concorrentes querendo roubar-me o que a vida me presenteia.
Algumas horas depois o aviao faz um giro em direção ao Mar e observo que sobrevoavamos exatamente a cidade de Ilhéus com sua pista de aeroporto bem vísivel entre um rio e o mar e alí me explodiram lembranças caríssimas de uma viagem inesquecível e foi a partir daí que comecei a sentir-me mal, meu braço esquerdo adormecera, uma dor opressiva no peito me dificultava a respiração, dor de cabeça e tontura mas mesmo assim permanecí quieto com a cabeça recostada sobre a janela do avião até que não suportando mais  me levantei e fui até o comissário que sevia o serviço de bordo e pedí-lhe que me acompanhasse até o galley do avião pois estava passando mal, pedí que me dessem caso tivessem a bordo um lexotan mas não havia, solicitaram então caso houvesse no vôo a presença de um médico, também não havia, foi quando o comandante do avião pelo fone me disse que poderia descer em Maceió para que eu podesse ser socorrido, mas eu assumí a responsabilidade de continuar até Natal, faltavam 40 minutos para chegar e arrisquei chegar  ao meu destino, fosse qual fosse ele, dessa vez tive a impressão de que terminaria alí, como imaginara tantas vezes, na brincadeira é claro, sempre dizia que morrer em um avião me traria a fama de alguns segundos rsrsrsrs.
Fiz alguns exercícios de respiração, bebí chá de camomila mas o mal estar persistia e era muito forte, tiraram minha pressão e estava em 19, a possibilidade de uma trombose era iminente segundo o médico que me atendeu ainda dentro do avião quando aterrissamos em Natal, descí do  avião por uma escada lateral e externa e uma ambulância me esperava na pista do aeroporto, onde me ministraram os primeiros socorros para fazer baixar a pressão e fui levado a enfermaria do aeroporto para repouso e observação.
Estou em casa agora aguardando ........

03 novembro, 2009

PAGUEI PRÁ VER!!!!!

"É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível é enganar todas as pessoas todo o tempo” (Abraham Lincoln)

SOMBRAS

Nunca vais ter o que eu tive!
Nunca vais ter o que eu tenho!
Enquanto falavas ao telefone/
Eu te ouvia.

Mas os braços que pensas serem teus, me abraçavam/
A boca que tu beijas agora/
Meia hora antes/
Se enlouquecia na minha.

Enquanto ouço/
Amor da minha vida/
Que tens além de uma pele/
A jorrar suores de/
Sódio, Sódio, Sódio/
Que não te dizem nada a alma/

Olhos que me pedem por janeiro/
Almas que se querem por inteiro/
Mas que o medo/
De ver-se só/
Impede /
De deixar-te agora.

Não terás nunca os olhos cheios de lágrimas que choram por mim/
Não terás nunca o coração disparado de emoção em tocar-me/
Não terás a febre que me presenteia numa tarde e noite de chuva.

Horizonte sombrio/
Permanente/
Pulsando latente/
Numa vida carente/
Tú és e serás sempre/
O outro.

02 novembro, 2009

Flávio segundo Flávio

A vida tem momentos decisivos e
inadiáveis.

VIAGENS BIOGRÁFICAS

Em 1983 no mes de novembro estive em Lisboa pela segunda vez, estava fazendo um vôo para Zurique quando resolví descer e conhecer em Lisboa mais a fundo. Era uma época que se dizia primeiro ir a Portugal para em seguida ir a Europa. Hoje ir a Lisboa é uma experiência completamente diferente as mulheres de preto certamente se ainda existem são raríssimas de encontrar, onde falar português não significava necessáriamente compreender ao outro.
Mas ir a Lisboa hoje pode ser algo maravilhoso ou trágico. Se for uma viagem ao lado do amor da tua vida, uma viagem inesquecível certamente, mas se for outra a escolha, então apenas uma viagem a um destino que voce nunca apreciou tanto assim.

01 novembro, 2009

VIAGENS BIOGRÁFICAS

Há 29 anos atrás estava num DC10 da KLM, viajando do Rio de Janeiro à Amsterdã onde faria uma conexão dois das depois para Tel Aviv pela EL AL, viagem longa mas não era cansativa para um garoto de vinte anos de idade, numa época em que poucos brasileiros de classe média viajavam, estava eu alí sozinho, por conta própria imigrando para um novo país, um novo lar, uma nova vida.
No trecho Amsterdã-Tel Aviv, depois de passar por um longo interrogatório na hora do embarque (3 horas de antecedência ao vôo), tipo: quem é? para onde vai? porque vai? conhece alguém em Israel? deixou sua bagagem sem companhia durante algum momento? onde se hospedou em Amsterdã e etc. Já dentro do avião um BOEING 737 com separação entre primeira e classe econômica, me acomodei na minha poltrona na janela evidentemente pois queria ver da janelinha do avião o vôo sobre os Alpes, o Mediterrâneo e a chegada a Eretz Israel. Ao meu lado, na poltrona do corredor um rapaz de uns trinta e poucos anos com uma pequena valise preta, após a decolagem começo a puxar conversa com ele (hábito que perdí com o passar dos anos e as sucessivas pancadas que a gente leva dos humanos), disse-lhe que era judeu brasileiro, filho de um casamento mixto mas convertido, já que no judaísmo só é judeu por nascimento filhos de ventres judaicos, e que estava indo morar, estudar e fazer meu serviço militar em Eretz Israel, dizia-lhe isto com a felicidade e orgulho irradiando dos meus olhos, lembro-me de ter perguntado-lhe de onde era em Israel e ele me respondera que era de Hertzlya uma pequena cidade balneária ao norte de Tel Aviv e que concentra um grande número de residências de embaixadores estrangeiros servindo em Israel, foi quando disse-lhe que tinha uma amiga que havia conhecido no Brasil que morava em Hertzlya e que talvez a conhecesse e disse-lhe o nome -Rolly Paz- e aí para minha grande surpresa a minha primeira grande coincidência de tantas outras que vivenciaria em Israel, aquele rapaz ao meu lado que dizia ser negociante de diamantes em Antuérpia na Belgica, era o noivo da irmã da minha amiga Rolly Paz, rimos muito e continuamos conversando prazeirosamente até a chegada em Israel, que infelizmente se deu quando a luz do dia já  se dissipava e da minha janela,- não esqueço nunca -, via os tubos de plástico que cobriam as plantações no solo e as luzes amarelas das rodovias próximas ao aeroporto que começavam a se acender. Aterrissamos e para minha surpresa os passageiros aplaudiam o pouso tranquilo homenageando aqueles tripulantes que nos traziam em paz e tranquilidade ao solo de Eretz Israel
Um mes depois quando finalmente encontrei-me com Rolly Paz e meu amigo Menachen Muller no Kibutz Haogen, eles foram me visitar, soube por Rolly que ria desbragadamente, que eu era um dos passageiros mais seguros do avião, pois aquele rapaz que viajara ao meu lado, o noivo da irmã dela era um dos tres seguranças do avião e que naquela maletinha preta havia uma submetralhadora uzi e outros equipamentos de segurança.
Isso já é Biografia rsrsrsrs.

31 outubro, 2009

PUNIÇÃO E ECONOMIA (continuação)

A fiança evoluiu de uma compensação à parte lesada para uma forma de enrequecimento de autoridades judiciais e o castigo corporal e capital aplicados cada vez mais intensamente às classes servís. A aplicação do novo sistema era baseado em concepções meramente classistas e não de ordem moral, como tentavam fazer crer. A introdução das penas corporais não foi um processo repentino, mas gradual e intrinsicamente relacionada ao quadro social vigente.
As penas de morte, mutilações e torturas físicas tornaram-se rotineiras no século XVI. Os métodos de execução tornaram-se mais brutais, pois já não bastava matar, era necessário matar com o máximo de sofrimento. As execuções tornaram-se macabros espetáculos para onde afluiam as massas, que tinham nesses rituais a oportunidade de exercer o seu poder. Lutero dizia:
" A mera execução não era punição suficiente e que os legisladores deviam perseguir, golpear, estrangular, queimar e torturar as massas de qualquer maneira".
Lutero sacralizava a Tortura.

30 outubro, 2009

PUNIÇÃO E ECONOMIA

Diversos foram os sistemas penais ao longo da história humana e estes sempre estiveram diretamente relacionados a um modelo econômico predominante.
Na Idade média, no período conhecido por alta idade média, destacaram-se a indenização e a fiança, já os suplícios físicos e as penas capitais, na idade média baixa foram as modalidades punitivas hegemônicas.
No Feudalismo o Direito Penal era caracterizado pela ênfase na manutenção da ordem pública entre iguais em posses e posição social. Se alguém cometia uma transgressão das normas morais, da decência, da religião, ou matasse, ou injuriasse um vizinho, uma reunião de homens livres era organizada para julgar e condenar o acusado ao pagamento da WERGELD ou a expiação da culpa de maneira que a parte injuriada não se vingasse, seja pelo cometimento do crime de homicídio ou por outra ação qualquer que pudesse provocar a anarquia no tecido social. O crime neste período era visto como uma ação de guerra, logo a preservação da paz era a preocupação central do direito criminal feudal. Esse método de arbitragem visava impor uma fiança, cujos valores eram aplicados e variavam de acordo com o status social das partes conflitantes.
O crescente empobrecimento das classes servÍs ocorrido entre a alta e a baixa idade média, teve como consequência direta a incapacidade dos transgressores das classes subalternas de arcar com o pagamento das fianças arbitradas, com isso observou-se que o sistema penal baseado no pagamento de fianças restringiu-se progressivamente a uma pequena parcela da população além de uma crescente introdução de penas corporais supliciais e capitais , aplicadas àqueles incapacitados de pagar as fianças arbitradas.
Três forças atuaram contra o caráter privado do direito penal medieval: primeiro, o crescimento da função disciplinar do senhor feudal; segundo, a luta de reis e príncipes em fortalecer-se, trazendo para sí direitos jurisdicionais; e por último, vale destacar, o interesse fiscal, já que o direito penal provou ser uma ótima fonte de receitas. É nesse período que o direito penal sofre uma grande transformação, de mero árbitro entre interesses privados para uma posição decisiva do direito público.

28 outubro, 2009

RIO 37,5°

Numa tarde de chuva/
O Rio de Janeiro lava/
Suas ruas/
Suas calçadas/
Suas almas.

Em pé, vendo-a cair/
Te aguardo/
Com fome/
Com medo/
Da torrente que desaba sobre minha vida/
Da tormenta que não cessa de me bater.

Teu toque/
Não mais imaginário/
Não me dá tempo/
De saber sentir/
Minha desconfiança é grande/
Meu alerta em prontidão/
Diz/
Cuidado!

Teus olhos cheios de lágrimas/
Me escondem tua vida/
Tua febre me diz a verdade/
Tua taquicardia me anuncia/
Colada no meu peito/
O amor/
Que a tua tresloucada vida/
Não consegue abater/

Do teu corpo/
Da tua lingua/
Do  teu cheiro/
Do teu amor/
Que não consigo esquecer.

DISTRITO 9

O primeiro filme de ficção científica onde fica claro o papel da vilania humana, ao contrário dos filmes hollywoodianos que exploram sempre a possibilidade de sermos invadidos, do perigo de fora, da possibilidade de sermos escravizados e colonizados, esse filme sul-africano prima por mostrar que nós somos os monstros e que os de fora também podem sê-lo. Mas o filme vai além, se voce tiver uma visão mais aguçada vai ver no filme uma verdadeira teia de costruções conceituais de ordem puramente filosófica.
Como nós humanos temos a dificuldade de nos vermos tal qual somos, exceto quando nos deitamos nos divãs terapeuticos para descobrir os nossos mistérios inconscientes ou quando temos um diferente para imputar nossos próprios defeitos, o filme trabalha isso na perfeição os ETs do filme são nossos espelhos.
Vale a pena ver!!!!

O anticristo

Essa noite passada fui assistir por recomendação do Mario, um dos filmes mais pesados que assistí recentemente. Não sei ainda dizer se o filme é ruim ou bom, em alguns momentos tive vontade de sair da sala em outros me prendeu a cadeira, resultado fiquei até os créditos.
Um filme de suspense? Não creio, de Terror? Não se encaixa. Mas o roteirista e o diretor fizeram um trabalho de pesquisa histórica muito interessante, sobre feminicídio e a inquisição contra as mulheres nos Estados Unidos, só que a vilã da história era a bruxa e não o personagem masculino e protagonista do filme.

05 outubro, 2009

Turistando....



Há algum tempo atrás, fiz uma viagem fantástica a um desses poucos recantos do litoral brasileiro ainda fora do olhar dos turistas estrangeiros e da especulação imobiliária, que tudo vendem sem se preocupar com outros aspectos, visam apenas o lucro e com isso vão destruindo as belezas originais que a natureza nos ofereceu.
Saimos de Natal pela BR 406 em direção a Macau (noroeste do Rio Grande do Norte) em estrada asfaltada e para os padrões do Nordeste bastante razoável, voce vai cruzar com muitos caminhões tanques da Petrobrás pois essa região é produtora tanto em terra quanto no mar de petróleo e em Gramoré município limítrofe a Macau, tem um pólo indutrial petroquímico da PETROBRÁS, Em Gramoré saimos da BR e passamos a utilizar uma estrada estadual também asfaltada chamada de Estrada do Oléo, a essa altura já estavamos em pleno sertão e o verde cada vez mais escasso, é bom frisar que o eco-sistema da caatinga é fantástico, basta uma pequena chuva e tudo fica verde novamente. São quilometros e mais quilometros onde a presença dos cavalos mecânicos extratores de petróleo se juntam a paisagem seca e pedregosa dessa região.
Na cidade de Alto do Rodrigues atravessamos o Rio Assú em caminhos muito precários e de terra em pontes mais improvisadas ainda que pareciam mais diques do que pontes, o rio não é profundo nessa parte pois é represado há alguns quilometros rio abaixo próximo à cidade do Assú. Seguimos para a outra margem em outra rodovia mais precária mas também asfaltada até Porto do Rio já na Foz do Rio Assú, o lugar é sem graça mas a paisagem do Rio desembocando no mar é fantástica.





Daí em diante fomos em estrada de terra e areia beirando a praia, a praia mesmo!!!!!
Em alguns trechos dava medo de ficar atolado e não ter como sair dalí, é um deserto,- de gente e de areia-, mas conseguimos passar a faixa mais critica e seguimos pela estrada de piçarro vendo as esquerda as dunas cor de rosas e branca das Dunas do Rosado, um mini deserto belíssimo onde foi filmado o filme Maria... do padre Marcelo e a direita o marzão azul cheio de torres de petróleo no horizonte maritimo e aí chegamos ao vilarejo de pescadores da Praia da Ponta do Mel que já contava a época com uma pousada muito simpática localizada em uma fazenda a beira mar, de onde do alto deslumbravamos uma paisagem belissima de dunas pintadas por ilhas de coqueiros formando verdadeiros Oásis e o mar.




Ficamos na Vila de Ponta do Mel onde a caatinga vem molhar-se no Atlântico ( é o unico lugar do país onde a Caatinga alcança o litoral) e dalí diariamente exploramos as praias vizinhas, Redonda e Cristovão, essa última, algo de incomum e excepcional beleza




Chegamos de manhã cedo em Cristovão com a maré baixa, o vilarejo pequeno mas limpo, com ruas calçadas, pouca arborização e muita gente sentada nas calçadas jogando prosa fora, como se estivessem a vigiar as redes de pescar armadas,  secando na praça pública, esperando a hora de seguirem com os pescadores para as jangadas e dalí para suas pescarias em alto mar. O mais interessante dessa praia além da ausência total de turistas exceto pela nossa presença e umas poucas casas de veranistas de Mossoró e de Areia Branca era a grande extensão da faixa de areia até chegar ao mar víamos como umas duas dezenas de barquinhos de pesca emborcados na areia esperando a maré encher para voltarem a graciosamente flutuar nas aguas do mar, a brancura das dunas é ofuscante, e é fundamental ter óculos de sol para proteger os olhos.
Eu, se estivesse sozinho teria batido em uma das portas daquelas casas de pescadores e pediria que me preparassem um bom e suculento prato de peixe a moda da praia, mas minha companhia infelismente não se dava a esses arroubos de praticidade que nos levam a descobertas muito interessantes, e como as choupanas de palha na praia que funcionam como bares só tinham cerveja resolvemos voltar à Ponta do Mel para comer algo, sem deixar de tomar uma cerveja estupidamente gelada evidentemente. A energia elétrica já chegou em todos os rincões do litoral potiguar. Isso foi há três anos atrás, hoje um conhecido me informou que embora ainda sem grande especulação imóbiliária as estradas de acesso a essas praias estão todas asfaltadas.





Um detalhe que ia esquecendo quando chegamos pela estrada que beira a praia em Ponta do Mel tem uma falésia muito bonita, avermelhada e no alto dela um farol de listras negras e brancas da marinha brasileira, o local me fez lembrar a Mesa da Cidade do Cabo na Africa do Sul. Quem puder vá conhecer essa região antes que os especuladores cheguem e transformem em mais uma favela a beira mar.

04 outubro, 2009

Gracias a la vida......

Gracias Mercedez Soza!!!!!!

Minha pia entupida

Da minha janela/
Vejo o céu/
Céu negro/
Cem estrelas/
Nele, suspensa/
Está a Lua/
Grande/
Amarela/
Bela/
E nela, sorrindo pra mim/
Tua imagem/
Minha vida.

Santo Ofício

Das vezes que parei/
Olhei para trás/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.

Em todos os recantos/
E todas as geografias/
É tudo sempre igual.

Os suores da meia noite/
Não resistem  ao meio dia/
Deles apenas as doces lembranças/
De uma meia noite.

Apolo, Atena/
Um dia realidade/
Hoje mitologia.

Pecados nefandos/
De uma noite bebada/
Repletos de sussurros insanos/
Fantasias porcas/
Quimeras obscenas/
Expelidas da cama/
Ao raiar do dia.

Das vezes que fodí/
Olhei ao lado/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.

Black Out

De bar em bar/
De noite amados/
De dia abandonados/
Nas noites suadas/
Ouvem-se gemidos e gritos/
De dor e de prazer.

Risos risonhos/
De alegrias e histérias/
Em quartos sombrios/
Mal iluminados.

Ouço pedido de carinho/
Baixinho no meu ouvido/
Daquelas mãos quentes e Macias/
Explodindo em meu peito/
Pedindo por amor/
Difícil de recusar.

03 outubro, 2009

Viagem

Dia 7 de outubro volto mais uma vez ao Rio de Janeiro, minha cidade do coração e da alma, não fosse o calor senegalesco que faz nos meses de dezembro à março e maltrata a vida de peludos que nem eu, o Rio seria em tudo o paraíso na Terra.
Sigo para agendar com algumas professoras da Uerj e da Ufrj a análise de projeto do meu doutorado em História Antiga, "O Fundamentalismo Judaíco durante a Monarquia Hasmoneia e o ínicio da derrocada do Estado Judaico na Antiguidade".Devo permanecer na cidade até o dia 04 de novembro.
Dezembro passarei uns dias Entre Portugal (Lisboa e Ovar) e na França (Bretanha e no Sudoeste) para finalmente retornar definitivamente ao Rio no começo de janeiro de 2010 para curtir a festa de aniversário do meu amigo Sergio e também correr atrás de apartamento para me instalar.
VIDA NOVA sem os fantasmas do passado!!!

02 outubro, 2009

Vozes do Irã - Uma Orquestração Trash


O planeta vem acompanhando atonitamente os movimentos iranianos nesse tresloucado teatro em busca do domínio da tecnologia nuclear com claros fins militares.
A história se repete e o que fazemos para não cometer os mesmos erros? Essa é uma pergunta que me faço diariamente quando vejo, leio e observo o mundo se repetindo em flashback com diferentes personagens e em  paisagens diversas.
Penso! E como não possuo  mecanismos próprios para alterar absolutamente nada nesse grande teatro, e como apenas suspeito de como essas peças são encenadas, fico cada vez mais atônito com a loucura  que esses pretensos lideres da humanidade desenvolvem pelos quatro cantos do planeta.
Vejamos o caso dos Iranianos:
Entendo que toda nação tenha o direito de possuir e desenvolver tecnologias que tragam bem estar a seus cidadãos, mas o que fazer quando nos deparamos com uma nação que claramente sinaliza ao planeta seu desejo de fazer dessa tecnologia (nuclear) apenas o uso militar para a fabricação de artefatos nucleares.
O Irã, localizado no Oriente Médio, embora não seja um país arábe é mulçumano e desde a revolução que depôs o Xá e a monarquia tornou-se uma República Teocrática, arquiinimiga de Israel a quem diuturnamente lançam impropérios como a destruição total do Estado de Israel, afirmação de que o Holocausto é um mito criado pelo ocidente e pelos sionistas para garantir a fundação do estado judeu etc., financiam e exportam sua revolução seja para o Líbano onde finaciam o Hisballah, e em Gaza o Hamas. A bomba nas mãos dos aiatolás só Allá sabe no que isso vai terminar. Enfim o que o mundo pode fazer para impedi-los?
Em Israel os analistas políticos e militares consideram o ano de 2010 como limite para solucionar a questão. Os israelenses vem apostando nas iniciativas diplomáticas do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, cuja reunião com os iranianos está marcada para hoje dia 1/10/2009. Segundo fontes israelenses os iranianos já teriam hoje uranio enriquecido suficiente para fabricar três bombas atômicas.







Os iranianos vem todos esses anos recusando-se a negociar seu programa nuclear, que aos olhos do mais ingênuo observador há claramente um objetivo militar, pois como explicar que um país que tem a segunda maior reserva de gás do planeta e é um dos maiores produtores de petróleo,- mas que entretanto precisa importar 40% da gasolina consumida no país-, tenha necessidade de produzir energia nuclear para fins civis.
 Em declaração a revista alemã DER SPIEGEL  o diretor do organismo iraniano de energia nuclear afirmou o seguinte: " Estamos resignados ao pior, mas não nos dobraremos".
A sensação em Israel por ora é de que foram abandonados pelo mundo à própria sorte, falhando a diplomacia restará apenas a Israel a via militar para defender seu território e sua população .
Em entrevista ao Jerusalem Post no dia 18 de setembro, o General comandante da força aérea de  Israel, Gen. Ido Nehushtan declarou que Israel precisa desenvolver todos os esforços para evitar que o Irã adquira os misseis S-300 da Rússia, esses mísseis são o que há de mais avançado na atualidade, possuem longo alcance, podem atingir simultaneamente mais de cem alvos, possuem alcance de 200km e atingem alvos até altura de 90.000 pés, ou seja uma fantástica barreira de defesa anti-aérea.




 A Rússia de fato já havia negociado a venda desses mísseis aos iranianos e agora seria a data aprazada para o seu fornecimento o que Israel considera inaceitável, pois invibializaria ou dificultaria qualquer missão de ataque as centrais nucleares iranianas, daí a forte iniciativa diplomática israelense junto aos russos com as visitas do presidente Shimon Peres a Moscou e em seguida a do Primeiro-ministro Benyamin Netaniahu  que deveria ser secreta, mas que foi propositadamente vazada pelo serviço secreto israelense, isso logo após o episódio com o navio mercante russo "Mar Artico", sequestrado no mar Báltico e localizado dias depois na costa africana, suspeita-se que tenha sido sequestrado pelo Mossad para interceptar a carga de misseis S-300 que se dirigiam para Teeran, fato negado pelos russos e evidentemente pelos israelenses.
O General Ido Nehushtan declarou ainda que Israel tem todo o direito de autodefender-se e que o papel da Força Aérea de Israel é o de defender o Estado de Israel e seu povo e que isso sabem fazer muito bem, mas que ficariam felizes se os esforços internacionais obtiverem exito e sucesso.

28 setembro, 2009

LIBERTAE PLENA

A mais antiga, a mais organizada, a mais competente, a mais bem estratificada, a mais efizaz organização criminosa a dirigir o planeta, alguém ousa dizer qual é?
Eles conseguem interferir na vida cotidiana de todos os bilhões de seres humanos e de todo o eco-sistema planetário impondo suas criminosas decisões, sempre claro voltadas para seus interesses personalísticos.
Controlam a produção de tudo que existe, controlam a fome, controlam a miséria, a educação, a guerra, a saúde, a riqueza, a paz, enfim controlam tudo.
Criaram e aperfeiçoaram instituições de controle total por todo o planeta, que aprisionam a espécie humana num cativeiro invisível, já que somos todos treinados para perceber e reproduzir apenas aquilo que interessa a esses criminosos, Reproduz-se em escala o humana o modelo do formigueiro.
Que organização é essa que a milhares de anos domina o planeta e a espécie humana? E porque nós dominados não conseguimos livrar-nos desses fascínoras, sem corrermos o risco de vir  apenas substituí-los mantendo intactas essas organizações?
Como interferir no paradigma de treinamento humano? Que permitisse a criação de um novo modelo de vida para  homo sapiens sapiens.
Atualmente a organização é composta por 196 membros dos quais apenas alguns poucos fazem parte do comitê central.

27 setembro, 2009

Frase

VIVER NA TERRA É ADMINISTRAR DIUTURNAMENTE O MAL.

24 setembro, 2009

Fronteiras

Ao Norte, O SEMPRE/
Ao Sul, O NUNCA MAIS/
A Leste, OS DESEJOS e/
A OESTE, AS LEMBRANÇAS.

Quando a paixão chega/
O mundo oblitera-se/
Estamos presos/
Às grades do amor/
Grades que filtram luzes e paisagens/
Onde existem apenas/
Desejos entorpecedores/
Que sussurram nos ouvidos/
Da razão/
Te quero, te quero/
Eternamente.

Mas o tempo inclemente/
Chega lentamente/
Imperceptivel às mentes dos/
Entorpecidos amantes/
E segundo a segundo/
Vai consumindo as juras/
De amor eterno.

A Paixão agoniza/
O amor encolhe/
E se recolhe/
Afogado em Lembranças/
De uma eternidade fugaz.

Calliandra

Durante tanto tempo/
Permití que fosses a razão do meu viver/
Tanto desperdício/
Quanta desrazão.

Amar e ser amado/
continuar amando/
Sozinho/
Largado ao desespero/
Em poço de destempero.

Despertar de pesadelo/
Aturdido e perdido/
Nos escombros da minha mente doente/
Sem saber o rumo/
E o prumo do novo seguir.

Até que/
Leve como uma pluma de Calliandra/
flutuo tranquilamente/
Livre de tí.

Samba no Caribe

Voces já ouviram falar em Honduras? Certamente que sim, é o país daquele defenestrado de bigode que usa um chapeuzão de cowboy à la John Wayne, uma mistura de Sarney caribenho  que se projeta como o Hugo Chavez da America sem Centro.
Voces certamente dirão, pô esses comentários são puro preconceito! e é verdade são sim, como não ser diante de uma Opereta de quinta categoria, a qual o governo do Ilustrissimo LULA permitiu-se uma vaguinha.
O cara, o BUFÃO de chapéu, que era de direita (deve continuar a ser, afinal ninguém muda tão rápido exceto se a cantada vier em petrodoláres da Venezuela), tenta armar um golpe ao tentar modificar a Constituição do país ( que proíbe reeleição, vedada por claúsula pétrea, isso claro é  que dizem os comentaristas das tvs  afinal eu nunca lí a Constituição de lá) , só que antes de o cara dar o golpe ele foi golpeado, a direita que mostra a cara e não esconde os cabelos foi mais rápida ( o tal do Micheletti nem cabelo tem rsrsrsrs). O novo ato, este récem acabado em Caracas, escondeu o cara num porta malas de um transporte alternativo (deve ter sido um dos legalizados recentemente pelo Sergio Cabral prá não dar na vista dos hermanitos) e desovou-o na Embaixada do Brasil na capital TESEGURAGALPA.
O ASPONE do Lula, Marcos alguma coisa, esse que diz entender de política externa e que briga com o Amorim pra ver quem manda mais na despolítica externa do Brasil, sentado na Primeira fila do teatro quase sobe ao palco depois de um levantino orgasmo bolivariano, na fileira atrás o Amorim segura o homem com carreteis das linhas Correntes ( ao menos eles sabem fazer propaganda).
Deu Samba no Caribe, esse é mais um produto de exportação da terceira maior IMpotência do planeta 51-UMA BOA IDÉIA!!!!
Pra quem gosta de Salsa e Rumba uma Opereta imperdível.
EM TEMPO:  O últim o ato ainda não foi escrito.

21 setembro, 2009

Flipa - Festival Literarário da Pipa


Nesta quinta-feira vindoura será aberta a FLIPA, o I Festival Literário da Pipa, que acompanha o movimento nacional em torno desse tipo de evento iniciado em Paraty no Rio de Janeiro, hoje um marco no calendário literário internacional, oxalá! a Pipa consiga esse feito ao menos em escala nacional, as Letras agradecem.
É verdade que o evento surge muito mais com a intenção de incentivar o  turismo na Praia da Pipa em período de baixa estação do que promover a Literatura, mas convenhamos isso acaba acontecendo, o que é fantástico!
Embora não se tenha elegido um tema principal ou um personagem da literatura nacional como foco de discussão, estarão presentes no evento Danuza Leão, Marina Colasanti,, Heloísa Buarque e Lilian Rodrigues presentes também estarão alguns nomes potiguares Marize de Castro, Diva Cunha, Josimey Costa e Gilmara Benevides. Virão também Ronaldo Correia de Brito, Daniel Piza, Raimundo Carrero, Sanderson Negreiros, Nei Leandro de Castro, Geraldo Queirós, Humberto Hermenegildo, Dorian Gray Caldas, Moacyr Cirne, Tácito Costa, Patrício Júniur, Carlos de Souza e Isaac Ribeiro os dez ultimos citados autores potiguares.
Esse final de semana prolongado promete algo  muito bom, certamente estarei na Pipa.

Livros que eu recomendo!

***** excelente
**** muito bom
*** bom
**regular
* não gostei

1-Biografia de Golda Meir, Elinor Burkett; ***
2-Neve, Orhan Pamuk; ****
3-Bilhões e Bilhões, Carl Sagan;***
4-A História dos Judeus, Paul Johnson (relendo);*****
5-O Último dos Justos, André-Schwartz-Bart; ***
6-O Escravo de Isaac, Bashevis Singer; (meu livro preferido)*****
7-A Família Moskat também de Isaac Bashevis Singer ****
8-Nunca lhe Prometí um Jardim de Rosas, Hannah Green; ****
9-Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes; ***
10-Porta do Sol, Elias Khoury; ****
11- Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares; ****
12-Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt; ****
13-Los Amores Dificiles, Italo Calvino; ***
14-Uma História dos Povos Arábes, Albert Hourani; ****
15-Shosha, Isaac Bashevis Singer; ***
16-Formação do Império Americano, Luis Alberto M. Bandeira; *****
17-Crônica de uma Guerra Secreta, Nazismo na América: A |Conexão Argentina,
Sergio Correia da Costa; ***
18-O Homem Revoltado, Albert Camus; ***
19-Malleus Malleficarum - O Martelo das Feiticeiras, Heinrich Kamer e James Sprenger; **
20-Os Indesejáveis, Lená Medeiros de Menezes;  ***
21-Ver: Amor, David Grossman; *
22-Anatomia do Genocídio- Uma Psicologia da Agressão Humana, Israel W. Charny; ***
23-O Pensamento arábe na Era Liberal, Albert Hourani; ***

19 setembro, 2009

ORIENTE MÈDIO

Alguns anos atrás escreví um artigo que nunca chegou a ser publicado, tentei fazê-lo junto ao Globo mas nunca obtive resposta, enfim  acabei esquecendo-o nas páginas de um caderno que ora abro e redescubro-o. Coincidentemente o assunto continua atual, então pensei porque não publicá-lo no meu blog fazendo as complementações e atualizações necessárias? E aí...mãos a obra!

A imprensa mundial e obviamente a brasileira, que não foge a regra, tem afirmado de maneira seguida o grande desinteresse do governo americano (o anterior/BUSH) pelo que ora se sucede no Oriente Médio diga-se a crise Israelo-Palestinense -.
Isso certamente não é verdade, após o 11 de setembro a política externa americana centrou-se exclusivamente no combate ao terrorismo como se esta fosse a única mercadoria exposta nas gondolas dos supermercados mundiais. Dentro desse contexto a política e posição norte-americanas no conflito não poderia ser diferente. Os americanos ensaiaram inicialmente esse grande desinteresse pela problemática israelo-palestinense (como estratégia), enquanto isso as tropas israelenses invadiam os bolsões autonômos Palestinos, na Judéia e Samaria ( os antigos nomes hebreus para a hoje Cisjordânia e futura Palestina árábe), para fazer o que Arafat não quisera ou não pudera fazer, ou seja assumir de fato o papel de chefe da Autoridade Palestina. Escolhido por seu povo para administrar o processo de implantação do futuro estado e evidentemente o processo de paz até a criação oficial do terceiro estado Palestino do Oriente Médio (Israel e Jordânia são os outros dois Estados Palestinos previstos na divisão da palestina desde 1917, quando o Império Otomano se desintegrou e a Inglaterra passou a deter o mandato sobre a Palestina), entretanto Arafat tornara-se refém dos radicais Palestinos de esquerda e dos fundamentalistas islâmicos que não admitem até hoje a existência do Estado Palestino judaico - Israel -. Refém dos radicais e sem oferecer aos moderados qualquer horizonte sobre as diversas questões que afligiam a sociedade Palestina do terceiro Estado, optou o próprio também pela radicalização e isso foi o o que se diz no popular "cutucar onça com vara curta" e o resultado não tardou a ser observado.
Os americanos fizeram exatamente o que sua política externa desenhava, ou seja, fazer de conta que Israel se excedia na resposta aos ataques terroristas que vitimavam sua população, mas dava tempo para que a Política de Ariel Sharon tivesse o tempo necessário para desmontar a rede de terror Palestina montada nos territórios autonômos. Isso foi feito, continua sendo feito e não tenham dúvida continuará sendo feito enquanto houver riscos para Israel, afinal nenhuma sociedade politicamente organizada no planeta aceita ser alvo constante de atentados terroristas como tem sido a sociedade israelense. A elite palestina mais uma vez jogou a carta errada e o resultado como sempre foi mais sofrimento para o povo que por sua vez alimenta um circulo vicioso perpetuando um sentimento de ódio e de insolubilidade do conflito
A solução dos três Estados ao meu ver é a única capaz de por um ponto final a essa chaga, O estado Israelense republicano democrático, o Reino Hachemita da Jordânia e o Palestino (Cisjordãnia/Gaza). Para isso é fundamental que Israel desmonte suas colonias dos territórios ora ocupados, que as elites controlem seus radicais palestinos e israelenses, que se indenizem todos aqueles cidadãos que tiveram perdas nas guerras desde 1948, que se crie um extenso programa de pacificação entre as pessoas nas escolas, nos centros sociais etc, que o terceiro estado seja desmilitarizado e tenha suas fronteiras controladas pelas forças conjuntas dos tres estados e talvez forças multilaterais na fase inicial para evitar a infiltração de terroristas radicais e armas, investimentos maciços no terceiro Estado para acabar com a miséria, fonte de terror e ser talvez o ínicio de um MERCOMEDIO - união aduaneira - sonho de Shimon Peres.
A questão "Jerusalém" poderia ser abordada de uma maneira diferente, quem conhece a região sabe que Jerusalém hoje é uma cidade de 700.000 habitantes portanto com uma área bem maior do que  em 1948, porque não continuar o crescimento da cidade dentro da área arábe prevista na divisão territorial e continuar a chamá-la de Jerusalém até porque as áreas e sítios religiosos mulçumanos localizados na parte antiga da cidade e hoje território israelense, já são de fato administrados pelas autoridades religiosas palestinas e grande parte da população arábe de Jerusalém tem cidadania israelense, acordos de livre transito em Jerusalém não seria díficil de ser alcançado, um pouco de pragmatismo e boa vontade das partes conflitantes resolveria muita coisa.
Quanto aos americanos, a crise israelo-palestinense lembra-me bem, a crise da Espanha antes da segunda guerra mundial, onde os alemães experimentaram as novas armas de combate como ensaio à segunda guerra mundial, parece claro que esse conflito é um verdaeiro ensaio a guerra que se aproxima, essa sim perigosíssima pois envolve o risco de mundialização, que será a guerra contra o Iraque e a deposição de Saddam Hussein, que convenhamos se o pai tivesse feito o serviço completo nos anos 80 não estaríamos a ver tamanho risco de um conflito na proporção que se desenha.
Esse novo conflito sem dúvidas traria repercussões a todo o Oriente Médio, principalmente na Síria, no Líbano, no Irã e certamente em Israel, daí a pressa em resolver a questão do terceiro Estado Palestino.  
Decorridos alguns anos, hoje ao voltar a escrever sobre o assunto que continua extremamente atual, a guerra do Iraque e a deposição de saddam Hussein já são parte da História, apesar da ocupação militar no Iraque continuar, do problema Israel-Palestina persistir, muito aconteceu modificando cenários e atores:
Arafat morreu ou foi assassinado, os Palestinos tiveram sua guerra civil e constituem dois territórios separados (Gaza e Cisjordânia), os israelenses já promoveram duas outras guerras, uma no Líbano contra o Hizballah e outra em Gaza contra os fundamentalistas do Hamas, a situação de pobreza, desemprego e outras mazelas  que aflige o povo palestino persistem, a apreensão dos israelenses de quando será o próximo ataque as suas cidades uma constante, mas temos um outro gravissimo problema a ser administrado que é a Nuclerização do programa militar iraniano, aí um problema não só israelense mas também americano e europeu, quiça planetário pois o Iran desenvolve tecnologia para misseis de longo alcance em parceria com a Coréia do Norte e ao que parece também a Rússia,  e suspeitas e evidencias de que tentam fabricar artefatos nucleares, mas isso é um assunto para o próximo texto.

18 setembro, 2009

Pode sim....foi engano!

Já tive alguém/
Que me deixou feliz/
Já tive alguém a quem fiz feliz.

De outro mundo/
De outra época conhecí/
prisioneiros somos/
De uma eternidade transitória/
Que nunca finda.

Me jogas/
Me descartas e/
Me pegas de volta/
Nunca me esqueces/
Me persegues/
Dizes que me amas/
E me odeias/
E eu juro sempre/
Não te querer mais/
Mais nunca.

Pétalas

Pétalas/
Exalam o perfume das flores e rosas/
Bem me quer, mal me quer/
Pétalas são o brinquedo preferido/
Dos enamorados/
Bem me quer, mal me quer.

Vermelhas explodem/
Corações/
Bem me quer, mal me quer/
Em paixões/
Desvairadamente/
Alucinadas/
Bem me quer, mal me quer.

Petits croustillants au foie gras et aux figues fraîches

Nettoyez les figues et coupez les en morceaux
Faites chauffer 20 grammes de beurre dans une poêle.Lorsqu'il mousse,ajoutez les figues et eventuellement
le gingembre,salez,poivrez et laisser cuire 10 mn environ,en ajoutant un peu d'eau si necessaire.Les figues doivent être compotees.
Prechauffez le four à 180°C
Detaillez les tranches de foie gras en dés ou en lanières.À l'aide  d'un pinceau badigeonnez  les feuilles de
briques de beurre fondu,pliez les en deux et rèpartisseez la compotée de figue au centre de chaque feuille.
recouvrez de morceaux de foie gras,salez,poivrez et repliez la feuille en deux puis rabattez les extrèmités sous la garniture pour former un rectangle.Enfournez pour 12 à 15 mn ,jusqu'á ce que les croustillants soient dorés.Servez chaud ,avec une salade de meslclun par exemple.

pour 4 personnnes
préparation:15 mn
cuisson:25mn environ

4 feuilles de bricks
6 belles figues mûres
40  grammes de beurre
1 pincéede gingembre (facultatif)
4 fines tranches de foie gras cru (35 á 40 grammes)
sel et poivre

ROUBARAM O CHARME DA PIPA

Quem conheceu a Pipa trinta anos atrás sabe o que se pode chamar de Paraíso. Aquela primeira geração que saia de Natal e de João Pessoa aventurando-se nas estradas de terra e de areia em jeeps e lombo de burro, viagens que duravam uma quase eternidade sabiam que o esforço valia a pena.
A geografia intacta e indevastada exceto pelas poucas e pequenas roças de mandioca cultivadas pelos pescadores locais e pelas ruelas de terra repletas de valas esculpidas pelas chuvas do inverno e os ventos do verão, com porcos, galinhas e cachorros transitando ladeira arriba e abaixo produzindo junto com os humanos nativos embrutecidos pelo isolamento, toda espécie de imundícies orgânicas. O resto e que resto!!! era o paraíso, céu azul pontilhado de nuvens brancas, praias desertas e limpas todas de uma beleza estonteante e ondas, muitas ondas para o deleite daqueles surfistas de trinta anos atrás.
Como em todos os vilarejos de pescadores do litoral brasileiro que cairam nas graças dos mochileiros e viajantes alternativos e se tornaram destinos turísticos, a Pipa fez o mesmo percurso.
Primeiro vieram os surfistas que chamaram a atenção dos mochileiros que trouxeram os desiludidos das metropoles do sul e do sudeste do Brasil, que construíram as primeiras pequenas pousadas, que contrataram os filhos dos pescadores para serviços domésticos e nas suas pousadas, que por sua vez foram montar os primeiros restaurantes de frutos do mar- as peixadas -, esses lugares foram crescendo e se modificando rapidamente.
Os nativos,- o elo mais frágil dessa cadeia-, foram perdendo seus hábitos centenários, foram abandonando suas atividades econômicas originárias, a especulação imobiliária foi afastando-os da orla da praia, de suas casas, de suas propriedades.
A antiga Vila sumiu, outra surge maior, bem iluminada, repleta de lojas, restaurantes, hotéis e pousadas, boites, bares e muitos turistas. Tudo perfeito, todos felizes com o desenvolvimento, com a melhora das condições e qualidade de vida. Mas na Pipa a história foi escrita de outra maneira e o paraíso foi lentamente se transformando no inferno.
Quem chega e passa um rápido e aprazível fim de semana em uma bela pousada com direito a uma esticada noturna a um restaurante não consegue perceber o CAOS que é viver ou passar uma temporada mais longa na PIPA.
Ausência de infraestrutura para receber o aporte de gente que hoje visita e mora na praia é gritante. Saimos da BR-101 e acessamos um caminho asfaltado porém repleto de buracos, de lombadas, sem sinalização horizontal e vertical, sem acostamento e cheia de curvas, é uma aventura! Chegando na Pipa entra-se pela Av.dos Golfinhos, uma rua tortuosa, estreita, comprida e calçamento de pedra danificado em toda sua extensão. Trafegar com carro é outra aventura, todos param onde, como e pelo tempo que lhes aprazem, sem qualquer controle de transito o que gera enormes engarrafamentos e se tiver caminhão a coisa é pior, guarda de transito nunca se vê e quando aparecem são eles que não veem nada, absolutamente nada. Os lojistas e proprietários de outros estabelecimentos se apropriam do espaço publico com cones de plástico para impedir que automoveis estacionem defronte de seus negócios, TUDO È NORMALÍSSIMO NA PIPA!!!!
As Drogas, que um dia já foi charmosa na Pipa hoje são uma EPIDEMIA, nativos dependentes de crack e de cocaína, a maconha é coisa de careta ou de iniciantes, os gringos e os bichogrilos completam o cenário desse rico comércio ilegal que não se limita apenas a compra e venda mas as outras atividades complementares que acompanham a Epidemia, a VIOLÊNCIA com assaltos e arrombamentos de casas e de carros, assaltos a transeuntes locais e turistas, estupros, arrastões em hotéis e pousadas e por fim os assassinatos, isto em um lugar onde POLÌCIA e POLICIAMENTO são apenas nomes de fantasia em parede de Delegacia.
Prefeitos ineptos, despreparados técnica, ética e moralmente para exercerem atividade pública relevante e gerar o bem estar público da comunidade são a tônica recorrente em Tibau do Sul, munícipio onde se localiza a Praia da Pipa.
Especulação imobiliária, crescimento explosivo da população com adensamento demográfico elevado conjugada a ausência de infraestrutura viária, sanitária, educacional e de saúde tornaram o vilarejo numa grande FAVELA, feia, suja e difícil de morar.
Num dos verões que passei na Pipa (tenho casa de veraneio lá) ouvi na pracinha um discurso da Governadora a Exma. Sra. Profa. Wilma de Faria anunciar os grande e inevitáveis melhoramentos que sua administração levaria para a PIPA, alguns verões depois nada mudou para melhor e o discurso era só discurso. Resolveram fazer na vida real exatamente o que relata a fábula da Galinha dos ovos de Ouro, estão matando a Galinha para ficar  ricos, mas rapidamente se descobrirão muito mais pobres. COITADA DA PIPA.....UM DIA FOI PARAÌSO.

16 setembro, 2009

Fragmentos

Quem é?
As vezes penso que sei/
Outras desconheço/
Por completo.

Vou vendo/
Vou sentindo/
Vou ouvindo/
Vou pensando/
Vou percebendo/
Apenas/
Pedaços e fragmentos/
De um quebra-cabeças/
Que nunca será montado/
As peças não querem/
Ser identificadas/
Jamais.

minha vida

Minha vida/
Saía de tua boca/
Cheio de ternura.

Tuas mãos dançavam/
Sobre meu peito/
Teus olhos azuis/
Prendiam-se aos meus/
Tua pele branca/
Era insuficiente/
Para separar meu coração do teu.

Velhinhos separados

As Emoções/
São como as piruetas que as pipas desenham/
Em céus azuis bordados de nuvens brancas que se afastam sempre/
Carregadas pelos ventos/
intermitentemente.

Dois velhinhos/
Sonham com suas vidas /
Em lugares diversos/
Sonhos quebrados/
Despedaçados/
Pela sandice de uma alma irrequieta/
Doente e injusta/

Ambos choram/
A velhice/
Sempre.

O tempo passa/
O tempo voa/
Nas asas da ventania/
As almas não esquecem/
Do amor presente/
Em cada partícula que me liga a tí.

Sempre

Meu peito explode/
Meu coração implode/
Minhas veias se racham/
Meu sangue jorra/
Lambendo minha pele.
Meus poros se abrem/
meu suor escorre/
umedecendo meus desejos/
De amar-te eternamente.

Inverno

Olhar azul/
Céus gélidos/
Alma doente/
Caráter ausente.

Boca de tantos beijos/
E tantas mentiras.

Escravidão cupídica/
Que cativa meu coração/
Fazendo-o Palpitar de amor/
E minha alma de dor/
Te exilo/

Um dia....

Sharmat

Meus cavaleiros medievais/
Meu rei, minha rainha observam/
Das torres marcadas/
Como carnes cheias de cicatrizes/
Sete luzes que iluminam/
Bruxuleantemente o corpo grego/
Na bacia amarela a flor vermelha/
Jorra água fresca.

14 setembro, 2009

Joaquim Nabuco

Aos meus gritos de socorro/
Me atendes/
Correndo como a luz que dispara em prata/
Não se detém ao vermelho que te surge/
Corre/
Corre rápido/
Ouve as batidas do coração no silêncio do ar/
Que correm contra o tempo/
Subindo as escadas que te levam/
Ao sétimo andar.

Beer

Sou a fonte/
De uma gota que escorre dos meus olhos/
Uma gota dentre tantas/
Que me molham a alma.

Sou a fonte/
De um pensamento que se expele do cérebro/
Um pensamento dentre milhares/
Que contam minha história.

Sou a fonte/
De uma palavra que sai da boca/
Uma palavra solta dançando entre os acontecimentos/
traduzindo meu sentir.

Sou a fonte/
De um olhar perdido/
De um olhar viajante/
Preso ao passado/
E ansiando por um futuro.

Sou a fonte/
De um suspiro/
Étereo/
Repentino/
Que se esvai/
Envelhecendo minhas lembranças.

Sou a fonte/
De uma gota/
Uma gota de suor/
Que se misturou a tantas tuas/
No amor que te oferecí.

Sou a fonte/
De uma gota/
Uma gota de saliva/
Que se guardou na tua boca.

Sou a fonte/
Que voce secou.

Instabilidade

Choras no meu peito/
derramas tua incapacidade/
de ser tu próprio/
no meu amor.


Te escondes nos meus lençóis/
sob o meu corpo.


Minha boca silencia tua covardia/
Meus braços amparam tua insegurança/
Minhas pernas sustentam teu medo/
Minha alma carrega teu sofrimento /
Minha compreensão tuas mentiras/
e minha incúria tuas traições.

Pânico

O tambor ressoa/
Alto, muito alto.

Treme o corpo/
Assusta a alma/
Congela o sangue/
Derrete as veias/
Desfalece a mente.


Medo puro medo/
Da vida diferente/
do sexo moderno/
Da solidão amarga/
Da tua ausência.