Numa tarde de chuva/
O Rio de Janeiro lava/
Suas ruas/
Suas calçadas/
Suas almas.
Em pé, vendo-a cair/
Te aguardo/
Com fome/
Com medo/
Da torrente que desaba sobre minha vida/
Da tormenta que não cessa de me bater.
Teu toque/
Não mais imaginário/
Não me dá tempo/
De saber sentir/
Minha desconfiança é grande/
Meu alerta em prontidão/
Diz/
Cuidado!
Teus olhos cheios de lágrimas/
Me escondem tua vida/
Tua febre me diz a verdade/
Tua taquicardia me anuncia/
Colada no meu peito/
O amor/
Que a tua tresloucada vida/
Não consegue abater/
Do teu corpo/
Da tua lingua/
Do teu cheiro/
Do teu amor/
Que não consigo esquecer.
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