04 outubro, 2009

Santo Ofício

Das vezes que parei/
Olhei para trás/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.

Em todos os recantos/
E todas as geografias/
É tudo sempre igual.

Os suores da meia noite/
Não resistem  ao meio dia/
Deles apenas as doces lembranças/
De uma meia noite.

Apolo, Atena/
Um dia realidade/
Hoje mitologia.

Pecados nefandos/
De uma noite bebada/
Repletos de sussurros insanos/
Fantasias porcas/
Quimeras obscenas/
Expelidas da cama/
Ao raiar do dia.

Das vezes que fodí/
Olhei ao lado/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.

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