A fiança evoluiu de uma compensação à parte lesada para uma forma de enrequecimento de autoridades judiciais e o castigo corporal e capital aplicados cada vez mais intensamente às classes servís. A aplicação do novo sistema era baseado em concepções meramente classistas e não de ordem moral, como tentavam fazer crer. A introdução das penas corporais não foi um processo repentino, mas gradual e intrinsicamente relacionada ao quadro social vigente.
As penas de morte, mutilações e torturas físicas tornaram-se rotineiras no século XVI. Os métodos de execução tornaram-se mais brutais, pois já não bastava matar, era necessário matar com o máximo de sofrimento. As execuções tornaram-se macabros espetáculos para onde afluiam as massas, que tinham nesses rituais a oportunidade de exercer o seu poder. Lutero dizia:
" A mera execução não era punição suficiente e que os legisladores deviam perseguir, golpear, estrangular, queimar e torturar as massas de qualquer maneira".
Lutero sacralizava a Tortura.
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