04 novembro, 2009

VIAGENS BIOGRÁFICAS

Hoje pela manhã acordei por volta das sete e meia da manhã, preparei um café, fechei as malas, tomei uma ducha morna, me vestí e fiz um check out no apartamento e partí para o Galeão. A manhã ensolarada me descortinava um Rio de Janeiro magnífico, a praia de Copacabana com seu transito intenso em direção ao centro da cidade ocupando todas as faixas da Av. Atlântica, o céu azul com um sol já escaldante e as pessoas andando, correndo, passeando com seus animais no calçadão, eu via tudo aquilo e ainda tinha que ouvir ao simpático motorista do táxi, um senhor de meia idade negro que morava em Duque de Caxias relatando seu dia a dia e eu num turbilhão mental com os olhos cheios de lágrimas e o espirito cheio de dor pensando em tudo que me ocorrera principalmente no dia anterior e o anterior a este. Estava tão perto da minha felicidade e mais uma vez ela me é usurpada assim por entre meus dedos sem que eu nada pudesse fazer, me restou uma explosão emocional para evitar mais um enfarte. Depois de uma véspera linda na companhia do ser que eu mais amo nesta vida passeando pela estradinha de Grumarí de mãos dadas vendo aquela fascinante visão da prainha, do Recreio e lá longe a Barra da Tijuca e a Pedra da Gávea já um tanto empalidecida pelas nuvens a lhe cobrir o corpo como se fosse um lençol de seda e eu alí ao lado do meu amor feliz, feliz da vida pensando no futuro que estavamos voltando a construir.
Mas voltando ao caminho do aeroporto, passamos pela enseada de Botafogo,pelo Flamengo, pela praça XV, pelo cais do porto da praça Mauá, o cemitério do Cajú e depois a linha vermelha e o aeroporto, depois do Cajú o Rio perde um pouco a graça e o encanto mas só um pouquinho!
Aguardando o vôo fiz três chamadas telefônicas e nelas todas deixei três mensagens!
Vôo lotado mas direto do Rio à Natal na janela 24F e ainda me apareceu alguém para dizer que estava sentado em sua poltrona, mas continuei lá porque também era a minha ,até nisso, na poltrona me aparecem concorrentes querendo roubar-me o que a vida me presenteia.
Algumas horas depois o aviao faz um giro em direção ao Mar e observo que sobrevoavamos exatamente a cidade de Ilhéus com sua pista de aeroporto bem vísivel entre um rio e o mar e alí me explodiram lembranças caríssimas de uma viagem inesquecível e foi a partir daí que comecei a sentir-me mal, meu braço esquerdo adormecera, uma dor opressiva no peito me dificultava a respiração, dor de cabeça e tontura mas mesmo assim permanecí quieto com a cabeça recostada sobre a janela do avião até que não suportando mais  me levantei e fui até o comissário que sevia o serviço de bordo e pedí-lhe que me acompanhasse até o galley do avião pois estava passando mal, pedí que me dessem caso tivessem a bordo um lexotan mas não havia, solicitaram então caso houvesse no vôo a presença de um médico, também não havia, foi quando o comandante do avião pelo fone me disse que poderia descer em Maceió para que eu podesse ser socorrido, mas eu assumí a responsabilidade de continuar até Natal, faltavam 40 minutos para chegar e arrisquei chegar  ao meu destino, fosse qual fosse ele, dessa vez tive a impressão de que terminaria alí, como imaginara tantas vezes, na brincadeira é claro, sempre dizia que morrer em um avião me traria a fama de alguns segundos rsrsrsrs.
Fiz alguns exercícios de respiração, bebí chá de camomila mas o mal estar persistia e era muito forte, tiraram minha pressão e estava em 19, a possibilidade de uma trombose era iminente segundo o médico que me atendeu ainda dentro do avião quando aterrissamos em Natal, descí do  avião por uma escada lateral e externa e uma ambulância me esperava na pista do aeroporto, onde me ministraram os primeiros socorros para fazer baixar a pressão e fui levado a enfermaria do aeroporto para repouso e observação.
Estou em casa agora aguardando ........

2 comentários:

Manoel Timbó disse...

Cuide desta saúde meu amigo, faça atividades físicas...

José de Medeiros disse...

O que o juizo não faz, não é meu caro amigo dos E.Ts.?
A melhora de todos os males passa por adimiti-los e enfrenta-los...