Parece que dessa vez os norte-americanos estão efetivamente conseguindo fazer os dois lados negociar. Após a retirada do Iraque uma promessa de campanha que não pode ser cumprida no prazo prometido mas o que importa é que a administração Obama as portas da campanha para reeleição conseguiu sair do Iraque, vem conseguindo a duras penas redirecionar a campanha do Afeganistão, inclusive com troca de comando e agora traz para a mesa de negociação israelenses e palestinos. Infelizmente não tenho acesso as informações de como elas se dão, que tipo de pressão é feita para trazer principalmente Netaniahu à mesa, pois suas posições contrárias a qualquer acordo com os palestinos são conhecidas, Bibi como é conhecido em Israel é da linha dura, da quase extrema direita israelense e não troca territórios por paz, ele representa uma parcela grande da população que sabe não poder confiar nos árabes.
Os palestinos tem sido ao longo dos últimos 50 anos um inimigo chato mas incompetente bem diferente dos libaneses que compõe o Hisbollah e dos Iranianos que são hoje a grande ameaça regional, esses sim inimigos díficeis de serem enfrentados e batidos. Os iranianos financiadores do Hizbollah e do Hamas precisam da questão palestina não resolvida para que seu discurso e sua política externa se mantenham presentes no tabuleiro do Oriente Médio e do do planeta e Israel sabe disso, sabe o quão perigosos são os iranianos e sabe também que precisa dos Estados Unidos nesse enfrentamento pois mesmo com recursos para um ataque direto ao Irã, Israel tem uma posição extremamente fragilizada no cenário político internacional o que dificultaria ao Estado Judeu entrar e manter uma guerra contra os iranianos, inclusive com possibilidades de tornar-se um conflito nuclear.
Por essa razão creio que finalmente mesmo após um ataque a colonos judeus perpetrado por terroristas do Hamas em Hebron, o que por sí já seria motivo para Netaniahu retirar-se das negociações, elas seguem firmes, Netaniahu enfrentando as pressões da extrema-direita que pede seu retorno a Israel e o congelamento das negociações e pelo lado palestino uma inédita demonstração de força do primeiro-ministro palestino que ordenou as suas forças de segurança uma operação de faxina na Judeia e na Samaria ( o futuro Estado Palestino) que resultou na prisão imediata dos primeiros 250 suspeitos pelo atentado de Hebron. Israel tem medo e não sem razão um Estado Palestino as portas de Jerusalém e a 14 quilometros da area metroplitana de Tel Aviv sem a garantia de paz e um estado palestino desarmado visto que historicamente se constata que as forças de segurança da ONU sejam no Líbano ou em Gaza não constituem absolutamente garantias de real e efetivo controle para as ações terroristas e o contrabando de armas, mas a questão iraniana está falando mais alto e é possível pela primeira vez em vinte anos obter avanços.
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