20 setembro, 2010

A BRIGA É POR TERRA!

Tudo em Israel é extremamente complexo, é uma sociedade plural complicada, pra tudo há correntes diversas e antagônicas de pensamento. Já imaginaram judeus ultraortodoxos e que são contra a existência de Israel enquanto Estado e que preferiam estar vivendo num Estado árabe mulçumano denominado Palestina, pois é existe isso sim? Existem Rabinos que se deslocam até a Judéia e a Samaria (Cisjordânia) para defender interesses de agricultores palestinos contra os assentamentos dos direitistas judeus religiosos que se estabeleceram alí por causa de uma suposta doação da Terra feita por Deus aos Judeus.
Entre nós tem de tudo como em qualquer lugar do planeta e grupo humano, bons e ruins, certos e equivocados, mas infelizmente o mundo hoje não gosta de ver isso e nos embrulha num saco só com o que Israel tem de pior.
Os erros de ambas as partes, israelenses e árabes, só sedimentaram esse sentimento de ódio e desconfiança mútua entre judeus e palestinos e que só existe aqui nesta parte do mundo, em qualquer outro lugar ambos quando não contaminados pelos problemas locais convivem em grande harmonia.


Terra é a questão fundamental, ambos os povos tem uma ligação profunda com a posse da Terra, ela é a coisa mais importante, mais importante que a própria vida. Israel necessita de Terra para acomodar sua crescente população, precisa de Terra para sua segurança e os Palestinos precisam de Terra para seu Estado, seus refugiados, seus agricultores, seus pés de Azeitonas que é o grande amor dessa gente. Árabes israelenses, ou seja aqueles que não obedeceram em 1948 aos lideres árabes e permaneceram em suas casas e hoje são cidadãos israelenses, que melhoraram de vida e alcançaram um padrão economico, social e cultural diverso dos árabes palestinos dos territórios ocupados e eles se auto diferenciam quando falam dos outros nos territórios, também sofrem em Israel em função da desconfiança que os israelenses judeus tem em relação a sua fidelidade ao Estado de Israel, que lhes concede cidadania, mas não há como ser diferente essa relação esquizofrênica cria toda uma série de disturbios, como se sentir bem em seu país quando ele próprio os tem de fato como cidadãos de segunda classe no dia a dia, embora pela lei tenham os mesmos direitos, difícil!
Não há no planeta algo similar, a possessividade que eles desenvolvem (ambos os grupos) em relação a terra é algo descomunal.
Mas hoje Israel tem mais responsabilidades é rico, é educado, é forte e poderoso e deveria doar um pouco de si para seus primos mais pobres talvez assim um dia acabe essa esquizofrênica relação que alimenta uma maternidade de ódio - que eu creio ser muito mais alimentada pelas elites, que para manter-se no poder precisam da guerra -, que do espirito do povo palestino e no lado israelense nada mais simples do que por na cadeia quem desrespeitar as leis quando elas disserem que é ilegal fazer o que se faz nos territórios.
Querem ver outra loucura! Os Palestinos não querem reconhecer Israel como um estado judeu porque isso poderia dar a Israel o legitimo direito de expulsar os árabes israelenses quando da fundação do Estado Palestino, ora isso não foi feito em 60 anos não o seria agora, mas os Palestinos também não querem um Estado independente com Judeus residindo nele ou com cidadania palestina, ora se existem palestinos com cidadania israelense porque não poderia haver judeus com cidadania palestina? Essa é uma pergunta fácil de ser feita e ser respondida por alguém de fora desse contexto maluco, mas quem tá dentro disso ... não quer nem pensar na possibilidade.
Eles tem sempre no bolso a foto de alguma chave!

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