29 setembro, 2010

O LEÃO DORME

Dez anos depois da visita de Ariel Sharon ao Har ha Bait, vem a tona fatos completamente desconhecidos até mesmo da maioria dos israelenses o que dizer então daqueles geograficamente tão distantes dessa área de conflitos permanentes.
Segundo o porta voz de Ariel , Sharom Raanam Gissim ele assim o fez não para detonar a Intifada que se seguiu a sua visita, importante dizer que Ariel Sharon tem até hoje um apartamento no quarteirão mulçumano na cidade antiga, ele sabia que Yasser Arafat vinha preparando há alguns meses uma nova onda de violência, aguardava-se apenas o final do Ramadã para detona-la. Sabendo disso Ariel Sharon que disputava a liderança do Likud ( o maior partido de direita israelense) resolve visitar com seu filho e um pequeno grupo de assessores o Har ha Bait - O Monte do Templo - e mostrar aos Palestinos que ao contrário de Ehud Barack, ele Ariel Sharon jamais consideraria a capital de Israel como moeda de negociação, em outras palavras Jerusalém é indivisivel e capital do Estado de Israel.
Embora já no dia anterior à visita de Sharon, a violência explodisse nas ruas de Jerusalém culminando com a morte de um oficial do exército de Israel, mas para Mahwan Barghouti a visita de Ariel Sharom seria  o momento propício e razão para que se detonasse não apenas em Jerusalém mas em todos os territórios ocupados e dentro de Israel principalmente a Intifada que Arafat vinha planejando a tempos, ordenando inclusive seus maiores adversários "o Hamas" a utilizar seus homens e mulheres bomba contra alvos civis israelenses, e assim se deu.
Resultado dessa história, Ariel consolidou sua posição dentro do Likud e derrotou Ehud Barack nas eleições
e tornou-se primeiro ministro, e ao assumir  o novo governo surpreendentemente determina o desmantelamento de todas as colonias e cidades israelenses e a saída de unilateral de Gaza.
Ariel Sharon está em coma até hoje, Mahwan Barghouti preso em uma prisão de segurança máxima em Israel e Arafat morto, segundo informações palestinas assassinado por gente do Hammas descontente com as iniciativas de paz que ele articulara com os israelenses, o cerco israelense a sede do governo palestino em Ramala foi sua sentença de morte.

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