11 fevereiro, 2010

A luz

Minha janela deixa ver uma consideravel e agradavel parte de Natal, apenas um quilometro e meio me separam do mar, embora o veja daqui da minha sala. Olhando em frente, em direção ao Leste, apenas cem metros, o parque da criança com sua lagoa e ao fundo as colinas de dunas encobertas de mata atlântica que emolduram a cidade, o entardecer me presenteia com um dos mais belos efeitos luminosos que o sol pode oferecer, mesmo sendo no lado oposto ao poente, para isso, para ver o poente  tenho que abrir a porta do apartamento e deleitar-me com os raios a essa altura já de coloração magenta, emoldurando o Rio Potengy que banha Natal e separa a cidade em duas, duas distintas cidades.
A brisa é intermitente e se abrir a porta voa tudo, mesmo assim durmo com o ar ligado marcando 16 graus.
Mas Natal não é minha nem eu dela.

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