20 novembro, 2010

Estes dias em Amsterdam, poucos mas intensos foram inesqueciveis. Andamos e andamos por entre os canais de Amsterdam, a Princesa calma com suas longas tranças marrons espraiados das pequenas janelas vermelhas e tantas outras cores, as arvores já quase peladas se não fossem as poucas e resistentes folhas amarelo-avermelhadas do outono e o frio nos castigando mas aí paramos nos cavalheiros e sentamo-nos num café para uma pausa aquecedora mas nada de café, o vinho era mais convidativo e entre conversas e risos e olhares acumpliciadores vamos bebendo e saboreando o vinho que esquenta o corpo. Anita Frannk, Ricksmuseum, Van Gogh Museum e aí paramos novamente na Rembrandt Plein para nova rodada de aquecimento no bar dos israelenses, saimos e a noite já se pronuncia embora sejam apenas quatro da tarde, vamos ao Saturnino para a sessão de português com o Marcello e os brasileiros que estão sempre por lá, mas no Saturnino se come e se bebe maravilhosamente bem.
Márcia sai para o trabalho e eu e Eran saimos a caminhar ao esmo, estar perdido por entre tantas ruas parecidas que poderia ser desesperador em qualquer parte do mundo aqui em Amsterdam é um prazer.
Finalmente lá pela meia noite e meia e dois graus abaixo de zero, pegamos um tram e baixamos perto da casa da Marcia, uma pequena caminhada de mais dez minutos e estamos em casa, Juntamo-nos a Marcia que já tomava um vinho, trouxemos mais duas garrafas e a noite se estendeu. Sextafeira sem ressaca, maravilha de inverno bendito nem ressaca aparece, saimos de casa para mais umas caminhadas agora pelo VondelPark e arredores e sempre com umas paradas de reaquecimento, nessa saida baixou espirito comprador e comprei um cinturão de couro e algumas cuecas dessas que no Brasil não encontramos.
Passamos na casa do Luis e fomos todos a casa da Marcia onde preparei um Spaghetti e mais vinho, depois o Luis nos deixou em Schipol e voamos para o Porto num Fokker 100 que me deixou meio assustado mas o vôo foi uma tranquilidade, o avião era espaços, poltronas de couro bem confortáveis e o serviço bem superior ao das brasileiras. Pegamos o metro no aeroporto depois de aguardamos uma hora pelas bagagens, é chegamos a Europa meridional, quase Brasil! Fomos de Metro até o Centro da cidade e depois de mais um quarteirão a pés estavamos no Hotel.
Mas no Porto não ficaremos mais que um dia, no domino partimos para Londres onde nos aguarda Jonathan amigo ingês que também mora em Netanya em Israel e que nos hospedará esses dias em Londres.
Hoje fomos passear de onibus de turismo desses abertos no andar superior mas como chove a cada trinta minutos e muda o tempo e a temperatura ele estava todo fechadinho depois um passeio de barco pelo Douro, este sim um grande passeio e que brevemente escreverei mais detalhadamente e numa linguagem diferenciada por que é muito bonito!
Comemos um Bacalhau divino por apenas 12 euros incluindo o vihno, ainda tenho o paladar do peixe se dissolvendo na minha boca! Dessa vez o bacalhau não significa dor nem tristeza!, dessa vez ele não me aporta noticias lacejantes dessa vez a vida me faz apenas sorrir, de novo.
Me lembrei da Odete, a cada ladeira, a cada vitrine de loja portuguesa que passo e vejo, a cada portugues falando me vem Odete na lembrança!
Ela é portuguesa e odeia Portugal e os portugueses.

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