Era por esse caminho
Que não retornaste.
Era por esse espelho
Que te não refletiste
A imagem desnuda
Das horas surdas.
Era por essa intenção
Que te não revelaste
Ao sonho da noite imediata.
Era por essa hora
Que te não feriste
E te desamaste.
Era por esse intermédio
De silêncio e alvitres
Que te não desististe
De tua sombra.
Iluminada pela estrela muda.
Era nessa altura
De margens e lembranças
Que te não reconheceste
Na moldura da lei absurda,
Sem oferta e nem procura,
Intacta, decidida
Aviver convivendo.
Era por ser estreito demais
O limite de atravessar
Portas e corredores extremos
Que te demonstraste
A ti mesma
Na urgente instância do
Amanhecer.
Era por essa intenção derradeira,
Era por esse acabar de gestos
Desprendidos.
Era por estar-se à beira das
Fragatas que reduzem
A luminiscência
Teu parado mar morto,
Onde pressentiste sempre
Sobreviver.
Era por se, ter e haver nunca
Escolhido definitivamente
A provisão de partida,
Que te fizeste
Detentora da morte múltipla
Que o cotidiano empresta
A certeza espontânea de viver.
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