24 março, 2010

BOLHAS

Há um lugar longe do espaço e do tempo, onde o saber quase completo trabalha sem parar.
Nesse lugar criaturas acomodam-se no mais intimo da bondade, da simplicidade e do amor  para soprar bolhas. Essas bolhas surgem pequeninas porém cheias da essência do  saber total, e conforme são sopradas elas vão aumentando de tamanho até se separararem do soprador, mas mesmo depois de separadas porque terminado o primeiro ato, elas as bolhas continuam em suas rotas de expansão e os sopradores quase perfeitos continuam acompanhando sem cessar o  crescimento e evolução dessas bolhas por toda a eternidade num processo quase autonomo e automato de auto criação onde nada morre  tudo apenas - e apenas aqui não é um fator limitante - se transforma, ou seja as bolhas são incessantes.
Mas uma e apenas - aqui sim limitante - uma dessas fantásticas bolhas foi soprada e no exato momento da singularidade, da separação do seu soprador, aconteceu o imprevisto, e eis que surge uma bolha defeituosa, instável...
Esta história não é minha apenas reconto-a a minha maneira.
No exato momento da singularidade o soprador por mais bem treinado que supusesse estar ainda não poderia soprar e só o descobriu tardiamente quando a singularidade o absorveu parcialmente e não havia nada absolutamente nada que seus companheiros sopradores pudessem naquele instante fazer.
Soprador e bolha tornavam-se uma unica coisa que se explodia e se expandia sem controle.

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