Hoje tentei ler alguma coisa em O Homem Revoltado de Camus, que título mais irônico para definir a espécie humana não é verdade?
A cada tentativa de por o Homem como vítima da divindade, o que é isso? será que a divindade é divina mesmo? e quem é ela? Que relação é essa entre humanos e divindade tão cheia de coações, extorsões e chantagens se é que isso tem algum fundinho de verdade.
E nesse exercício rememorei todos os grandes acontecimentos desde 1933, ou pelo menos todos que consegui lembrar-me, sorte minha ter tomado meu anti-depressivo pela manhã, se não quem sabe já teria optado em partir dessa loucura se claro isso também não constituísse mais um ato tresloucado dessa infame humanidade.
E olha como é fácil, nós sempre colocamos ou empurramos as responsabilidades para o conjunto esquivando-nos sempre que possível de qualquer residuo de culpa por essa merda toda.
Alguém lá do fundo dos cafundós pode gritar mas já foi melhor no passado, foi coisa nenhuma as feras (nós) sempre estivemos soltas e presentes construindo a HISTÓRIA.
É bem verdade que por esses evos todos surgiram alguns bonzinhos (será?) estabelecendo certos padrões morais (para os outros evidentemente), estabelecendo a natureza do certo e do errado, do legal e do delitual de pouco adiantou.
Me vejo como parte de um mundo a beira de um novo Holocausto, me vejo fortemente atraído a não estar mais presente no dia seguinte.
Não existe Reino dos Céus, existe sim um Universo finito desconhecido, assim como nossos olhos que enxergam apenas o corpo que ocupamos, nossos telescópios vêem apenas alguns poucos astros, algumas galáxias e algumas dessas tantas coisas espalhadas pelo finito mas apenas vemos, não conhecemos, não sabemos de nada, nada.
Somos marionetes, crentes que detemos o saber, o conhecer, o domínio e o controle da Vida..mas o que é a Vida. Eu não sei, ninguém sabe.
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