25 maio, 2010

YAVEH, ALLAH, DEUS e o UNGIDO!

Eu tenho uma memória fantástica embora nunca saiba onde deixei as chaves, até mesmo quando elas estão nas minhas mãos.
Desde criança alguns mistérios, era assim que eu os percebia, sempre me questionavam à mente, quem sou eu? o que eu vim fazer aqui? porque estou aqui? vim fazer algo especificamente determinado? esses eram questionamentos de uma criança de nove anos de idade que perduraram até meus trinta e dois anos quando muito sutilmente comecei a perceber algumas dessas respostas, mas a verdade é que certeza de respostas aqui nesse mundo não vamos ter nunca, nem os médiuns, nem o melhor dos médiuns vai ter isso, então só o que posso dizer é sobre o que eu realmente tenho a impressão de ter descoberto.
Aos trinta e dois anos eu começo a perceber certas capacidades sensoriais no meu corpo, mas eu não sabia como não sei até hoje compreender e interpretar o que eu pressinto, mas descobrí muita coisa, aprendí muita coisa, mas ainda dependo sempre da confirmação de alguém que entenda mais do métiers do que eu próprio, mas hoje sei também que essa interpretação, a dos que eu suponho entender mais que eu, pode ser também suscetível a erro. Em cima disso quero falar de Deus e aí veem obviamente as perguntas QUEM É DEUS? SERÀ QUE DEUS É QUEM SE APRESENTOU NO PASSADO COMO DEUS? e por aí vai.....
Quando aparecestes lá atrás num passado remoto e fizestes Abrãao sair de Ur e buscar outros recantos onde pudesse  com sua tribo seguir a promessa por  ti feita, de que seríamos numerosos, de que seríamos eternamente teus escolhidos, que nos protegeria mas que também nos castigaria a qualquer desvio como faziam os pais de antigamente com seus filhos revoltos.  Assim se sucedeu por longos milênios, fomos ao Egito onde fomos escravizados e sofremos a ferro e fogo até que te lembrastes novamente dos teus escolhidos e os tirastes da escravidão guiados por Moisés e uma elite escolhida a dedo que deveria forjar dalí um povo, um povo que cegamente te obedecesse e cumprisse com teus mandamentos, mas nós humanos nem sempre agimos assim não é verdade, tú o bem sabes afinal temos teu DNA somos criados à tua imagem e semelhança, a cada desvio um castigo nos era imputado e sempre coletivamente. Se erámos violentos e ainda o somos em grande parte até hoje, tinhamos exemplo a seguir, mas tua vontade era regra YAVEH e tinha que ser cumprida por aquela sociedade inculta, assustada e limitada de conhecimento e não tardou dez das tribos se separaram e foram submetidas ao conquistador Assírio, sem que tivessem mais tua eterna proteção, onde estavas quando caíram as muralhas de Jericó? e onde estavas quando nossos irmãos teu filhos foram levados pelos Assírios escravizados e perdidos para todo o sempre?
Mas te restava ainda a ortodoxia nas montanhas da Judéia, Jerusalém te glorificava mas esta não tardaria e também  seria arrasada pelos Babilônios e teus escolhidos levados para o exílio, o Templo construído para tí arrasado.
Mas o tempo passou e voltastes a olhar teus escolhidos com o abraço acolhedor e retornamos mais uma vez a Terra que nos prometestes e a Lei tinha que ser cumprida e a Lei era sempre coercitiva, dura e pesada para quem não se dobrava perente seus ditames. O amor era nas entrelinhas subentendido apenas por aqueles mais aprimorados, por aqueles que de certa maneira se suavizavam e percebiam que algo estava errado.   Aqueles boatos que há centenas de anos circulavam por todo o povo, de que chegado seria o dia do Ungido nascer para mudar essas regras todas.
Mas o mundo girava rápido e os teus escolhidos deixaram de ser protagonistas centrais e passaram a ser meros atores periféricos de um mundo de interesses que extrapolavam as tuas Leis e teus interesses, a Grécia e Roma dois mundos tão estranhos e diferentes de tudo aquilo que era o antigo, controlavam o mundo com sua ideologia nova, com  hábitos, seus inumeros deuses e cultura que em tudo se chocavam com o mundo resultante do teu acordo.
E esses teus bravos e fanáticos seguidores, membros da Aliança foram ao confronto certamente contando com o teu reforço, mas pereceram.
O ungido que veio,  espalhou a boa nova, foi aceito sim por grande parte dos teus escolhidos, portanto porque um castigo coletivo se nem toda a coletividade o rechaçou? muito pelo contrário ele foi amado por tantos e tantos dentre teus escolhidos. Depois que o Ungido saiu deste planeta, sobrou aos escolhidos o exílio, a dor e o sofrimento de uma eterna perseguição, o estigma de terem sido, eles teus fiéis e teimosos seguidores, os culpados pela morte cruel do Ungido. Entretanto se o que afirmam é verdade e tudo já havia sido pré-determinado e tudo tinha que acontecer exatamente como acontecera, houve manipulação e se houve a manipulação o preço da culpa não deveria recair exclusivamente sobre os ombros de quem caiu. Foram quase dois mil anos de esquecimento e de orfandade, não erámos mais uteis, e tivemos que nos  educar, ficamos criticos, já não aceitavamos mais certos padrões circunscritos exclusivamente à religião como norma estrita de vida. Mas aí surges novamente lá pelo século VI nos desertos escaldantes da Arábia e replantas as sementes que outrora cultivastes dentre os Judeus, agora nas mentes limitadas dos nomades árabes e teu nome agora é Allah e tuas sementes como predizeras se tornaram bilhões. São bilhões que apesar de todo o conhecimento adquirido te levam ainda ao pé da letra.
Os teus primeiros escolhidos voltaram depois das atrocidades européias, porque permitistes tal iniquidade?
Erámos teus escolhidos e padecemos coletivamente nos pogroms medievais, na inquisição ibérica, nos fornos crematórios, nos banhos de gazes venenosos, nas fábricas nazistas de escravidão e morte lenta, mas conseguimos sobreviver e voltamos a nossa Terra, a Terra que nos oferecestes no acordo com Abraão. E agora e agora o que vai acontecer?
Será tú ou o Ungido?

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