20 agosto, 2010
18 agosto, 2010
O dia hoje começou muito cedo antes mesmo do despertador tocar, eram 6:30 da manhã quando me levantei da cama e fui preparar um café instantâneo e de verdade não compreendo por que o Nescafé no Brasil é tão ruim, afinal o daqui também é da Nestlé e muito bom.
Abri o computador, lí os últimos emails recebidos e fui tomar uma ducha gelada, nunca me ví topmando ducha gelada mas o calor aqui é grande.
Fui até a Tahanat Raquevet na Hagana em Tel Aviv e peguei um trem para Naharya no norte a beira do mediterrâneo e a apenas 12 quilometros da fronteira libanesa. Domingo primeiro dia útil da semana aqui, o trem lotado de jovens soldados e soldadas voltando para suas bases no norte. O contigente é grande afinal na fronteira do Líbano tem constantemente problemas e o estado de alerta é permanente.
Em Naharya onde chegamos 2 horas depois de deixar Tel Aviv não tem muito o que ver além da praia que dizem ser um dos melhores lugares do mundo para a pratica de windsurf (já teve até campeonato mundial do esporte aqui), pego um táxi e rumo para Rosh hHa Nikrá na fronteira com o Líbano. De bondinho desço a montanha até o sopé no nível do mar e acesso os tuneis das cavernas sob a montanha e por onde o mar de aguas verdes adentra, formando um dos efeitos fotográficos mais belos do mundo. Passo uma duas horas adando por esses tunei s escorregadios embaixo da montanha que separa israel do Líbano.
Almoço no retaurante do complexo e mais iuma agradavel surpresa o garçon que me atende percebe um soataque sul americano (finalmente, tava cansado de ser confundido com russo) e me oferece uma skol geladissima, diz que esteve em junho no Brasil e está voltando com a namorada em setembro, ofereço-lhe minha casa da Pipa para hospedar-se, ele fica satisfeitissimo e eu assim retribuo as bondades que a vida tem me ofertado aqui e alhures
tô cansado depois da viagem fui com Eran a uma festa em Tel Aviv, amanhã termino o texto.
Abri o computador, lí os últimos emails recebidos e fui tomar uma ducha gelada, nunca me ví topmando ducha gelada mas o calor aqui é grande.
Fui até a Tahanat Raquevet na Hagana em Tel Aviv e peguei um trem para Naharya no norte a beira do mediterrâneo e a apenas 12 quilometros da fronteira libanesa. Domingo primeiro dia útil da semana aqui, o trem lotado de jovens soldados e soldadas voltando para suas bases no norte. O contigente é grande afinal na fronteira do Líbano tem constantemente problemas e o estado de alerta é permanente.
Em Naharya onde chegamos 2 horas depois de deixar Tel Aviv não tem muito o que ver além da praia que dizem ser um dos melhores lugares do mundo para a pratica de windsurf (já teve até campeonato mundial do esporte aqui), pego um táxi e rumo para Rosh hHa Nikrá na fronteira com o Líbano. De bondinho desço a montanha até o sopé no nível do mar e acesso os tuneis das cavernas sob a montanha e por onde o mar de aguas verdes adentra, formando um dos efeitos fotográficos mais belos do mundo. Passo uma duas horas adando por esses tunei s escorregadios embaixo da montanha que separa israel do Líbano.
Almoço no retaurante do complexo e mais iuma agradavel surpresa o garçon que me atende percebe um soataque sul americano (finalmente, tava cansado de ser confundido com russo) e me oferece uma skol geladissima, diz que esteve em junho no Brasil e está voltando com a namorada em setembro, ofereço-lhe minha casa da Pipa para hospedar-se, ele fica satisfeitissimo e eu assim retribuo as bondades que a vida tem me ofertado aqui e alhures
tô cansado depois da viagem fui com Eran a uma festa em Tel Aviv, amanhã termino o texto.
14 agosto, 2010
Viagens
Comprei os bilhetes para Atenas e Corfu, Roma e Firenze, Dubrovinik na Croácia e depois Istambul na Turquia.
Essa semana ainda vôo até Eilat e de lá de táxi até Petra na Jordânia. Também pensando em ir ao Cairo e Beirute mas não está certo ainda.
Essa semana ainda vôo até Eilat e de lá de táxi até Petra na Jordânia. Também pensando em ir ao Cairo e Beirute mas não está certo ainda.
13 agosto, 2010
sof shavua
Final de semana aqui desde ontem a noite, Tel Aviv ferve!
Mais tarde vamos jantar e sair para uma balada!
Mais tarde vamos jantar e sair para uma balada!
CAMINHO DO NORTE
Haifa é uma excelente opção de moradia, a cidade oferece praias com sol abundante e menos quente que Tel Aviv e a cor do mar mais bonita, mas ela não se espraia próximo ao mar, alí se concentram as Tahanot autobus e raquevet, cinemas, shoppings, cemitério e um centro de tecnologia avançada com as grandes industrias mundiais do setor em prédios novos, modernos e bonitos além de alguns poucos hoteis de luxo, dalí também se tem uma vista das primeiras colinas que emolduram a planicie costeira, o porto e o centro antigo também na planicie costeira só que alguns quilometros adiante. Desço do trem na estação central bem pertinho da Sderot Ben Gurion de onde se vê o maravilhoso Jardim do Templo Baha'i, o centro é gracioso, construções antigas em pedra como as de Jerusalém denotando a presença árabe e drusa que é forte em Haifa (ambos grupos com cidadania israelenses, já que não é permitida mais a entrada de árabes não israelenses). A viagem de trem de Tel Aviv a Haifa foi de observação, não apenas da paisagem quase sempre urbana, é impressionante a ocupação urbana do território na parte central do país, não se percebe quando se sai e entra em outra cidade, 1 hora e vinte minutos me divertindo com o comportamento barulhento dos israelenses, todos eles tem algo em comum, adoram falar ao telefone e não se importam de falar ao mesmo tempo no mesmo local, resultado é um barulho infernal.
Com fome achei um restaurante árabe na Sderot Ben Gurion com vista para os jardins Baha'i, comi bem mas sobrou muita comida, aqui é caro mas compensa pois vem muita comida e se estiver acompanhado basta pedir um prato que nunca é um mas pelo menos cinco, comi um kebab com Tihina, salada de pepino cozido no Vinagre com azeitonas e tomates, salada crua de tomate,pepino,cebola, humus, pita e arroz árabe e uma tulipona de Tuborg que aqui custa os olhos da cara ( 12,00 reais) mas também vem quase 700ml e é forte dá prá ficar zonzo.
Depois de almoçar não tinha coragem para sair andando até os jardins e resolví ir de Egged 23 até o Carmel Merkaz na parte alta da cidade que é limpissima, organizada, bem sinalizada e moderna e o clima fresco nem parece que está a beira mar, mas para morar em Haifa precisa ter carro, os bairros se estendem por ínumeras montanhas, final da viagem, um shopping chamado Grand Canyon onde fui a uma farmacia comprar Kondomim e mais uma vez quando fui perguntar a uma atendente em hebraico onde estava a prateleira com os kondomim ela me disse sentia mais não falava russo eu rí e respondí em hebraico Giveret ani lo russit, ani brazilai v medaber iivrit az bevakashar tashuv lí!, descobrí que não há judeus russos apenas de cor branca mas também morenos e com face bem similar a minha. Bem depois de resolvida essa importante questão volto para o egged 23 que me deixa no Promenade dos jardins Baha'i, mas o acesso estava limitado infelizmente por causa de uma reforma no Domo do Templo mas deu para tirar algumas fotos com a ajuda de uma uruguaia que estava passeando alí também.
Já era final de tarde quando retorno a estação de trem para voltar a Tel Aviv no trem expresso e assim deixo Haifa e volto ao barulho dos celulares no trem e detalhe aqui é uma babel se fala tudo que é lingua, aproveitei para fazer barulho também e telefonei para o David em Modi in para combinar o Rosh ha Shaná e Yom Kippur agora no ínicio de setembro e aí falei meu portugues numa boa, com uma inglesa e uma russa ao meu lado tentando descobrir que lingua eu falava.
Com fome achei um restaurante árabe na Sderot Ben Gurion com vista para os jardins Baha'i, comi bem mas sobrou muita comida, aqui é caro mas compensa pois vem muita comida e se estiver acompanhado basta pedir um prato que nunca é um mas pelo menos cinco, comi um kebab com Tihina, salada de pepino cozido no Vinagre com azeitonas e tomates, salada crua de tomate,pepino,cebola, humus, pita e arroz árabe e uma tulipona de Tuborg que aqui custa os olhos da cara ( 12,00 reais) mas também vem quase 700ml e é forte dá prá ficar zonzo.
Depois de almoçar não tinha coragem para sair andando até os jardins e resolví ir de Egged 23 até o Carmel Merkaz na parte alta da cidade que é limpissima, organizada, bem sinalizada e moderna e o clima fresco nem parece que está a beira mar, mas para morar em Haifa precisa ter carro, os bairros se estendem por ínumeras montanhas, final da viagem, um shopping chamado Grand Canyon onde fui a uma farmacia comprar Kondomim e mais uma vez quando fui perguntar a uma atendente em hebraico onde estava a prateleira com os kondomim ela me disse sentia mais não falava russo eu rí e respondí em hebraico Giveret ani lo russit, ani brazilai v medaber iivrit az bevakashar tashuv lí!, descobrí que não há judeus russos apenas de cor branca mas também morenos e com face bem similar a minha. Bem depois de resolvida essa importante questão volto para o egged 23 que me deixa no Promenade dos jardins Baha'i, mas o acesso estava limitado infelizmente por causa de uma reforma no Domo do Templo mas deu para tirar algumas fotos com a ajuda de uma uruguaia que estava passeando alí também.
Já era final de tarde quando retorno a estação de trem para voltar a Tel Aviv no trem expresso e assim deixo Haifa e volto ao barulho dos celulares no trem e detalhe aqui é uma babel se fala tudo que é lingua, aproveitei para fazer barulho também e telefonei para o David em Modi in para combinar o Rosh ha Shaná e Yom Kippur agora no ínicio de setembro e aí falei meu portugues numa boa, com uma inglesa e uma russa ao meu lado tentando descobrir que lingua eu falava.
09 agosto, 2010
IOM SHENI BA HATSORAIIM
Dia preguiçoso embora a temperatura esteja um pouquinho melhor.
Fui a Netania ao norte de Tel Aviv e também a beira do Mediterrâneo, a cidade é uma casa de bonecas, tudo certinho, arrumadinho e bonita. Comi um Felafel pois a fome já falava alto, o dono do quiosque era da BieloRussia, conseguiu autorização para deixar a União Soviética antes muito antes da queda do muro. O engraçado é que todos pensam que eu sou judeu russo, hoje no ônibus falando - com uma senhora que sentou na poltrona ao lado - em hebraico, ela repentinamente começou a falar comigo em Russo, eu respondí em Português para que ela percebesse que embora o meu sotaque hebraico seja identico ao Russo eu não falo nem entendo nada além de um spassiba e um Nyet.
Terminado o almoço voltei para a tahanat merkazit de Netania e de ônibus fui ao Kibutz Haogen e ao Maabarot rever amigos antigos, o caminho que o onibus faz é uma delícia, sai da auto estrada e passa a percorrer estradinhas sinuosas mas com um asfalto e sinalização perfeitos, parece um continuo e enorme jardim, tudo verde,cheio de flores e pinheiros mediterrâneos.
Voltei de carona de Maabarot com um casal de judeus chilenos, iam buscar a filha na Tahanat Rakevet que voltava de folga do serviço militar, voltei a Tel Aviv de trem.
A noite para namorar que ninguém é de ferro. Amanhã já programado jantar em Tel Aviv com Eran, Avi, Danielle, Jaqueline e Yuval.
Estava pensando em pegar o trem e ir a Haifa amanhã mas já são três da madrugada e não vou conseguir acordar cedo, ficará para quarta-feira.
Fui a Netania ao norte de Tel Aviv e também a beira do Mediterrâneo, a cidade é uma casa de bonecas, tudo certinho, arrumadinho e bonita. Comi um Felafel pois a fome já falava alto, o dono do quiosque era da BieloRussia, conseguiu autorização para deixar a União Soviética antes muito antes da queda do muro. O engraçado é que todos pensam que eu sou judeu russo, hoje no ônibus falando - com uma senhora que sentou na poltrona ao lado - em hebraico, ela repentinamente começou a falar comigo em Russo, eu respondí em Português para que ela percebesse que embora o meu sotaque hebraico seja identico ao Russo eu não falo nem entendo nada além de um spassiba e um Nyet.
Terminado o almoço voltei para a tahanat merkazit de Netania e de ônibus fui ao Kibutz Haogen e ao Maabarot rever amigos antigos, o caminho que o onibus faz é uma delícia, sai da auto estrada e passa a percorrer estradinhas sinuosas mas com um asfalto e sinalização perfeitos, parece um continuo e enorme jardim, tudo verde,cheio de flores e pinheiros mediterrâneos.
Voltei de carona de Maabarot com um casal de judeus chilenos, iam buscar a filha na Tahanat Rakevet que voltava de folga do serviço militar, voltei a Tel Aviv de trem.
A noite para namorar que ninguém é de ferro. Amanhã já programado jantar em Tel Aviv com Eran, Avi, Danielle, Jaqueline e Yuval.
Estava pensando em pegar o trem e ir a Haifa amanhã mas já são três da madrugada e não vou conseguir acordar cedo, ficará para quarta-feira.
IOM RISHON Não é IOM SHENI rsrsrs
Iom Sheni não tem igual, só na casa do meu irmão Medeiros, vigésimo andar vendo Natal se espraiando pelas dunas cobertas de asfalto e graciosidade, mas o melhor mesmo é a companhia, sem Medeiros e Auxiliadora e a autora da Estrela Mindinha, o Malbec e a feijoada e a carne de sol perdem toda a graça.
Tá na hora de pensar numa paradinha aqui no Oriente Médio ver que belezura é essa!!!!
Um grande abraço para voces
do irmão
Flávio
Tá na hora de pensar numa paradinha aqui no Oriente Médio ver que belezura é essa!!!!
Um grande abraço para voces
do irmão
Flávio
IOM RISHON
Que cidade linda e mágica, não é a toa que tem mais de 4.000 anos de idade e todos a disputam, toda de pedra branca, calma, religiosa, intensa quase cosmopolita. Tudo extremamente pontual e organizado exceto entrar e sair de onibus. No centro da cidade, entre a Yafo street e a King George street passando pela Ben Yehuda, calçadões cheios de cafés e bares, as vezes fica a impressão de estar na Europa mas basta olhar um pouco - um metro - acima do chão para se ter a certeza de estar no oriente médio.
Em pleno centro da cidade, o Parque da Independência, bom de caminhar, descansar nos ínumeros bancos e na grama verde, aqui mesmo no verão é fresco e seco bem diferente da planicie no litoral.
Voltando do parque em pleno centro, a polícia isola um quarteirão e retira os pedestres, nisso também são rápidos e organizados, soam os microfones avisando da evacuação e mesmo assim alguns insistem em se aproximar, paro do outro lado da rua e fico observando os policiais trabalharem com o robo anti-bombas mais cinco minutos e BUUUUUUUMMMMMMMM o robot explode a bomba, a polícia limpa a área e tudo volta ao normal, minha primeira emoção explosiva hehehehehe na verdade a segunda rsrsrs iesh echad meiuchad!
A tardinha me encontro com Daniel um amigo que trabalha na suprema corte e caminhamos até uma fantástica galéria a céu aberto no atrium de um hotel cinco estrelas, MAAMILA, onde está em exposição esculturas de uma artisa israelense genial a Iehudit (judite), depois estendemos o passeio num inicio de noite ainda solar até o Gan Paamon, um outro parque onde se encontra uma réplica do sino do Congresso da Philadélphia e onde várias familias árabes se encontram com seus filhos para jantar ao ar livre nas mesas de pedra existentes bem como também familias judias religiosas brincando com suas crianças, difícil imaginar que esse país vive em estado de guerra, a vida aqui é mais normal que no Brasil, mais carinhosa e mais respeitosa.
O passeio se estende até o Moshavá Germanit um bairro construído por alemães no século XIX, cheio de jardins, bares, restaurantes e gente passeando por todos os lados. Jantamos um Sharmahua, após o jantar Daniel faz uma breicha (prece) de agradecimento pelo alimento e eu meio constrangido por não ser religioso me esforço para não embaraça-lo com meu olhar curioso.
Depois disso nos despedimos, pego o Dan 18 e volto para a Tahanat Merkazit de Jerusalém e mais uma vez tirar tudo de metal dos bolsos, abrir mochila e passar pelo detector de bombas e raio x, volto para Tel Aviv, lá cinquenta minutos depois a mesma coisa raio x, detector só que mais rápido e menos tenso o processo, Tel Aviv é o Rio de Janeiro do Oriente Médio.
Em pleno centro da cidade, o Parque da Independência, bom de caminhar, descansar nos ínumeros bancos e na grama verde, aqui mesmo no verão é fresco e seco bem diferente da planicie no litoral.
Voltando do parque em pleno centro, a polícia isola um quarteirão e retira os pedestres, nisso também são rápidos e organizados, soam os microfones avisando da evacuação e mesmo assim alguns insistem em se aproximar, paro do outro lado da rua e fico observando os policiais trabalharem com o robo anti-bombas mais cinco minutos e BUUUUUUUMMMMMMMM o robot explode a bomba, a polícia limpa a área e tudo volta ao normal, minha primeira emoção explosiva hehehehehe na verdade a segunda rsrsrs iesh echad meiuchad!
A tardinha me encontro com Daniel um amigo que trabalha na suprema corte e caminhamos até uma fantástica galéria a céu aberto no atrium de um hotel cinco estrelas, MAAMILA, onde está em exposição esculturas de uma artisa israelense genial a Iehudit (judite), depois estendemos o passeio num inicio de noite ainda solar até o Gan Paamon, um outro parque onde se encontra uma réplica do sino do Congresso da Philadélphia e onde várias familias árabes se encontram com seus filhos para jantar ao ar livre nas mesas de pedra existentes bem como também familias judias religiosas brincando com suas crianças, difícil imaginar que esse país vive em estado de guerra, a vida aqui é mais normal que no Brasil, mais carinhosa e mais respeitosa.
O passeio se estende até o Moshavá Germanit um bairro construído por alemães no século XIX, cheio de jardins, bares, restaurantes e gente passeando por todos os lados. Jantamos um Sharmahua, após o jantar Daniel faz uma breicha (prece) de agradecimento pelo alimento e eu meio constrangido por não ser religioso me esforço para não embaraça-lo com meu olhar curioso.
Depois disso nos despedimos, pego o Dan 18 e volto para a Tahanat Merkazit de Jerusalém e mais uma vez tirar tudo de metal dos bolsos, abrir mochila e passar pelo detector de bombas e raio x, volto para Tel Aviv, lá cinquenta minutos depois a mesma coisa raio x, detector só que mais rápido e menos tenso o processo, Tel Aviv é o Rio de Janeiro do Oriente Médio.
06 agosto, 2010
TEL AVIV
Tel Aviv não tem muito o que ver mas tem muito o que fazer. A cidade parece estar em decomposição, os prédios construidos as pressas para receber o imenso contingente de refugiados após a segunda guerra e independência fizeram da cidade um grande conjunto habitacional que se fosse conservado teria seu charme pois tudo é arquitetura BAUHAUS, mas eles não estão nem aí para as fachadas, lembra Brasília.
Mas a infraestrutura viária da cidade é moderna beirando a perfeição, transito organizado, disciplinado onde o pedestre tem vez, a praia é muito gostosa, a temperatura da água e a cor lembram as águas do nordeste do Brasil, mas as comparações morrem aí, aqui é tudo muito mais organizado, limpo e bem cuidado, tem lugar para tudo, setor onde os animais domésticos podem transitar, praia cercada com acesso limitado aos religiosos, homens num dia mulheres e crianças no outro, praia para pratica de esportes, praia de nudismo hetero e praia de nudismo gay.
Cafés, padarias, bares são o forte de Tel Aviv tudo funciona 24/7.
Aluguei um apartamento finalmente, em Holon ao sul de Tel Aviv, dois quartos, sala,cozinha,a/s em frente a um jardim super bonito cheio de esculturas e memoriais aos fundadores do país e o principal não é tão umido e quente como a area mais próxima do mar.
Ontem fui com o Eran ao cinema num shoppingcenter sensacional em Rishon LeTzion e me senti o rei da cocada preta, aqui todos passam por revista antes de entrar em locais públicos mas meu amigo Eran é policial e aí bastou mostrar a carteira para passarmos direto.
Hoje já é final de semana aqui e para todo o serviço de transporte público mover-se apenas de carro.
Viajando daqui a pouco, vamos para Jerusalém!
Mas a infraestrutura viária da cidade é moderna beirando a perfeição, transito organizado, disciplinado onde o pedestre tem vez, a praia é muito gostosa, a temperatura da água e a cor lembram as águas do nordeste do Brasil, mas as comparações morrem aí, aqui é tudo muito mais organizado, limpo e bem cuidado, tem lugar para tudo, setor onde os animais domésticos podem transitar, praia cercada com acesso limitado aos religiosos, homens num dia mulheres e crianças no outro, praia para pratica de esportes, praia de nudismo hetero e praia de nudismo gay.
Cafés, padarias, bares são o forte de Tel Aviv tudo funciona 24/7.
Aluguei um apartamento finalmente, em Holon ao sul de Tel Aviv, dois quartos, sala,cozinha,a/s em frente a um jardim super bonito cheio de esculturas e memoriais aos fundadores do país e o principal não é tão umido e quente como a area mais próxima do mar.
Ontem fui com o Eran ao cinema num shoppingcenter sensacional em Rishon LeTzion e me senti o rei da cocada preta, aqui todos passam por revista antes de entrar em locais públicos mas meu amigo Eran é policial e aí bastou mostrar a carteira para passarmos direto.
Hoje já é final de semana aqui e para todo o serviço de transporte público mover-se apenas de carro.
Viajando daqui a pouco, vamos para Jerusalém!
30 julho, 2010
29 julho, 2010
VIDA NOVA
Precisei sair do meu país para poder voltar a ter vida novamente, sentir que estou vivo apesar de tudo.
Tenho tido a oportunidade primeiro de rever migos muito caros que há muito tempo não via ou tinha notícias bem como também conhecer pessoas novas.
Ontem sai com meu amigo Eran, criminólogo da polícia de Tel Aviv, fomos tomar café da manhã num shopping aqui perto de casa, estou morando a duas quadras da praia, comi o pão mais delicioso que já provei na minha vida e para completar o garçon me deu um banho de café quente, passei em casa troquei de roupa e fomos passar o dia num Moshav proximo a Tel Aviv onde um churrasco me aguardava, à noite fomos jantar em Tel Aviv e depois um café no KAKAU na Rehov Rotschild. Amanhã praia em Tel Aviv.
Essa primeira semana é só de férias!
Hoje quinta-feira é o último dia útil da semana. Sexta e sábado é fds .
Tenho tido a oportunidade primeiro de rever migos muito caros que há muito tempo não via ou tinha notícias bem como também conhecer pessoas novas.
Ontem sai com meu amigo Eran, criminólogo da polícia de Tel Aviv, fomos tomar café da manhã num shopping aqui perto de casa, estou morando a duas quadras da praia, comi o pão mais delicioso que já provei na minha vida e para completar o garçon me deu um banho de café quente, passei em casa troquei de roupa e fomos passar o dia num Moshav proximo a Tel Aviv onde um churrasco me aguardava, à noite fomos jantar em Tel Aviv e depois um café no KAKAU na Rehov Rotschild. Amanhã praia em Tel Aviv.
Essa primeira semana é só de férias!
Hoje quinta-feira é o último dia útil da semana. Sexta e sábado é fds .
27 julho, 2010
Marrocos Amazônico
Amanhã fará duzentos anos da chegada dos primeiros judeus à Amazônia, essa imigração judaico-marroquina lá nos idos de 1810 marcou profundamente a componente humana da floresta, alí os judeus norte-africanos se miscigenaram com as indias e os caboclos da Amazônia criando mais uma peça desse magnifico mosaico colorido tão parecido com o Brasil, que é o povo de Israel atualmente. Eu estarei em Jerusalém de novo, afinal uma hora apenas separa -a de Tel Aviv, já que amanhã será aberta uma exposição fotográfica comemorativa desse evento na Grande Sinagoga de Jerusalém e como tenho afetivamente laços com a Sinagoga de Manaus, fui convidado pelo Centro Israelita do Amazonas, aqui representado pelo meu amigo de infância David Salgado, hoje morando em Modiin.
Jerusalém
Aqui o calor derrete miolo de gente e olha que eu sei o que é passar pelo verão do Rio de Janeiro, o calor daqui é diferente mas infernal também, precisamos de uma garrafinha de mineral sempre na mão.
Agora imaginem ter que se empacotar de terno e gravata para ir a um casamento em Jerusalém, podia ter ido de trem que é supermoderno, mas resolví ir de Egged e aí descobri onde o israelense deixa de fazer parte do primeiro mundo, é um desespero para ver quem entra primeiro, para garantir um lugar, e aí não tem lei de proteção de velhinho não, estes aqui são mais educados que os daí e ficam na fila esperando a vez sem reclamar ou então aqueles mais atrevidos furam mesmo e aí podem ter certeza começa a discussão na fila, bem consegui entrar no ônibus que evidentemente tem arcondicionado funcionando e como cheguei a Jerusalém inteiro não tinha bomba a bordo.
Uma auto-estrada moderna sem buracos, sem lombadas, nem mesmo as eletrônicas, mas camera com sensor de velocidade tem sim e muitos e engarrafamentos também.
A subida para as colinas da Judeia onde está Jerusalém, vai desfilando as pequenas florestas de pinheiros mediterrâneos e entre eles as carcaças de tanques e caminhões destruídos pelos arábes na guerra da independência em 48 e lá em cima no final da estrada Jerusalém ocupando uma sucessão de colinas de pedras calcárias surgindo de dentro da terra dando lugar a uma cidade encantada, de pedras brancas que amarelam conforme a cor do sol batendo nas paredes cobertas.
Descí na Tahanat ha Merkazit (rodoviária mesmo) subi as escadas rolantes depois de passar pelo raio x e pelo detector de metais e bombas, fui até uma padaria comer uma bureka com coca-cola ainda na rodoviária/shopping center, saio pego um monit e vou ao Hotel em Ar ha Tsofim (Mount Scopus) para o casamento, são seis da noite mas como é verão parece 3 da tarde e o calorzão de Tel Aviv sumiu, mesmo com sol a pino. Jerusalém é mais amável. Da cobertura do Hotel onde estava montada a Chupá (tenda do casamento) descortinava toda a cidade antiga com as muralhas já refletindo a cor dourada do por do sol.
Esse é um encanto que só Jerusalém proporciona!
Agora imaginem ter que se empacotar de terno e gravata para ir a um casamento em Jerusalém, podia ter ido de trem que é supermoderno, mas resolví ir de Egged e aí descobri onde o israelense deixa de fazer parte do primeiro mundo, é um desespero para ver quem entra primeiro, para garantir um lugar, e aí não tem lei de proteção de velhinho não, estes aqui são mais educados que os daí e ficam na fila esperando a vez sem reclamar ou então aqueles mais atrevidos furam mesmo e aí podem ter certeza começa a discussão na fila, bem consegui entrar no ônibus que evidentemente tem arcondicionado funcionando e como cheguei a Jerusalém inteiro não tinha bomba a bordo.
Uma auto-estrada moderna sem buracos, sem lombadas, nem mesmo as eletrônicas, mas camera com sensor de velocidade tem sim e muitos e engarrafamentos também.
A subida para as colinas da Judeia onde está Jerusalém, vai desfilando as pequenas florestas de pinheiros mediterrâneos e entre eles as carcaças de tanques e caminhões destruídos pelos arábes na guerra da independência em 48 e lá em cima no final da estrada Jerusalém ocupando uma sucessão de colinas de pedras calcárias surgindo de dentro da terra dando lugar a uma cidade encantada, de pedras brancas que amarelam conforme a cor do sol batendo nas paredes cobertas.
Descí na Tahanat ha Merkazit (rodoviária mesmo) subi as escadas rolantes depois de passar pelo raio x e pelo detector de metais e bombas, fui até uma padaria comer uma bureka com coca-cola ainda na rodoviária/shopping center, saio pego um monit e vou ao Hotel em Ar ha Tsofim (Mount Scopus) para o casamento, são seis da noite mas como é verão parece 3 da tarde e o calorzão de Tel Aviv sumiu, mesmo com sol a pino. Jerusalém é mais amável. Da cobertura do Hotel onde estava montada a Chupá (tenda do casamento) descortinava toda a cidade antiga com as muralhas já refletindo a cor dourada do por do sol.
Esse é um encanto que só Jerusalém proporciona!
24 julho, 2010
AINDA CANSADO
Verão no Mediterrâneo, águas cálidas como as do Atlântico central.
Fui a praia em Gash ao Norte de Tel Aviv, depois uma ida rápida a Netanya e Hertzlyya.
Terça-feira tem casamento para ir em Jerusalém.
Fui a praia em Gash ao Norte de Tel Aviv, depois uma ida rápida a Netanya e Hertzlyya.
Terça-feira tem casamento para ir em Jerusalém.
13 julho, 2010
AMANHÃ
O telefone toca/
O telefone chama/
O telefone grita.
Mas a chuva/
Emudece/
A voz que desfalece/
Sem coragem/
De ouvir os trovões.
As desculpas .../
Retalhadas já não provocam nada/
A carne navalhada não sangra/
A gangrena conquista celula a celula/
A carne que apodrece e/
Morre.
O telefone toca/
O telefone chama/
O telefone grita!
O telefone chama/
O telefone grita.
Mas a chuva/
Emudece/
A voz que desfalece/
Sem coragem/
De ouvir os trovões.
As desculpas .../
Retalhadas já não provocam nada/
A carne navalhada não sangra/
A gangrena conquista celula a celula/
A carne que apodrece e/
Morre.
O telefone toca/
O telefone chama/
O telefone grita!
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