13 agosto, 2010

CAMINHO DO NORTE

Haifa é uma excelente opção de moradia, a cidade oferece praias com sol abundante e menos quente que Tel Aviv e a cor do mar mais bonita, mas ela não se espraia próximo ao mar, alí se concentram as Tahanot autobus e raquevet, cinemas, shoppings, cemitério e um centro de tecnologia avançada com as grandes industrias mundiais do setor em prédios novos, modernos e bonitos além de alguns poucos hoteis de luxo, dalí também se tem uma vista das primeiras colinas que emolduram a planicie costeira, o porto e o centro antigo também na planicie costeira só que alguns quilometros adiante. Desço do trem na estação central bem pertinho da Sderot Ben Gurion de onde se vê o maravilhoso Jardim do Templo Baha'i, o centro é gracioso, construções antigas em pedra como as de Jerusalém denotando a presença árabe e drusa que é forte em Haifa (ambos grupos com cidadania israelenses, já que não é permitida mais a entrada de árabes não israelenses). A viagem de trem de Tel Aviv a Haifa foi de observação, não apenas da paisagem quase sempre urbana, é impressionante a ocupação urbana do território na parte central do país, não se percebe quando se sai e entra em outra cidade, 1 hora e vinte minutos me divertindo com o comportamento barulhento dos israelenses, todos eles tem algo em comum, adoram falar ao telefone e não se importam de falar ao mesmo tempo no mesmo local, resultado é um barulho infernal.
Com fome achei um restaurante árabe na Sderot Ben Gurion com vista para os jardins Baha'i, comi bem mas sobrou muita comida, aqui é caro mas compensa pois vem muita comida e se estiver acompanhado basta pedir um prato que nunca é um mas pelo menos cinco, comi um kebab com Tihina, salada de pepino cozido no Vinagre com azeitonas e tomates, salada crua de tomate,pepino,cebola, humus, pita e arroz árabe e uma tulipona de Tuborg que aqui custa os olhos da cara ( 12,00 reais) mas também vem quase 700ml e é forte dá prá ficar zonzo.
Depois de almoçar não tinha coragem para sair andando até os jardins e resolví ir de Egged 23 até o Carmel Merkaz na parte alta da cidade que é limpissima, organizada, bem sinalizada e moderna e o clima fresco nem parece que está a beira mar, mas para morar em Haifa precisa ter carro, os bairros se estendem por ínumeras montanhas, final da viagem, um shopping chamado Grand Canyon onde fui a uma farmacia comprar Kondomim e mais uma vez quando fui perguntar a uma atendente em hebraico onde estava a prateleira com os kondomim ela me disse sentia mais não falava russo eu rí e respondí em hebraico Giveret ani lo russit, ani brazilai v medaber iivrit az bevakashar tashuv lí!, descobrí que não há judeus russos apenas de cor branca mas também morenos e com face bem similar a minha. Bem depois de resolvida essa importante questão volto para o egged 23 que me deixa no Promenade dos jardins Baha'i, mas o acesso estava limitado infelizmente por causa de uma reforma no Domo do Templo mas deu para tirar algumas fotos com a ajuda de uma uruguaia que estava passeando alí também.
Já era final de tarde quando retorno a estação de trem para voltar a Tel Aviv no trem expresso e assim deixo Haifa e volto ao barulho dos celulares no trem e detalhe aqui é uma babel se fala tudo que é lingua, aproveitei para fazer barulho também e telefonei para o David em Modi in para combinar o Rosh ha Shaná e Yom Kippur agora no ínicio de setembro e aí falei meu portugues numa boa, com uma inglesa e uma russa ao meu lado tentando descobrir que lingua eu falava.

Nenhum comentário: