Anteontem resolvi fazer uma nova tattoo, coisa rápida não levou mais que 30 minutos, um tribal na batata da perna direita (Maori) e por isso estou a dois dias de castigo sem sair de casa e sem dormir direito para não machucar o local e nem pegar sol. E aqui sentado na sala vendo TV em hebraico presenciei uma das cenas mais insólitas e estranhas de toda a min ha vida.
Comecei a ouvir um canto lamurioso e oriental acompanhado de uma estranha guitarra, abro a janela e vejo um senhor de cavanhaque muito gordo tocando uma guitarra russa parecida com uma balalaika mas o canto era forte, marcante, belo e lamurioso. Deixei a janela,(na realidade um janelão que quase chega ao piso) aberta e assim pude observar o concerto. As pessoas chegavam enquanto o homem cantava e tocava sob as sombras das inúmeras arvores que compõem o Gan em frente da minha janela e muitas mulheres de tocas brancas e vestidos negros e repentinamente uma mesa estreita é colocada na praça cobrem-na com um tapete oriental e em seguida chega a moda hebraica mas em lençois coloridos o corpo do defunto que é posto sobre a mesa e alí na praça ao alcance dos meus olhos acompanho o funeral com cantos, com lamúrias, com comida e bebida. O que parecia ser uma musica oriental era na verdade Russo mas não do norte da Rússia mas de alguma região próxima do Cáucaso.
Perto final da cerimônia a viúva faz um discurso de despedida e todos seguem para a Sinagoga que fica ao lado da minha casa e em frente ao jardim, por um triz não filmei a cerimônia para postar no Blog mas aí considerei que não seria correto e não filmei. Mas foi forte, diferente, profundo e muito estranho para um judeu ocidental fazer um velório na praça em frente a Sinagoga aberto ao público passante ou curioso como eu.
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