09 agosto, 2010

IOM RISHON

Que cidade linda e mágica, não é a toa que tem mais de 4.000 anos de idade e todos a disputam, toda de pedra branca, calma, religiosa, intensa quase cosmopolita. Tudo extremamente pontual e organizado exceto entrar e sair de onibus. No centro da cidade, entre a Yafo street e a King George street passando pela Ben Yehuda, calçadões cheios de cafés e bares, as vezes fica a impressão de estar na Europa mas basta olhar um pouco - um metro - acima do chão para se ter a certeza de estar no oriente médio.
Em pleno centro da cidade, o Parque da Independência, bom de caminhar, descansar nos ínumeros bancos e na grama verde, aqui mesmo no verão é fresco e seco bem diferente da planicie no litoral.
Voltando do parque em pleno centro, a polícia isola um quarteirão e retira os pedestres, nisso também são rápidos e organizados, soam os microfones avisando da evacuação e mesmo assim alguns insistem em se aproximar, paro do outro lado da rua e fico observando os policiais trabalharem com o robo anti-bombas mais cinco minutos e BUUUUUUUMMMMMMMM o robot explode a bomba, a polícia limpa a área e tudo volta ao normal, minha primeira emoção explosiva hehehehehe na verdade a segunda rsrsrs iesh echad meiuchad!
A tardinha me encontro com Daniel um amigo que trabalha na suprema corte e caminhamos até uma fantástica galéria a céu aberto no atrium de um hotel cinco estrelas, MAAMILA, onde está em exposição esculturas de uma artisa israelense genial a Iehudit (judite), depois estendemos o passeio num inicio de noite ainda solar até o Gan Paamon, um outro parque onde se encontra uma réplica do sino do Congresso da Philadélphia e onde várias familias árabes se encontram com seus filhos para jantar ao ar livre nas mesas de pedra existentes  bem como também familias judias religiosas brincando com suas crianças, difícil imaginar que esse país vive em estado de guerra, a vida aqui é mais normal que no Brasil, mais carinhosa e mais respeitosa.
O passeio se estende até o Moshavá Germanit um bairro construído por alemães no século XIX, cheio de jardins, bares, restaurantes e gente passeando por todos os lados. Jantamos um Sharmahua, após o jantar Daniel faz uma breicha (prece) de agradecimento pelo alimento e eu meio constrangido por não ser religioso me esforço para não embaraça-lo com meu olhar curioso.
Depois disso nos despedimos, pego o Dan 18 e volto para a Tahanat Merkazit de Jerusalém e mais uma vez tirar tudo de metal dos bolsos, abrir mochila e passar pelo detector de bombas e raio x, volto para Tel Aviv, lá cinquenta minutos depois a mesma coisa raio x, detector só que mais rápido e menos tenso o processo, Tel Aviv é o Rio de Janeiro do Oriente Médio.

Um comentário:

José de Medeiros disse...

Duvido que em ION RISHON, às terça-feiras, tenha feijoada, carne de sol e um bom Malbec.