24 setembro, 2009

Calliandra

Durante tanto tempo/
Permití que fosses a razão do meu viver/
Tanto desperdício/
Quanta desrazão.

Amar e ser amado/
continuar amando/
Sozinho/
Largado ao desespero/
Em poço de destempero.

Despertar de pesadelo/
Aturdido e perdido/
Nos escombros da minha mente doente/
Sem saber o rumo/
E o prumo do novo seguir.

Até que/
Leve como uma pluma de Calliandra/
flutuo tranquilamente/
Livre de tí.

Um comentário:

KELLY disse...

Adorei o poéma obrigada pelo privilégio de te conhecer Flavio Hebron.