22 fevereiro, 2011

Ainda não terminou

Um pouco mais pra frente quando pudermos com os olhos da História perscrutar o que hoje acontece no Oriente Médio com muito mais segurança e clareza veremos que muitos desses comentários de analistas políticos (inclusive estes que aqui escrevo) que tão orgulhosamente apresentam suas verdades de momento como fatos consumados, mas basta um pouco de tempo para a História mostrar outras verdades, as vezes verdadeiras, mas outras apenas manipulações dos vencedores e aí nunca sabemos ao certo o que de fato acontece neste planeta pois que os fatos relevantes e motivadores da história nunca vem a tona.
A Tunisia explodiu para expelir um ditador ursupador da riqueza nacional do povo Tunisiano, depois veio o Egito onde os anseios e causas eram bem diferentes, exceto pelo desejo de expelir mais um ditador, mas o Egito não era a Tunisia, depois Bahrein e alí não é desejo de expelir ditador ou o rei como alí funciona, uma monarquia absolutista, no Bahrein é uma disputa entre Sunitas que detem o poder e shiitas a maioria da população e não estranhem se alí não tiver o dedo do Iran. Na Jordãnia as queixas são econômicas e um anseio de reforma política, mas sem tocar na figura dio Rei, que é a unica coisa de real da Jordânia, um país artificial criado pelos ingleses, ao fazer a primeira partilha do território da Palestina, alí moram 87 % de palestinos ( a propria rainha é Palestina) e 13% de Hachemitas ( o rei é Hachemita) que detem o poder na Jordânia. Alí uma rainha atuante, ocidental e parte do cenário político  Jordaniano não é bem vista pelos senhores tribais hachemitas e já sinalizaram ao Rei esse descontentamento. O Iemên tá mais parecido com a Tunisia, mas incerto o desfecho do cenário político já que o ditador vem suportando os ataques populares.
Mas chegamos na Libia e alí a situação é totalmente diversa de todas as outras rebeliões populares do mundo árabe. Na Líbia não me parece que há um levante popular isento de bastidoresn como aparentemente aconteceu no Egito, na Líbia não há luta por democracia ou outra coisa desse naipe, alí claramente vê-se uma disputa tribal violentissima. As massas representam esses interesses e o grave é que essa disputa parece ter uma clara consequência geografica, a divisão o país em Leste (aliados de Kadafi) e Oeste (base das tribos que se opõem ao govêrno), pelas últimas notícias publicadas nos jornais e telejornais o país se dividiu entre Bengazi e Tripoli, esperar para ver como vai terminar.
Mas ainda falta a Siria que segue caladinha....até quando?

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