06 fevereiro, 2011

CHUVA

As vezes em nossas vidas
Temos a oportunidade de viver
As loucuras de um amor,
De um único querer.

Pisando com a força do corpo
Marcando com pegadas
Areias grossas e
Umidas de tanta água salgada
A lamber a praia

É a vida!
As vezes  tão econômica
As vezes  malvada
Amor em abundância
É risco
Que amor louco porta
Mas quem suporta?
Insano de tanta loucura!

Espumas brancas esquecidas pelas ondas nervosas e voláteis
Dançando em frenesi sob a força dos elíseos
Incontroláveis
Como a saliva escorrida da boca de um epiléptico.

Isso dói!
Dor que leva tempo para ir embora
Que molha travesseiros a toda hora
com lágrimas salgadas
Que imprimem memórias indesejadas
Nos arquivos da alma
E  do karma.

O sol forte que marcava a pele dos andantes
Aliviada por gotas afiadas
Que caiam dos céus enegrecidos
Gotas geladas
Quase a perfurar as curtidas dermes
Da LINHA do Equador
Da VAGA LINHA do Equador.

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