A fiança evoluiu de uma compensação à parte lesada para uma forma de enrequecimento de autoridades judiciais e o castigo corporal e capital aplicados cada vez mais intensamente às classes servís. A aplicação do novo sistema era baseado em concepções meramente classistas e não de ordem moral, como tentavam fazer crer. A introdução das penas corporais não foi um processo repentino, mas gradual e intrinsicamente relacionada ao quadro social vigente.
As penas de morte, mutilações e torturas físicas tornaram-se rotineiras no século XVI. Os métodos de execução tornaram-se mais brutais, pois já não bastava matar, era necessário matar com o máximo de sofrimento. As execuções tornaram-se macabros espetáculos para onde afluiam as massas, que tinham nesses rituais a oportunidade de exercer o seu poder. Lutero dizia:
" A mera execução não era punição suficiente e que os legisladores deviam perseguir, golpear, estrangular, queimar e torturar as massas de qualquer maneira".
Lutero sacralizava a Tortura.
31 outubro, 2009
30 outubro, 2009
PUNIÇÃO E ECONOMIA
Diversos foram os sistemas penais ao longo da história humana e estes sempre estiveram diretamente relacionados a um modelo econômico predominante.
Na Idade média, no período conhecido por alta idade média, destacaram-se a indenização e a fiança, já os suplícios físicos e as penas capitais, na idade média baixa foram as modalidades punitivas hegemônicas.
No Feudalismo o Direito Penal era caracterizado pela ênfase na manutenção da ordem pública entre iguais em posses e posição social. Se alguém cometia uma transgressão das normas morais, da decência, da religião, ou matasse, ou injuriasse um vizinho, uma reunião de homens livres era organizada para julgar e condenar o acusado ao pagamento da WERGELD ou a expiação da culpa de maneira que a parte injuriada não se vingasse, seja pelo cometimento do crime de homicídio ou por outra ação qualquer que pudesse provocar a anarquia no tecido social. O crime neste período era visto como uma ação de guerra, logo a preservação da paz era a preocupação central do direito criminal feudal. Esse método de arbitragem visava impor uma fiança, cujos valores eram aplicados e variavam de acordo com o status social das partes conflitantes.
O crescente empobrecimento das classes servÍs ocorrido entre a alta e a baixa idade média, teve como consequência direta a incapacidade dos transgressores das classes subalternas de arcar com o pagamento das fianças arbitradas, com isso observou-se que o sistema penal baseado no pagamento de fianças restringiu-se progressivamente a uma pequena parcela da população além de uma crescente introdução de penas corporais supliciais e capitais , aplicadas àqueles incapacitados de pagar as fianças arbitradas.
Três forças atuaram contra o caráter privado do direito penal medieval: primeiro, o crescimento da função disciplinar do senhor feudal; segundo, a luta de reis e príncipes em fortalecer-se, trazendo para sí direitos jurisdicionais; e por último, vale destacar, o interesse fiscal, já que o direito penal provou ser uma ótima fonte de receitas. É nesse período que o direito penal sofre uma grande transformação, de mero árbitro entre interesses privados para uma posição decisiva do direito público.
Na Idade média, no período conhecido por alta idade média, destacaram-se a indenização e a fiança, já os suplícios físicos e as penas capitais, na idade média baixa foram as modalidades punitivas hegemônicas.
No Feudalismo o Direito Penal era caracterizado pela ênfase na manutenção da ordem pública entre iguais em posses e posição social. Se alguém cometia uma transgressão das normas morais, da decência, da religião, ou matasse, ou injuriasse um vizinho, uma reunião de homens livres era organizada para julgar e condenar o acusado ao pagamento da WERGELD ou a expiação da culpa de maneira que a parte injuriada não se vingasse, seja pelo cometimento do crime de homicídio ou por outra ação qualquer que pudesse provocar a anarquia no tecido social. O crime neste período era visto como uma ação de guerra, logo a preservação da paz era a preocupação central do direito criminal feudal. Esse método de arbitragem visava impor uma fiança, cujos valores eram aplicados e variavam de acordo com o status social das partes conflitantes.
O crescente empobrecimento das classes servÍs ocorrido entre a alta e a baixa idade média, teve como consequência direta a incapacidade dos transgressores das classes subalternas de arcar com o pagamento das fianças arbitradas, com isso observou-se que o sistema penal baseado no pagamento de fianças restringiu-se progressivamente a uma pequena parcela da população além de uma crescente introdução de penas corporais supliciais e capitais , aplicadas àqueles incapacitados de pagar as fianças arbitradas.
Três forças atuaram contra o caráter privado do direito penal medieval: primeiro, o crescimento da função disciplinar do senhor feudal; segundo, a luta de reis e príncipes em fortalecer-se, trazendo para sí direitos jurisdicionais; e por último, vale destacar, o interesse fiscal, já que o direito penal provou ser uma ótima fonte de receitas. É nesse período que o direito penal sofre uma grande transformação, de mero árbitro entre interesses privados para uma posição decisiva do direito público.
28 outubro, 2009
RIO 37,5°
Numa tarde de chuva/
O Rio de Janeiro lava/
Suas ruas/
Suas calçadas/
Suas almas.
Em pé, vendo-a cair/
Te aguardo/
Com fome/
Com medo/
Da torrente que desaba sobre minha vida/
Da tormenta que não cessa de me bater.
Teu toque/
Não mais imaginário/
Não me dá tempo/
De saber sentir/
Minha desconfiança é grande/
Meu alerta em prontidão/
Diz/
Cuidado!
Teus olhos cheios de lágrimas/
Me escondem tua vida/
Tua febre me diz a verdade/
Tua taquicardia me anuncia/
Colada no meu peito/
O amor/
Que a tua tresloucada vida/
Não consegue abater/
Do teu corpo/
Da tua lingua/
Do teu cheiro/
Do teu amor/
Que não consigo esquecer.
O Rio de Janeiro lava/
Suas ruas/
Suas calçadas/
Suas almas.
Em pé, vendo-a cair/
Te aguardo/
Com fome/
Com medo/
Da torrente que desaba sobre minha vida/
Da tormenta que não cessa de me bater.
Teu toque/
Não mais imaginário/
Não me dá tempo/
De saber sentir/
Minha desconfiança é grande/
Meu alerta em prontidão/
Diz/
Cuidado!
Teus olhos cheios de lágrimas/
Me escondem tua vida/
Tua febre me diz a verdade/
Tua taquicardia me anuncia/
Colada no meu peito/
O amor/
Que a tua tresloucada vida/
Não consegue abater/
Do teu corpo/
Da tua lingua/
Do teu cheiro/
Do teu amor/
Que não consigo esquecer.
DISTRITO 9
O primeiro filme de ficção científica onde fica claro o papel da vilania humana, ao contrário dos filmes hollywoodianos que exploram sempre a possibilidade de sermos invadidos, do perigo de fora, da possibilidade de sermos escravizados e colonizados, esse filme sul-africano prima por mostrar que nós somos os monstros e que os de fora também podem sê-lo. Mas o filme vai além, se voce tiver uma visão mais aguçada vai ver no filme uma verdadeira teia de costruções conceituais de ordem puramente filosófica.
Como nós humanos temos a dificuldade de nos vermos tal qual somos, exceto quando nos deitamos nos divãs terapeuticos para descobrir os nossos mistérios inconscientes ou quando temos um diferente para imputar nossos próprios defeitos, o filme trabalha isso na perfeição os ETs do filme são nossos espelhos.
Vale a pena ver!!!!
Como nós humanos temos a dificuldade de nos vermos tal qual somos, exceto quando nos deitamos nos divãs terapeuticos para descobrir os nossos mistérios inconscientes ou quando temos um diferente para imputar nossos próprios defeitos, o filme trabalha isso na perfeição os ETs do filme são nossos espelhos.
Vale a pena ver!!!!
O anticristo
Essa noite passada fui assistir por recomendação do Mario, um dos filmes mais pesados que assistí recentemente. Não sei ainda dizer se o filme é ruim ou bom, em alguns momentos tive vontade de sair da sala em outros me prendeu a cadeira, resultado fiquei até os créditos.
Um filme de suspense? Não creio, de Terror? Não se encaixa. Mas o roteirista e o diretor fizeram um trabalho de pesquisa histórica muito interessante, sobre feminicídio e a inquisição contra as mulheres nos Estados Unidos, só que a vilã da história era a bruxa e não o personagem masculino e protagonista do filme.
Um filme de suspense? Não creio, de Terror? Não se encaixa. Mas o roteirista e o diretor fizeram um trabalho de pesquisa histórica muito interessante, sobre feminicídio e a inquisição contra as mulheres nos Estados Unidos, só que a vilã da história era a bruxa e não o personagem masculino e protagonista do filme.
05 outubro, 2009
Turistando....
Saimos de Natal pela BR 406 em direção a Macau (noroeste do Rio Grande do Norte) em estrada asfaltada e para os padrões do Nordeste bastante razoável, voce vai cruzar com muitos caminhões tanques da Petrobrás pois essa região é produtora tanto em terra quanto no mar de petróleo e em Gramoré município limítrofe a Macau, tem um pólo indutrial petroquímico da PETROBRÁS, Em Gramoré saimos da BR e passamos a utilizar uma estrada estadual também asfaltada chamada de Estrada do Oléo, a essa altura já estavamos em pleno sertão e o verde cada vez mais escasso, é bom frisar que o eco-sistema da caatinga é fantástico, basta uma pequena chuva e tudo fica verde novamente. São quilometros e mais quilometros onde a presença dos cavalos mecânicos extratores de petróleo se juntam a paisagem seca e pedregosa dessa região.
Na cidade de Alto do Rodrigues atravessamos o Rio Assú em caminhos muito precários e de terra em pontes mais improvisadas ainda que pareciam mais diques do que pontes, o rio não é profundo nessa parte pois é represado há alguns quilometros rio abaixo próximo à cidade do Assú. Seguimos para a outra margem em outra rodovia mais precária mas também asfaltada até Porto do Rio já na Foz do Rio Assú, o lugar é sem graça mas a paisagem do Rio desembocando no mar é fantástica.
Daí em diante fomos em estrada de terra e areia beirando a praia, a praia mesmo!!!!!
Em alguns trechos dava medo de ficar atolado e não ter como sair dalí, é um deserto,- de gente e de areia-, mas conseguimos passar a faixa mais critica e seguimos pela estrada de piçarro vendo as esquerda as dunas cor de rosas e branca das Dunas do Rosado, um mini deserto belíssimo onde foi filmado o filme Maria... do padre Marcelo e a direita o marzão azul cheio de torres de petróleo no horizonte maritimo e aí chegamos ao vilarejo de pescadores da Praia da Ponta do Mel que já contava a época com uma pousada muito simpática localizada em uma fazenda a beira mar, de onde do alto deslumbravamos uma paisagem belissima de dunas pintadas por ilhas de coqueiros formando verdadeiros Oásis e o mar.
Eu, se estivesse sozinho teria batido em uma das portas daquelas casas de pescadores e pediria que me preparassem um bom e suculento prato de peixe a moda da praia, mas minha companhia infelismente não se dava a esses arroubos de praticidade que nos levam a descobertas muito interessantes, e como as choupanas de palha na praia que funcionam como bares só tinham cerveja resolvemos voltar à Ponta do Mel para comer algo, sem deixar de tomar uma cerveja estupidamente gelada evidentemente. A energia elétrica já chegou em todos os rincões do litoral potiguar. Isso foi há três anos atrás, hoje um conhecido me informou que embora ainda sem grande especulação imóbiliária as estradas de acesso a essas praias estão todas asfaltadas.
Um detalhe que ia esquecendo quando chegamos pela estrada que beira a praia em Ponta do Mel tem uma falésia muito bonita, avermelhada e no alto dela um farol de listras negras e brancas da marinha brasileira, o local me fez lembrar a Mesa da Cidade do Cabo na Africa do Sul. Quem puder vá conhecer essa região antes que os especuladores cheguem e transformem em mais uma favela a beira mar.
04 outubro, 2009
Minha pia entupida
Da minha janela/
Vejo o céu/
Céu negro/
Cem estrelas/
Nele, suspensa/
Está a Lua/
Grande/
Amarela/
Bela/
E nela, sorrindo pra mim/
Tua imagem/
Minha vida.
Vejo o céu/
Céu negro/
Cem estrelas/
Nele, suspensa/
Está a Lua/
Grande/
Amarela/
Bela/
E nela, sorrindo pra mim/
Tua imagem/
Minha vida.
Santo Ofício
Das vezes que parei/
Olhei para trás/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.
Em todos os recantos/
E todas as geografias/
É tudo sempre igual.
Os suores da meia noite/
Não resistem ao meio dia/
Deles apenas as doces lembranças/
De uma meia noite.
Apolo, Atena/
Um dia realidade/
Hoje mitologia.
Pecados nefandos/
De uma noite bebada/
Repletos de sussurros insanos/
Fantasias porcas/
Quimeras obscenas/
Expelidas da cama/
Ao raiar do dia.
Das vezes que fodí/
Olhei ao lado/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.
Olhei para trás/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.
Em todos os recantos/
E todas as geografias/
É tudo sempre igual.
Os suores da meia noite/
Não resistem ao meio dia/
Deles apenas as doces lembranças/
De uma meia noite.
Apolo, Atena/
Um dia realidade/
Hoje mitologia.
Pecados nefandos/
De uma noite bebada/
Repletos de sussurros insanos/
Fantasias porcas/
Quimeras obscenas/
Expelidas da cama/
Ao raiar do dia.
Das vezes que fodí/
Olhei ao lado/
Ví mundo bonito/
Ví mundo perdido.
Black Out
De bar em bar/
De noite amados/
De dia abandonados/
Nas noites suadas/
Ouvem-se gemidos e gritos/
De dor e de prazer.
Risos risonhos/
De alegrias e histérias/
Em quartos sombrios/
Mal iluminados.
Ouço pedido de carinho/
Baixinho no meu ouvido/
Daquelas mãos quentes e Macias/
Explodindo em meu peito/
Pedindo por amor/
Difícil de recusar.
De noite amados/
De dia abandonados/
Nas noites suadas/
Ouvem-se gemidos e gritos/
De dor e de prazer.
Risos risonhos/
De alegrias e histérias/
Em quartos sombrios/
Mal iluminados.
Ouço pedido de carinho/
Baixinho no meu ouvido/
Daquelas mãos quentes e Macias/
Explodindo em meu peito/
Pedindo por amor/
Difícil de recusar.
03 outubro, 2009
Viagem
Dia 7 de outubro volto mais uma vez ao Rio de Janeiro, minha cidade do coração e da alma, não fosse o calor senegalesco que faz nos meses de dezembro à março e maltrata a vida de peludos que nem eu, o Rio seria em tudo o paraíso na Terra.
Sigo para agendar com algumas professoras da Uerj e da Ufrj a análise de projeto do meu doutorado em História Antiga, "O Fundamentalismo Judaíco durante a Monarquia Hasmoneia e o ínicio da derrocada do Estado Judaico na Antiguidade".Devo permanecer na cidade até o dia 04 de novembro.
Dezembro passarei uns dias Entre Portugal (Lisboa e Ovar) e na França (Bretanha e no Sudoeste) para finalmente retornar definitivamente ao Rio no começo de janeiro de 2010 para curtir a festa de aniversário do meu amigo Sergio e também correr atrás de apartamento para me instalar.
VIDA NOVA sem os fantasmas do passado!!!
Sigo para agendar com algumas professoras da Uerj e da Ufrj a análise de projeto do meu doutorado em História Antiga, "O Fundamentalismo Judaíco durante a Monarquia Hasmoneia e o ínicio da derrocada do Estado Judaico na Antiguidade".Devo permanecer na cidade até o dia 04 de novembro.
Dezembro passarei uns dias Entre Portugal (Lisboa e Ovar) e na França (Bretanha e no Sudoeste) para finalmente retornar definitivamente ao Rio no começo de janeiro de 2010 para curtir a festa de aniversário do meu amigo Sergio e também correr atrás de apartamento para me instalar.
VIDA NOVA sem os fantasmas do passado!!!
02 outubro, 2009
Vozes do Irã - Uma Orquestração Trash
O planeta vem acompanhando atonitamente os movimentos iranianos nesse tresloucado teatro em busca do domínio da tecnologia nuclear com claros fins militares.
A história se repete e o que fazemos para não cometer os mesmos erros? Essa é uma pergunta que me faço diariamente quando vejo, leio e observo o mundo se repetindo em flashback com diferentes personagens e em paisagens diversas.
Penso! E como não possuo mecanismos próprios para alterar absolutamente nada nesse grande teatro, e como apenas suspeito de como essas peças são encenadas, fico cada vez mais atônito com a loucura que esses pretensos lideres da humanidade desenvolvem pelos quatro cantos do planeta.
Vejamos o caso dos Iranianos:
Entendo que toda nação tenha o direito de possuir e desenvolver tecnologias que tragam bem estar a seus cidadãos, mas o que fazer quando nos deparamos com uma nação que claramente sinaliza ao planeta seu desejo de fazer dessa tecnologia (nuclear) apenas o uso militar para a fabricação de artefatos nucleares.
O Irã, localizado no Oriente Médio, embora não seja um país arábe é mulçumano e desde a revolução que depôs o Xá e a monarquia tornou-se uma República Teocrática, arquiinimiga de Israel a quem diuturnamente lançam impropérios como a destruição total do Estado de Israel, afirmação de que o Holocausto é um mito criado pelo ocidente e pelos sionistas para garantir a fundação do estado judeu etc., financiam e exportam sua revolução seja para o Líbano onde finaciam o Hisballah, e em Gaza o Hamas. A bomba nas mãos dos aiatolás só Allá sabe no que isso vai terminar. Enfim o que o mundo pode fazer para impedi-los?
Em Israel os analistas políticos e militares consideram o ano de 2010 como limite para solucionar a questão. Os israelenses vem apostando nas iniciativas diplomáticas do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, cuja reunião com os iranianos está marcada para hoje dia 1/10/2009. Segundo fontes israelenses os iranianos já teriam hoje uranio enriquecido suficiente para fabricar três bombas atômicas.
Os iranianos vem todos esses anos recusando-se a negociar seu programa nuclear, que aos olhos do mais ingênuo observador há claramente um objetivo militar, pois como explicar que um país que tem a segunda maior reserva de gás do planeta e é um dos maiores produtores de petróleo,- mas que entretanto precisa importar 40% da gasolina consumida no país-, tenha necessidade de produzir energia nuclear para fins civis.
Em declaração a revista alemã DER SPIEGEL o diretor do organismo iraniano de energia nuclear afirmou o seguinte: " Estamos resignados ao pior, mas não nos dobraremos".
A sensação em Israel por ora é de que foram abandonados pelo mundo à própria sorte, falhando a diplomacia restará apenas a Israel a via militar para defender seu território e sua população .
Em entrevista ao Jerusalem Post no dia 18 de setembro, o General comandante da força aérea de Israel, Gen. Ido Nehushtan declarou que Israel precisa desenvolver todos os esforços para evitar que o Irã adquira os misseis S-300 da Rússia, esses mísseis são o que há de mais avançado na atualidade, possuem longo alcance, podem atingir simultaneamente mais de cem alvos, possuem alcance de 200km e atingem alvos até altura de 90.000 pés, ou seja uma fantástica barreira de defesa anti-aérea.
A Rússia de fato já havia negociado a venda desses mísseis aos iranianos e agora seria a data aprazada para o seu fornecimento o que Israel considera inaceitável, pois invibializaria ou dificultaria qualquer missão de ataque as centrais nucleares iranianas, daí a forte iniciativa diplomática israelense junto aos russos com as visitas do presidente Shimon Peres a Moscou e em seguida a do Primeiro-ministro Benyamin Netaniahu que deveria ser secreta, mas que foi propositadamente vazada pelo serviço secreto israelense, isso logo após o episódio com o navio mercante russo "Mar Artico", sequestrado no mar Báltico e localizado dias depois na costa africana, suspeita-se que tenha sido sequestrado pelo Mossad para interceptar a carga de misseis S-300 que se dirigiam para Teeran, fato negado pelos russos e evidentemente pelos israelenses.
O General Ido Nehushtan declarou ainda que Israel tem todo o direito de autodefender-se e que o papel da Força Aérea de Israel é o de defender o Estado de Israel e seu povo e que isso sabem fazer muito bem, mas que ficariam felizes se os esforços internacionais obtiverem exito e sucesso.
A história se repete e o que fazemos para não cometer os mesmos erros? Essa é uma pergunta que me faço diariamente quando vejo, leio e observo o mundo se repetindo em flashback com diferentes personagens e em paisagens diversas.
Penso! E como não possuo mecanismos próprios para alterar absolutamente nada nesse grande teatro, e como apenas suspeito de como essas peças são encenadas, fico cada vez mais atônito com a loucura que esses pretensos lideres da humanidade desenvolvem pelos quatro cantos do planeta.
Vejamos o caso dos Iranianos:
Entendo que toda nação tenha o direito de possuir e desenvolver tecnologias que tragam bem estar a seus cidadãos, mas o que fazer quando nos deparamos com uma nação que claramente sinaliza ao planeta seu desejo de fazer dessa tecnologia (nuclear) apenas o uso militar para a fabricação de artefatos nucleares.
O Irã, localizado no Oriente Médio, embora não seja um país arábe é mulçumano e desde a revolução que depôs o Xá e a monarquia tornou-se uma República Teocrática, arquiinimiga de Israel a quem diuturnamente lançam impropérios como a destruição total do Estado de Israel, afirmação de que o Holocausto é um mito criado pelo ocidente e pelos sionistas para garantir a fundação do estado judeu etc., financiam e exportam sua revolução seja para o Líbano onde finaciam o Hisballah, e em Gaza o Hamas. A bomba nas mãos dos aiatolás só Allá sabe no que isso vai terminar. Enfim o que o mundo pode fazer para impedi-los?
Em Israel os analistas políticos e militares consideram o ano de 2010 como limite para solucionar a questão. Os israelenses vem apostando nas iniciativas diplomáticas do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, cuja reunião com os iranianos está marcada para hoje dia 1/10/2009. Segundo fontes israelenses os iranianos já teriam hoje uranio enriquecido suficiente para fabricar três bombas atômicas.
Em declaração a revista alemã DER SPIEGEL o diretor do organismo iraniano de energia nuclear afirmou o seguinte: " Estamos resignados ao pior, mas não nos dobraremos".
A sensação em Israel por ora é de que foram abandonados pelo mundo à própria sorte, falhando a diplomacia restará apenas a Israel a via militar para defender seu território e sua população .
Em entrevista ao Jerusalem Post no dia 18 de setembro, o General comandante da força aérea de Israel, Gen. Ido Nehushtan declarou que Israel precisa desenvolver todos os esforços para evitar que o Irã adquira os misseis S-300 da Rússia, esses mísseis são o que há de mais avançado na atualidade, possuem longo alcance, podem atingir simultaneamente mais de cem alvos, possuem alcance de 200km e atingem alvos até altura de 90.000 pés, ou seja uma fantástica barreira de defesa anti-aérea.
A Rússia de fato já havia negociado a venda desses mísseis aos iranianos e agora seria a data aprazada para o seu fornecimento o que Israel considera inaceitável, pois invibializaria ou dificultaria qualquer missão de ataque as centrais nucleares iranianas, daí a forte iniciativa diplomática israelense junto aos russos com as visitas do presidente Shimon Peres a Moscou e em seguida a do Primeiro-ministro Benyamin Netaniahu que deveria ser secreta, mas que foi propositadamente vazada pelo serviço secreto israelense, isso logo após o episódio com o navio mercante russo "Mar Artico", sequestrado no mar Báltico e localizado dias depois na costa africana, suspeita-se que tenha sido sequestrado pelo Mossad para interceptar a carga de misseis S-300 que se dirigiam para Teeran, fato negado pelos russos e evidentemente pelos israelenses.
O General Ido Nehushtan declarou ainda que Israel tem todo o direito de autodefender-se e que o papel da Força Aérea de Israel é o de defender o Estado de Israel e seu povo e que isso sabem fazer muito bem, mas que ficariam felizes se os esforços internacionais obtiverem exito e sucesso.
28 setembro, 2009
LIBERTAE PLENA
A mais antiga, a mais organizada, a mais competente, a mais bem estratificada, a mais efizaz organização criminosa a dirigir o planeta, alguém ousa dizer qual é?
Eles conseguem interferir na vida cotidiana de todos os bilhões de seres humanos e de todo o eco-sistema planetário impondo suas criminosas decisões, sempre claro voltadas para seus interesses personalísticos.
Controlam a produção de tudo que existe, controlam a fome, controlam a miséria, a educação, a guerra, a saúde, a riqueza, a paz, enfim controlam tudo.
Criaram e aperfeiçoaram instituições de controle total por todo o planeta, que aprisionam a espécie humana num cativeiro invisível, já que somos todos treinados para perceber e reproduzir apenas aquilo que interessa a esses criminosos, Reproduz-se em escala o humana o modelo do formigueiro.
Que organização é essa que a milhares de anos domina o planeta e a espécie humana? E porque nós dominados não conseguimos livrar-nos desses fascínoras, sem corrermos o risco de vir apenas substituí-los mantendo intactas essas organizações?
Como interferir no paradigma de treinamento humano? Que permitisse a criação de um novo modelo de vida para homo sapiens sapiens.
Atualmente a organização é composta por 196 membros dos quais apenas alguns poucos fazem parte do comitê central.
Eles conseguem interferir na vida cotidiana de todos os bilhões de seres humanos e de todo o eco-sistema planetário impondo suas criminosas decisões, sempre claro voltadas para seus interesses personalísticos.
Controlam a produção de tudo que existe, controlam a fome, controlam a miséria, a educação, a guerra, a saúde, a riqueza, a paz, enfim controlam tudo.
Criaram e aperfeiçoaram instituições de controle total por todo o planeta, que aprisionam a espécie humana num cativeiro invisível, já que somos todos treinados para perceber e reproduzir apenas aquilo que interessa a esses criminosos, Reproduz-se em escala o humana o modelo do formigueiro.
Que organização é essa que a milhares de anos domina o planeta e a espécie humana? E porque nós dominados não conseguimos livrar-nos desses fascínoras, sem corrermos o risco de vir apenas substituí-los mantendo intactas essas organizações?
Como interferir no paradigma de treinamento humano? Que permitisse a criação de um novo modelo de vida para homo sapiens sapiens.
Atualmente a organização é composta por 196 membros dos quais apenas alguns poucos fazem parte do comitê central.
27 setembro, 2009
24 setembro, 2009
Fronteiras
Ao Norte, O SEMPRE/
Ao Sul, O NUNCA MAIS/
A Leste, OS DESEJOS e/
A OESTE, AS LEMBRANÇAS.
Quando a paixão chega/
O mundo oblitera-se/
Estamos presos/
Às grades do amor/
Grades que filtram luzes e paisagens/
Onde existem apenas/
Desejos entorpecedores/
Que sussurram nos ouvidos/
Da razão/
Te quero, te quero/
Eternamente.
Mas o tempo inclemente/
Chega lentamente/
Imperceptivel às mentes dos/
Entorpecidos amantes/
E segundo a segundo/
Vai consumindo as juras/
De amor eterno.
A Paixão agoniza/
O amor encolhe/
E se recolhe/
Afogado em Lembranças/
De uma eternidade fugaz.
Ao Sul, O NUNCA MAIS/
A Leste, OS DESEJOS e/
A OESTE, AS LEMBRANÇAS.
Quando a paixão chega/
O mundo oblitera-se/
Estamos presos/
Às grades do amor/
Grades que filtram luzes e paisagens/
Onde existem apenas/
Desejos entorpecedores/
Que sussurram nos ouvidos/
Da razão/
Te quero, te quero/
Eternamente.
Mas o tempo inclemente/
Chega lentamente/
Imperceptivel às mentes dos/
Entorpecidos amantes/
E segundo a segundo/
Vai consumindo as juras/
De amor eterno.
A Paixão agoniza/
O amor encolhe/
E se recolhe/
Afogado em Lembranças/
De uma eternidade fugaz.
Calliandra
Durante tanto tempo/
Permití que fosses a razão do meu viver/
Tanto desperdício/
Quanta desrazão.
Amar e ser amado/
continuar amando/
Sozinho/
Largado ao desespero/
Em poço de destempero.
Despertar de pesadelo/
Aturdido e perdido/
Nos escombros da minha mente doente/
Sem saber o rumo/
E o prumo do novo seguir.
Até que/
Leve como uma pluma de Calliandra/
flutuo tranquilamente/
Livre de tí.
Permití que fosses a razão do meu viver/
Tanto desperdício/
Quanta desrazão.
Amar e ser amado/
continuar amando/
Sozinho/
Largado ao desespero/
Em poço de destempero.
Despertar de pesadelo/
Aturdido e perdido/
Nos escombros da minha mente doente/
Sem saber o rumo/
E o prumo do novo seguir.
Até que/
Leve como uma pluma de Calliandra/
flutuo tranquilamente/
Livre de tí.
Samba no Caribe
Voces já ouviram falar em Honduras? Certamente que sim, é o país daquele defenestrado de bigode que usa um chapeuzão de cowboy à la John Wayne, uma mistura de Sarney caribenho que se projeta como o Hugo Chavez da America sem Centro.
Voces certamente dirão, pô esses comentários são puro preconceito! e é verdade são sim, como não ser diante de uma Opereta de quinta categoria, a qual o governo do Ilustrissimo LULA permitiu-se uma vaguinha.
O cara, o BUFÃO de chapéu, que era de direita (deve continuar a ser, afinal ninguém muda tão rápido exceto se a cantada vier em petrodoláres da Venezuela), tenta armar um golpe ao tentar modificar a Constituição do país ( que proíbe reeleição, vedada por claúsula pétrea, isso claro é que dizem os comentaristas das tvs afinal eu nunca lí a Constituição de lá) , só que antes de o cara dar o golpe ele foi golpeado, a direita que mostra a cara e não esconde os cabelos foi mais rápida ( o tal do Micheletti nem cabelo tem rsrsrsrs). O novo ato, este récem acabado em Caracas, escondeu o cara num porta malas de um transporte alternativo (deve ter sido um dos legalizados recentemente pelo Sergio Cabral prá não dar na vista dos hermanitos) e desovou-o na Embaixada do Brasil na capital TESEGURAGALPA.
O ASPONE do Lula, Marcos alguma coisa, esse que diz entender de política externa e que briga com o Amorim pra ver quem manda mais na despolítica externa do Brasil, sentado na Primeira fila do teatro quase sobe ao palco depois de um levantino orgasmo bolivariano, na fileira atrás o Amorim segura o homem com carreteis das linhas Correntes ( ao menos eles sabem fazer propaganda).
Deu Samba no Caribe, esse é mais um produto de exportação da terceira maior IMpotência do planeta 51-UMA BOA IDÉIA!!!!
Pra quem gosta de Salsa e Rumba uma Opereta imperdível.
EM TEMPO: O últim o ato ainda não foi escrito.
Voces certamente dirão, pô esses comentários são puro preconceito! e é verdade são sim, como não ser diante de uma Opereta de quinta categoria, a qual o governo do Ilustrissimo LULA permitiu-se uma vaguinha.
O cara, o BUFÃO de chapéu, que era de direita (deve continuar a ser, afinal ninguém muda tão rápido exceto se a cantada vier em petrodoláres da Venezuela), tenta armar um golpe ao tentar modificar a Constituição do país ( que proíbe reeleição, vedada por claúsula pétrea, isso claro é que dizem os comentaristas das tvs afinal eu nunca lí a Constituição de lá) , só que antes de o cara dar o golpe ele foi golpeado, a direita que mostra a cara e não esconde os cabelos foi mais rápida ( o tal do Micheletti nem cabelo tem rsrsrsrs). O novo ato, este récem acabado em Caracas, escondeu o cara num porta malas de um transporte alternativo (deve ter sido um dos legalizados recentemente pelo Sergio Cabral prá não dar na vista dos hermanitos) e desovou-o na Embaixada do Brasil na capital TESEGURAGALPA.
O ASPONE do Lula, Marcos alguma coisa, esse que diz entender de política externa e que briga com o Amorim pra ver quem manda mais na despolítica externa do Brasil, sentado na Primeira fila do teatro quase sobe ao palco depois de um levantino orgasmo bolivariano, na fileira atrás o Amorim segura o homem com carreteis das linhas Correntes ( ao menos eles sabem fazer propaganda).
Deu Samba no Caribe, esse é mais um produto de exportação da terceira maior IMpotência do planeta 51-UMA BOA IDÉIA!!!!
Pra quem gosta de Salsa e Rumba uma Opereta imperdível.
EM TEMPO: O últim o ato ainda não foi escrito.
21 setembro, 2009
Flipa - Festival Literarário da Pipa
Nesta quinta-feira vindoura será aberta a FLIPA, o I Festival Literário da Pipa, que acompanha o movimento nacional em torno desse tipo de evento iniciado em Paraty no Rio de Janeiro, hoje um marco no calendário literário internacional, oxalá! a Pipa consiga esse feito ao menos em escala nacional, as Letras agradecem.
É verdade que o evento surge muito mais com a intenção de incentivar o turismo na Praia da Pipa em período de baixa estação do que promover a Literatura, mas convenhamos isso acaba acontecendo, o que é fantástico!
Embora não se tenha elegido um tema principal ou um personagem da literatura nacional como foco de discussão, estarão presentes no evento Danuza Leão, Marina Colasanti,, Heloísa Buarque e Lilian Rodrigues presentes também estarão alguns nomes potiguares Marize de Castro, Diva Cunha, Josimey Costa e Gilmara Benevides. Virão também Ronaldo Correia de Brito, Daniel Piza, Raimundo Carrero, Sanderson Negreiros, Nei Leandro de Castro, Geraldo Queirós, Humberto Hermenegildo, Dorian Gray Caldas, Moacyr Cirne, Tácito Costa, Patrício Júniur, Carlos de Souza e Isaac Ribeiro os dez ultimos citados autores potiguares.
Esse final de semana prolongado promete algo muito bom, certamente estarei na Pipa.
É verdade que o evento surge muito mais com a intenção de incentivar o turismo na Praia da Pipa em período de baixa estação do que promover a Literatura, mas convenhamos isso acaba acontecendo, o que é fantástico!
Embora não se tenha elegido um tema principal ou um personagem da literatura nacional como foco de discussão, estarão presentes no evento Danuza Leão, Marina Colasanti,, Heloísa Buarque e Lilian Rodrigues presentes também estarão alguns nomes potiguares Marize de Castro, Diva Cunha, Josimey Costa e Gilmara Benevides. Virão também Ronaldo Correia de Brito, Daniel Piza, Raimundo Carrero, Sanderson Negreiros, Nei Leandro de Castro, Geraldo Queirós, Humberto Hermenegildo, Dorian Gray Caldas, Moacyr Cirne, Tácito Costa, Patrício Júniur, Carlos de Souza e Isaac Ribeiro os dez ultimos citados autores potiguares.
Esse final de semana prolongado promete algo muito bom, certamente estarei na Pipa.
Livros que eu recomendo!
***** excelente
**** muito bom
*** bom
**regular
* não gostei
1-Biografia de Golda Meir, Elinor Burkett; ***
2-Neve, Orhan Pamuk; ****
3-Bilhões e Bilhões, Carl Sagan;***
4-A História dos Judeus, Paul Johnson (relendo);*****
5-O Último dos Justos, André-Schwartz-Bart; ***
6-O Escravo de Isaac, Bashevis Singer; (meu livro preferido)*****
7-A Família Moskat também de Isaac Bashevis Singer ****
8-Nunca lhe Prometí um Jardim de Rosas, Hannah Green; ****
9-Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes; ***
10-Porta do Sol, Elias Khoury; ****
11- Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares; ****
12-Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt; ****
13-Los Amores Dificiles, Italo Calvino; ***
14-Uma História dos Povos Arábes, Albert Hourani; ****
15-Shosha, Isaac Bashevis Singer; ***
16-Formação do Império Americano, Luis Alberto M. Bandeira; *****
17-Crônica de uma Guerra Secreta, Nazismo na América: A |Conexão Argentina,
Sergio Correia da Costa; ***
18-O Homem Revoltado, Albert Camus; ***
19-Malleus Malleficarum - O Martelo das Feiticeiras, Heinrich Kamer e James Sprenger; **
20-Os Indesejáveis, Lená Medeiros de Menezes; ***
21-Ver: Amor, David Grossman; *
22-Anatomia do Genocídio- Uma Psicologia da Agressão Humana, Israel W. Charny; ***
23-O Pensamento arábe na Era Liberal, Albert Hourani; ***
**** muito bom
*** bom
**regular
* não gostei
1-Biografia de Golda Meir, Elinor Burkett; ***
2-Neve, Orhan Pamuk; ****
3-Bilhões e Bilhões, Carl Sagan;***
4-A História dos Judeus, Paul Johnson (relendo);*****
5-O Último dos Justos, André-Schwartz-Bart; ***
6-O Escravo de Isaac, Bashevis Singer; (meu livro preferido)*****
7-A Família Moskat também de Isaac Bashevis Singer ****
8-Nunca lhe Prometí um Jardim de Rosas, Hannah Green; ****
9-Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes; ***
10-Porta do Sol, Elias Khoury; ****
11- Rio das Flores, Miguel Sousa Tavares; ****
12-Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt; ****
13-Los Amores Dificiles, Italo Calvino; ***
14-Uma História dos Povos Arábes, Albert Hourani; ****
15-Shosha, Isaac Bashevis Singer; ***
16-Formação do Império Americano, Luis Alberto M. Bandeira; *****
17-Crônica de uma Guerra Secreta, Nazismo na América: A |Conexão Argentina,
Sergio Correia da Costa; ***
18-O Homem Revoltado, Albert Camus; ***
19-Malleus Malleficarum - O Martelo das Feiticeiras, Heinrich Kamer e James Sprenger; **
20-Os Indesejáveis, Lená Medeiros de Menezes; ***
21-Ver: Amor, David Grossman; *
22-Anatomia do Genocídio- Uma Psicologia da Agressão Humana, Israel W. Charny; ***
23-O Pensamento arábe na Era Liberal, Albert Hourani; ***
19 setembro, 2009
ORIENTE MÈDIO
Alguns anos atrás escreví um artigo que nunca chegou a ser publicado, tentei fazê-lo junto ao Globo mas nunca obtive resposta, enfim acabei esquecendo-o nas páginas de um caderno que ora abro e redescubro-o. Coincidentemente o assunto continua atual, então pensei porque não publicá-lo no meu blog fazendo as complementações e atualizações necessárias? E aí...mãos a obra!
A imprensa mundial e obviamente a brasileira, que não foge a regra, tem afirmado de maneira seguida o grande desinteresse do governo americano (o anterior/BUSH) pelo que ora se sucede no Oriente Médio diga-se a crise Israelo-Palestinense -.
Isso certamente não é verdade, após o 11 de setembro a política externa americana centrou-se exclusivamente no combate ao terrorismo como se esta fosse a única mercadoria exposta nas gondolas dos supermercados mundiais. Dentro desse contexto a política e posição norte-americanas no conflito não poderia ser diferente. Os americanos ensaiaram inicialmente esse grande desinteresse pela problemática israelo-palestinense (como estratégia), enquanto isso as tropas israelenses invadiam os bolsões autonômos Palestinos, na Judéia e Samaria ( os antigos nomes hebreus para a hoje Cisjordânia e futura Palestina árábe), para fazer o que Arafat não quisera ou não pudera fazer, ou seja assumir de fato o papel de chefe da Autoridade Palestina. Escolhido por seu povo para administrar o processo de implantação do futuro estado e evidentemente o processo de paz até a criação oficial do terceiro estado Palestino do Oriente Médio (Israel e Jordânia são os outros dois Estados Palestinos previstos na divisão da palestina desde 1917, quando o Império Otomano se desintegrou e a Inglaterra passou a deter o mandato sobre a Palestina), entretanto Arafat tornara-se refém dos radicais Palestinos de esquerda e dos fundamentalistas islâmicos que não admitem até hoje a existência do Estado Palestino judaico - Israel -. Refém dos radicais e sem oferecer aos moderados qualquer horizonte sobre as diversas questões que afligiam a sociedade Palestina do terceiro Estado, optou o próprio também pela radicalização e isso foi o o que se diz no popular "cutucar onça com vara curta" e o resultado não tardou a ser observado.
Os americanos fizeram exatamente o que sua política externa desenhava, ou seja, fazer de conta que Israel se excedia na resposta aos ataques terroristas que vitimavam sua população, mas dava tempo para que a Política de Ariel Sharon tivesse o tempo necessário para desmontar a rede de terror Palestina montada nos territórios autonômos. Isso foi feito, continua sendo feito e não tenham dúvida continuará sendo feito enquanto houver riscos para Israel, afinal nenhuma sociedade politicamente organizada no planeta aceita ser alvo constante de atentados terroristas como tem sido a sociedade israelense. A elite palestina mais uma vez jogou a carta errada e o resultado como sempre foi mais sofrimento para o povo que por sua vez alimenta um circulo vicioso perpetuando um sentimento de ódio e de insolubilidade do conflito
A solução dos três Estados ao meu ver é a única capaz de por um ponto final a essa chaga, O estado Israelense republicano democrático, o Reino Hachemita da Jordânia e o Palestino (Cisjordãnia/Gaza). Para isso é fundamental que Israel desmonte suas colonias dos territórios ora ocupados, que as elites controlem seus radicais palestinos e israelenses, que se indenizem todos aqueles cidadãos que tiveram perdas nas guerras desde 1948, que se crie um extenso programa de pacificação entre as pessoas nas escolas, nos centros sociais etc, que o terceiro estado seja desmilitarizado e tenha suas fronteiras controladas pelas forças conjuntas dos tres estados e talvez forças multilaterais na fase inicial para evitar a infiltração de terroristas radicais e armas, investimentos maciços no terceiro Estado para acabar com a miséria, fonte de terror e ser talvez o ínicio de um MERCOMEDIO - união aduaneira - sonho de Shimon Peres.
A questão "Jerusalém" poderia ser abordada de uma maneira diferente, quem conhece a região sabe que Jerusalém hoje é uma cidade de 700.000 habitantes portanto com uma área bem maior do que em 1948, porque não continuar o crescimento da cidade dentro da área arábe prevista na divisão territorial e continuar a chamá-la de Jerusalém até porque as áreas e sítios religiosos mulçumanos localizados na parte antiga da cidade e hoje território israelense, já são de fato administrados pelas autoridades religiosas palestinas e grande parte da população arábe de Jerusalém tem cidadania israelense, acordos de livre transito em Jerusalém não seria díficil de ser alcançado, um pouco de pragmatismo e boa vontade das partes conflitantes resolveria muita coisa.
Quanto aos americanos, a crise israelo-palestinense lembra-me bem, a crise da Espanha antes da segunda guerra mundial, onde os alemães experimentaram as novas armas de combate como ensaio à segunda guerra mundial, parece claro que esse conflito é um verdaeiro ensaio a guerra que se aproxima, essa sim perigosíssima pois envolve o risco de mundialização, que será a guerra contra o Iraque e a deposição de Saddam Hussein, que convenhamos se o pai tivesse feito o serviço completo nos anos 80 não estaríamos a ver tamanho risco de um conflito na proporção que se desenha.
Esse novo conflito sem dúvidas traria repercussões a todo o Oriente Médio, principalmente na Síria, no Líbano, no Irã e certamente em Israel, daí a pressa em resolver a questão do terceiro Estado Palestino.
Decorridos alguns anos, hoje ao voltar a escrever sobre o assunto que continua extremamente atual, a guerra do Iraque e a deposição de saddam Hussein já são parte da História, apesar da ocupação militar no Iraque continuar, do problema Israel-Palestina persistir, muito aconteceu modificando cenários e atores:
Arafat morreu ou foi assassinado, os Palestinos tiveram sua guerra civil e constituem dois territórios separados (Gaza e Cisjordânia), os israelenses já promoveram duas outras guerras, uma no Líbano contra o Hizballah e outra em Gaza contra os fundamentalistas do Hamas, a situação de pobreza, desemprego e outras mazelas que aflige o povo palestino persistem, a apreensão dos israelenses de quando será o próximo ataque as suas cidades uma constante, mas temos um outro gravissimo problema a ser administrado que é a Nuclerização do programa militar iraniano, aí um problema não só israelense mas também americano e europeu, quiça planetário pois o Iran desenvolve tecnologia para misseis de longo alcance em parceria com a Coréia do Norte e ao que parece também a Rússia, e suspeitas e evidencias de que tentam fabricar artefatos nucleares, mas isso é um assunto para o próximo texto.
A imprensa mundial e obviamente a brasileira, que não foge a regra, tem afirmado de maneira seguida o grande desinteresse do governo americano (o anterior/BUSH) pelo que ora se sucede no Oriente Médio diga-se a crise Israelo-Palestinense -.
Isso certamente não é verdade, após o 11 de setembro a política externa americana centrou-se exclusivamente no combate ao terrorismo como se esta fosse a única mercadoria exposta nas gondolas dos supermercados mundiais. Dentro desse contexto a política e posição norte-americanas no conflito não poderia ser diferente. Os americanos ensaiaram inicialmente esse grande desinteresse pela problemática israelo-palestinense (como estratégia), enquanto isso as tropas israelenses invadiam os bolsões autonômos Palestinos, na Judéia e Samaria ( os antigos nomes hebreus para a hoje Cisjordânia e futura Palestina árábe), para fazer o que Arafat não quisera ou não pudera fazer, ou seja assumir de fato o papel de chefe da Autoridade Palestina. Escolhido por seu povo para administrar o processo de implantação do futuro estado e evidentemente o processo de paz até a criação oficial do terceiro estado Palestino do Oriente Médio (Israel e Jordânia são os outros dois Estados Palestinos previstos na divisão da palestina desde 1917, quando o Império Otomano se desintegrou e a Inglaterra passou a deter o mandato sobre a Palestina), entretanto Arafat tornara-se refém dos radicais Palestinos de esquerda e dos fundamentalistas islâmicos que não admitem até hoje a existência do Estado Palestino judaico - Israel -. Refém dos radicais e sem oferecer aos moderados qualquer horizonte sobre as diversas questões que afligiam a sociedade Palestina do terceiro Estado, optou o próprio também pela radicalização e isso foi o o que se diz no popular "cutucar onça com vara curta" e o resultado não tardou a ser observado.
Os americanos fizeram exatamente o que sua política externa desenhava, ou seja, fazer de conta que Israel se excedia na resposta aos ataques terroristas que vitimavam sua população, mas dava tempo para que a Política de Ariel Sharon tivesse o tempo necessário para desmontar a rede de terror Palestina montada nos territórios autonômos. Isso foi feito, continua sendo feito e não tenham dúvida continuará sendo feito enquanto houver riscos para Israel, afinal nenhuma sociedade politicamente organizada no planeta aceita ser alvo constante de atentados terroristas como tem sido a sociedade israelense. A elite palestina mais uma vez jogou a carta errada e o resultado como sempre foi mais sofrimento para o povo que por sua vez alimenta um circulo vicioso perpetuando um sentimento de ódio e de insolubilidade do conflito
A solução dos três Estados ao meu ver é a única capaz de por um ponto final a essa chaga, O estado Israelense republicano democrático, o Reino Hachemita da Jordânia e o Palestino (Cisjordãnia/Gaza). Para isso é fundamental que Israel desmonte suas colonias dos territórios ora ocupados, que as elites controlem seus radicais palestinos e israelenses, que se indenizem todos aqueles cidadãos que tiveram perdas nas guerras desde 1948, que se crie um extenso programa de pacificação entre as pessoas nas escolas, nos centros sociais etc, que o terceiro estado seja desmilitarizado e tenha suas fronteiras controladas pelas forças conjuntas dos tres estados e talvez forças multilaterais na fase inicial para evitar a infiltração de terroristas radicais e armas, investimentos maciços no terceiro Estado para acabar com a miséria, fonte de terror e ser talvez o ínicio de um MERCOMEDIO - união aduaneira - sonho de Shimon Peres.
A questão "Jerusalém" poderia ser abordada de uma maneira diferente, quem conhece a região sabe que Jerusalém hoje é uma cidade de 700.000 habitantes portanto com uma área bem maior do que em 1948, porque não continuar o crescimento da cidade dentro da área arábe prevista na divisão territorial e continuar a chamá-la de Jerusalém até porque as áreas e sítios religiosos mulçumanos localizados na parte antiga da cidade e hoje território israelense, já são de fato administrados pelas autoridades religiosas palestinas e grande parte da população arábe de Jerusalém tem cidadania israelense, acordos de livre transito em Jerusalém não seria díficil de ser alcançado, um pouco de pragmatismo e boa vontade das partes conflitantes resolveria muita coisa.
Quanto aos americanos, a crise israelo-palestinense lembra-me bem, a crise da Espanha antes da segunda guerra mundial, onde os alemães experimentaram as novas armas de combate como ensaio à segunda guerra mundial, parece claro que esse conflito é um verdaeiro ensaio a guerra que se aproxima, essa sim perigosíssima pois envolve o risco de mundialização, que será a guerra contra o Iraque e a deposição de Saddam Hussein, que convenhamos se o pai tivesse feito o serviço completo nos anos 80 não estaríamos a ver tamanho risco de um conflito na proporção que se desenha.
Esse novo conflito sem dúvidas traria repercussões a todo o Oriente Médio, principalmente na Síria, no Líbano, no Irã e certamente em Israel, daí a pressa em resolver a questão do terceiro Estado Palestino.
Decorridos alguns anos, hoje ao voltar a escrever sobre o assunto que continua extremamente atual, a guerra do Iraque e a deposição de saddam Hussein já são parte da História, apesar da ocupação militar no Iraque continuar, do problema Israel-Palestina persistir, muito aconteceu modificando cenários e atores:
Arafat morreu ou foi assassinado, os Palestinos tiveram sua guerra civil e constituem dois territórios separados (Gaza e Cisjordânia), os israelenses já promoveram duas outras guerras, uma no Líbano contra o Hizballah e outra em Gaza contra os fundamentalistas do Hamas, a situação de pobreza, desemprego e outras mazelas que aflige o povo palestino persistem, a apreensão dos israelenses de quando será o próximo ataque as suas cidades uma constante, mas temos um outro gravissimo problema a ser administrado que é a Nuclerização do programa militar iraniano, aí um problema não só israelense mas também americano e europeu, quiça planetário pois o Iran desenvolve tecnologia para misseis de longo alcance em parceria com a Coréia do Norte e ao que parece também a Rússia, e suspeitas e evidencias de que tentam fabricar artefatos nucleares, mas isso é um assunto para o próximo texto.
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